Cuidados para pacientes com endometriose pautam audiência no Legislativo

Especialistas, profissionais da Saúde em geral e autoridades de órgãos municipais e estaduais debateram, na tarde desta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa, a “Assistência à saúde da mulher com endometriose”. A audiência pública foi proposta pela deputada estadual Cristiane Dantas (SDD) com o objetivo de discutir resoluções para os problemas relacionados à enfermidade no Estado.

“Hoje eu venho falar sobre um tema de extrema importância e que afeta a vida de muitas mulheres ao redor do mundo: a endometriose. Ela é uma doença crônica, que muitas vezes é subdiagnosticada e pode ter um impacto devastador na qualidade de vida das mulheres. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 6 milhões de brasileiras são acometidas pela enfermidade, que se caracteriza pelo crescimento anormal do endométrio para fora do útero. Essas células se espalham por outros órgãos da região pélvica, como ovários, trompas, bexiga e até intestino. Isso causa uma inflamação que gera dor pélvica severa, menstruações dolorosas e impacta diretamente na fertilidade. Por isso, é crucial entender que a dor intensa durante o período menstrual não é normal e não deve ser subestimada”, iniciou a parlamentar. 

Segundo Cristiane Dantas, a endometriose pode ser diagnosticada em qualquer mulher em idade reprodutiva, mas geralmente é detectada entre os 25 e 35 anos. “No entanto, muitas mulheres relatam os sintomas desde a adolescência. A falta de conhecimento sobre a doença e a normalização da dor menstrual intensa contribuem para um atraso significativo no diagnóstico, que leva em média de sete a dez anos”.

A respeito da doença no Rio Grande do Norte, a deputada explicou que a maior dificuldade enfrentada está na falta de acesso das mulheres aos exames e cirurgias. “Ou seja, a realidade é que muitas mulheres ficam sem tratamento adequado, e isso é particularmente preocupante”, disse.

Para melhorar o diagnóstico e o tratamento, conforme a parlamentar, “é essencial investir na capacitação dos profissionais de Saúde, a fim de que possam reconhecer os sintomas precocemente, prevenindo complicações graves”. 

“Além do tratamento médico especializado, mudanças na alimentação, prática de exercícios físicos, acompanhamento psicológico, acupuntura e fisioterapia pélvica podem aliviar os sintomas. Portanto, é imperativo que reconheçamos a endometriose como uma doença que necessita de atenção e tratamento adequados”, detalhou Cristiane Dantas, acrescentando que dará entrada num Projeto de Lei, apresentado pelas médicas Ana Lígia e Gleisse Aguiar, que visa estabelecer uma linha de cuidado às mulheres com endometriose no RN. 

“Além disso, nós elaboramos um material informativo para divulgar as informações mais importantes sobre a enfermidade para toda a população”, finalizou.

De acordo com a médica ginecologista e especialista em endoscopia ginecológica em endometriose, Gleisse Aguiar, “a endometriose é uma doença inflamatória crônica que acomete 10% das mulheres em idade fértil”. 

“Ou seja, é um problema de Saúde Pública, mas muitas vezes essas mulheres não são ouvidas e recebem tratamento inadequado. Por isso eu agradeço a oportunidade de estar aqui sendo a voz de todas elas”, frisou.

Segundo a médica, a endometriose é uma doença progressiva, mas benigna, isto é, não pode se tornar câncer.

“E ela tem tratamento. O seu principal sintoma é a dor pélvica no período menstrual, inicialmente. Essa dor é cíclica, mas pode se tornar crônica, persistente e incapacitante. A cada menstruação a doença pode progredir, mudar de local ou infiltrar mais ainda nos lugares onde já está fixada. E ao longo do tempo as dores vão diminuindo a qualidade de vida da paciente, que não consegue fazer suas atividades laborais, sociais e/ou conjugais”, explicou.

Para a especialista, “o grande problema é que, quando procura atendimento médico, a mulher escuta que ‘a dor é normal’, que ‘toda mulher tem’, que ‘no período menstrual é normal’ ou que ‘quando tiver relações sexuais ou engravidar a dor vai acabar’. Mas ela não termina. E só vai piorando”. 

