O dólar comercial continua
rondando o patamar de R$ 2,45 nesta quinta-feira (22), operando perto da
estabilidade, depois de atingir na véspera a maior cotação de fechamento em
quase cinco anos na sessão anterior.
Perto das 13h05 (horário de
Brasília), a moeda norte-americana recuava 0,21%, cotada a R$ 2,4460 para a
venda. Veja a cotação
Nesta quinta-feira, o Banco
Central realizará novamente um leilão de swap cambial tradicional –
equivalentes a uma venda futura de dólares –, com o objetivo de rolar os contratos
com vencimento previsto para 2 de setembro deste ano. Serão ofertados 20 mil
contratos, com vencimento em 1º de abril de 2014.
A autoridade monetária
também realizará um leilão de linha, com a venda de até US$ 4 bilhões em dois
lotes. O primeiro, ofertado entre das 11h15 as 11h20, tem data derecompra em 1º
de novembro de 2013 e o segundo, que ocorrerá das 11h30 as 11h35, tem data de
recompra em 1º de abril de 2014.
Apesar de estar em linha com
o movimento de desvalorização de moedas, o real tem sofrido mais o impacto dos
sinais de mudança da política monetária dos Estados Unidos, desvalorizando-se
mais do que moedas com perfil similar, com a pressão vinda do mercado futuro, como mostrou o resultado do fluxo cambial
da semana passada.
O Bank of America Merrill
Lynch revisou a previsão de alta da moeda norte-americana em relação ao real,
acreditando que o dólar deve se equilibrar agora em R$ 2,40 no quatro trimestre
deste ano, acima da previsão anterior de R$ 2,20, destaca a Reuters.
Último
fechamento
Na quarta-feira, a moeda
norte-americana encerrou o dia com alta de 2,39%, cotada a R$ 2,4512 na venda –
maior cotação desde 9 de dezembro de 2008, quando encerrou o pregão a R$ 2,473,
no auge da crise internacional.
A forte alta ocorreu após
investidores virem, na ata do Federal Reserve (Banco Central dos EUA) divulgada
durante a tarde, sinais de que o banco central norte-americano está prestes a
reduzir seu programa de estímulo monetário. No mês de agosto, até o último
fechamento, o dólar já acumula alta de 7,4% e, no ano, de 19,88%.
O movimento de
valorização aconteceu mesmo com a forte atuação do BC brasileiro, que fez dois
leilões de swap cambial tradicional, anunciou mais um para esta quinta e, após
o fechamento dos negócios, divulgou que também faria um leilão de linha.