Outro ponto destacado pela ginecologista Gleisse Aguiar é que a ultrassonografia transvaginal convencional não detecta a doença.

“E como fica a dor e a mente da paciente? O diagnóstico é dado por uma ultrassonografia com preparo intestinal ou uma ressonância magnética da pelve, ou ambas, feitas por profissionais habilitados. Então, vejam, essa mulher passa por uma verdadeira peregrinação. O diagnóstico geralmente é retardado – após 8 a 10 anos – e quando ela descobre a enfermidade já tem sua fertilidade, seu trabalho e seus relacionamentos comprometidos. Por isso eu pergunto: quanto custa a dor dessa paciente?”, indagou.

Ainda de acordo com a médica, “quando a paciente consegue, finalmente, ser atendida por um especialista, ela já fez inúmeras cirurgias inadequadas e incompletas”.

“Muitas vezes elas chegam no consultório sem útero e sem ovário, porque acham que o tratamento é esse. E elas entram na menopausa frequentemente. Outras, quando não chegam com cirurgias prévias, vêm com a doença extremamente avançada: com ovários e cistos gigantes, semiobstruídas, praticamente com obstrução intestinal ou de ureter, podendo perder um rim a qualquer momento. E para onde nós vamos enviá-las? Infelizmente, elas são órfãs de tratamento. E nós, especialistas, ficamos de mãos atadas”, criticou. 

Finalizando, a ginecologista afirmou que é necessário organizar uma linha de cuidado para essas pacientes, da atividade primária até a terciária, capacitando profissionais de Saúde, “para que eles saibam solicitar os exames adequados e em tempo hábil para o diagnóstico, pois nem toda paciente vai precisar ser operada. Às vezes será suficiente apenas o tratamento clínico com uma equipe multidisciplinar composta por nutricionista, fisioterapeuta pélvica e psicóloga”, concluiu.

Dando continuidade às explicações técnicas, a ginecologista Ana Lígia Dantas reforçou a importância da equipe multidisciplinar no tratamento da endometriose.

“A Ginecologia sozinha não consegue tratar a doença. Precisamos, sim, do apoio de outros profissionais, para que possamos melhorar os hábitos e a qualidade de vida das pacientes”, ressaltou. 

Em seguida, a médica relatou casos de pacientes do nosso Estado e divulgou dados estatísticos sobre a enfermidade.

“Nós sabemos, estatisticamente, que uma em cada dez mulheres tem endometriose, segundo a Organização Mundial de Saúde. Além disso, 180 milhões de mulheres no mundo possuem a doença; o tempo médio para receber o diagnóstico é de 10 anos; entre as mulheres com endometriose, de 30 a 50% têm infertilidade; e a idade média do diagnóstico é de 28 anos, quando a mulher está no seu período reprodutivo e produtivo, muitas vezes no auge do seu trabalho e já com família constituída. Portanto, nós não podemos falar de endometriose sem falar que é uma questão de Saúde Pública”, enfatizou.

Ao final da sua explanação, a especialista sugeriu um fluxograma de linha de cuidado para pacientes com endometriose.  

“Esse fluxograma vai desde a atenção primária, com médicos capacitados e que possam, pelo menos, suspeitar de endometriose pelos sintomas. E, no caso de ser endometriose, que esses profissionais possam encaminhar a paciente para um serviço de atenção secundária, em cidades-polo, com ambulatórios especializados, onde haja uma equipe multidisciplinar para dar suporte. A partir disso, feita a triagem, a paciente seguiria para as referências, na atenção terciária, que trataria os casos mais graves que precisam de cirurgias com equipes multidisciplinares”, concluiu.  

Na sequência, a enfermeira e paciente com endometriose, Leticia Silva, agradeceu o convite e frisou que não iria falar sobre dor, mas de esperança.
“Eu quero saudar a mesa, em nome da deputada Cristiane Dantas, e essas médicas maravilhosas e humanizadas, que acolhem a nossa dor. Mas hoje eu não vim aqui para falar só de dor, eu vim para falar de esperança. Porque, quando recebi o convite, eu me senti muito honrada pela oportunidade de dar voz a muitas mulheres que são silenciadas pela dor. A nossa dor muitas vezes é invalidada, porque a gente vem de uma cultura em que dores menstruais são ditas ‘normais’. Mas as causadas pela endometriose nos incapacitam”, desabafou. 

A respeito das perguntas de algumas pessoas sobre como ela consegue ter uma “vida normal”, a enfermeira diz que é porque está suprimindo a menstruação. 

“Se eu não fizesse isso, minha vida seria limitada a estar em cima de uma cama, prostrada, à base de morfina. Porque eu sinto muita dor. E isso tudo sempre me gerou muita indignação, porque mesmo eu sendo profissional de Saúde, levei em torno de dez anos para conseguir um diagnóstico. Agora, imaginem uma mulher que não seja da área ou que não tenha acesso às informações…”, disse.

Falando em esperança, ela afirmou que o encontro na Assembleia Legislativa significa a “visualização de uma luz no fim do túnel”.
“Nós sabemos que é possível implementar uma rede estruturada de cuidado, pensando em fluxos e em capacitação profissional. E tudo começa com o primeiro passo. O que nos falta, principalmente, é capacitar os profissionais para acolher e realizar uma escuta qualificada com as mulheres para, então, dar seguimento à necessidade que nós temos, que é primariamente o diagnóstico precoce”, concluiu Leticia Silva.

Para o médico e vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), Gustavo Mafaldo, os principais motivos que tornam a endometriose desafiadora na sociedade são a sua alta prevalência, a grande incapacitação que causa e a sua associação com problemas de ordem física e psíquica nas mulheres.

Segundo Vânia Machado, membro do Conselho Estadual de Saúde do RN (CESRN), enquanto entidade de controle social, é importante que o conselho esteja ocupando os espaços públicos, ouvindo e aprendendo, para que possa cobrar dos poderes devidos. 
“Porque o nosso papel é justamente fiscalizar e fazer acontecer. E a gente só faz acontecer quando tem conhecimento. E esta audiência de hoje está sendo um grande aprendizado”, frisou.

Representante da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Anny Karoline garantiu que o tema já vem sendo discutido no âmbito do órgão, e soluções já vêm sendo pensadas para resolver os principais problemas envolvidos.

“Os processos judiciais são um balizador para nós, no sentido de que precisamos melhorar e ampliar os acessos. A gente vem, desde fevereiro, tentando encontrar profissionais com expertise técnica que apontem para a gente o que ocorre no dia a dia das unidades de saúde e quais as maiores necessidades da nossa população. Além disso, nós já estamos em processo de construção dessa linha de cuidado à mulher com endometriose, principalmente para as cirurgias de alta complexidade, que é um dos nossos maiores desafios”, destacou. 

Segundo a representante do órgão estadual, o Ministério da Saúde já está sendo provocado, em busca de insumos e da independência da secretaria em relação a Natal. 

“Nós também temos um projeto de expansão de polos. Hoje nós temos o Hospital da Mulher, localizado em Mossoró, com o pré-natal de alto risco, mas que precisa de profissionais especializados em endometriose. E nós estamos pensando em criar um ambulatório especializado lá, que faça as cirurgias também”, acrescentou.

Sobre a linha de cuidado, Anny Karoline explicou que existe um plano de construção da rede, incluindo a capacitação de profissionais. 
“Dessa forma, nós poderemos conduzir o que pode ser levado na atenção primária e deixar os casos mais complexos para o HUOL. Nós iremos transformar o Grupo de Trabalho em ‘Portaria’, para dar uma efetividade maior ao que for pensado dentro da equipe. Após o documento feito, nós vamos saber a situação com mais detalhes e partiremos para a fase de implementação, em que precisaremos muito do apoio tanto dos municípios quanto dos usuários”, ressaltou.

Ao final do debate, a deputada Cristiane Dantas citou, como encaminhamentos, a construção e apresentação do Projeto de Lei que irá estabelecer a linha de cuidado às mulheres com endometriose no Rio Grande do Norte, bem como a reunião com a secretária estadual de Saúde, Lyane Ramalho, no mês de julho, da qual participarão a parlamentar e as médicas Ana Lígia e Gleisse Aguiar.

Assembleia Legislativa faz intercâmbio sobre Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável

O diretor de Representação Institucional da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Rodrigo Rafael, participou de um encontro nesta quarta-feira (19), com a diretora-presidente do  Instituto do Legislativo Paulista (ILP), Agnes Sacilotto e a equipe técnica integrada por Márcia Shimabukuro, Caroline Gomes e Any Ortega. Na pauta, acompanhar  e avaliar as políticas públicas propostas e implementadas pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, para contribuição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Viemos estudar como a ALESP formou Grupos de Trabalho Temáticos com ações e soluções, diante dos grandes desafios representados pelas mudanças climáticas. No Rio Grande do Norte, já temos a Frente Parlamentar Estadual para Gestão Inteligente e Sustentável, que tem a frente o deputado Hermano Morais (PV).  A nossa intenção é colaborar”, afirmou Rodrigo Rafael, que é especialista em Environmental, Social and Governance (ESG), com MBA no IBMEC/São Paulo.

Em São Paulo, foi criado o “Observatório Legislativo de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável”. O programa é desenvolvido pelo Instituto do Legislativo Paulista com o apoio de instituições parceiras. O foco é estudar ações do Poder Público em relação à aderência e contribuição para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

O Litoral Norte Potiguar vai ganhar o Porto-Indústria Verde, que recebe a qualificação de “verde” por lidar com produção de energia limpa. Segundo Rodrigo Rafael, este é um  exemplo do RN para os demais estados brasileiros, por ser uma estrutura voltada para energia eólica offshore (no mar) e para a produção de outros produtos ligados às energias renováveis, como o hidrogênio verde (H2V) – podendo dar suporte também aos setores da mineração, do petróleo e gás, da fruticultura, do sal e da pesca.

O Rio Grande do Norte há dez anos lidera no país,  a produção de energia eólica. Também existem projetos de energia eólica offshore, para a produção de hidrogênio verde. Mas, lembra Rodrigo Rafael, a lenha no nosso Estado, é a segunda maior fonte de energia, por ser mais barata. O desmatamento ainda preocupa, já que o uso da lenha é domiciliar, produção de cerâmica vermelha, produção de farinha de mandioca, em padarias, pizzarias e nas produções de queijo e manteiga do sertão.

Hermano Morais enaltece gestão de Carnaúba dos Dantas e fala sobre viagem a Brasília

O deputado Hermano Morais (PV) se pronunciou, no Grande Expediente da sessão desta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa, sobre a premiação concedida ao município de Carnaúba dos Dantas, no Prêmio Band Cidades Excelentes, ocorrido na noite desta terça-feira (18). Ele lembrou que Carnaúba levou a primeira colocação geral entre os municípios com até 30 mil habitantes.
 
“Não foi surpresa para mim porque acompanho a gestão do prefeito Gilson Dantas”, ressaltou Hermano Morais. “Sou parceiro dessa gestão”, completou o deputado, qualificando o gestor como “o maior prefeito da história de Carnaúba dos Dantas”. Para Hermano, o reconhecimento público e isento faz justiça à administração “exemplar”.
 
O deputado informou que estará em Brasília nesta quinta-feira (20) participando da reunião trimestral do Comitê Nacional de Economia de Impacto Social. “Um convite que muito me honra”, disse Hermano, autor de lei aprovada em 2019, que institui a política estadual de investimentos e negócios de impacto social. “Divido essa alegria com meus colegas que ajudaram a aprovar, disse o deputado, ressaltando que a lei estadual hoje é ‘referência nacional’, e que a cópia da mesma é distribuída para todos os estados pelo Ministério da Indústria e Comércio e no Rio Grande do Norte ‘é colocada em prática na gestão da governadora Fátima Bezerra’. Hermano afirmou ainda que a governadora assinará, em Brasília, um acordo de cooperação técnica sobre a economia de impacto.

Comissão de Administração da Assembleia recebe secretário de Estado e delegado da PF

O secretário de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), Helton Edi Xavier; o delegado Regional Executivo da Polícia Federal, Caio César Bezerra e a presidente do Sindicato dos Policiais Penais (SINDPPEN/RN), Vilma Batista, foram os convidados, na reunião desta quarta-feira (19), da Comissão de Administração, Serviços Públicos, Trabalho e Segurança Pública da Assembleia Legislativa. O convite foi feito a partir de solicitação do deputado Luiz Eduardo (SDD), membro suplente da Comissão, para questionar sobre uma conversa do secretário com um presidiário na sede da Polícia Federal.
 
“Não é atribuição de secretário de Estado conversar com detento”, disse Luiz Eduardo, levantando o debate na reunião presidida pela deputada Cristiane Dantas (SDD), com participação dos demais membros da Comissão, Gustavo Carvalho (PSDB), Dr. Bernardo (PSDB), Taveira Júnior (União), Coronel Azevedo (PL), e presença dos deputados Kleber Rodrigues (PSDB), Francisco do PT, e Divaneide Basílio (PT).
 
O secretário se apresentou antes de responder ao deputado, ressaltando que antes de ser titular de uma pasta no Estado, segue sendo policial, e que a visita que fez à sede da Polícia Federal, tendo em seguida acesso ao preso trazido ao Rio Grande do Norte, vindo de Pernambuco, em uma operação, estava dentro das atribuições de sua função. “Nunca respondi por nenhum mal-feito, nem mesmo para ser absolvido no final”, disse Helton Xavier, afirmando que o episódio é antigo, foi questionado no ano passado, mas volta à tona de forma polêmica por se tratar de ano eleitoral. “A fake News é tão mal-feita que me acusam de ter feito reunião secreta com um líder de facção dentro da sede da Polícia Federal”, ironizou o secretário.
“Uma celeuma com acusações levianas e mentiras contra mim”, disse o secretário que foi questionado ainda pelo deputado Coronel Azevedo sobre a conversa com o preso. O secretário lembrou que Azevedo, quando comandante da Polícia Militar, também foi acusado de conversar com líder de facção e que ele não iria acusá-lo do que estão lhe acusando hoje. A sindicalista Vilma Batista rebateu o secretário e se pronunciou em vários momentos. O deputado Francisco do PT defendeu a função do secretário, enaltecendo a história da Polícia Federal. “Como dentro da sede da PF se faz algo escondido, secreto? A Polícia Federal jamais participaria de qualquer coisa que não tivesse dentro da legalidade”, disse Francisco, seguido pelo deputado Dr. Bernardo, que discorreu sobre as formas de interpretação. “Às vezes as pessoas interpretam de má fé”, afirmou Bernardo.
 
Dizendo-se ameaçada, a sindicalista Vilma Batista foi orientada pelo deputado Luiz Eduardo a apresentar as provas das ameaças à Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa. O secretário Helton lembrou que já esteve duas vezes na Comissão de Administração e que está à disposição para atender outros convites, e o delegado da PF, Caio Bezerra, encerrou dizendo que “a Polícia Federal preza pela integração entre as forças de segurança”, e que a polêmica conversa do secretário com um detento “não passou de um procedimento padrão”.

Secretária de cultura de Santo Antônio visita exposição sobre Xico Santeiro na ALRN

A exposição “Além do Imaginário: A arte popular potiguar, antes e depois de Xico Santeiro”, que está acontecendo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, recebeu nesta quarta-feira (19) a visita da atual secretária de Cultura da cidade de Santo Antônio do Salto da Onça, Joara Oliveira, e a ex-secretária da pasta, Cleide Panca. A mostra teve início no último dia 10 e será encerrada na próxima sexta-feira (21). 

O objetivo da visita foi reunir informações em torno do ilustre conterrâneo, considerado o primeiro artista potiguar a ser reconhecido nacional e até internacionalmente. “É um grande prazer conhecer um pouco mais sobre a obra de Xico Santeiro, que é natural de Santo Antônio, e ver esse reconhecimento a um conterrâneo nosso é muito gratificante”, disse Joara Oliveira. 

A secretária municipal revelou que o objetivo é realizar ações na cidade para divulgar na região o trabalho de Xico Santeiro. A ex-titular da pasta revela ainda a expectativa de erguer um museu em homenagem ao artista. “Esperamos encontrar formas para que o trabalho dele seja contemplado”, disse.

O curador da exposição, Alexandre Gurgel, ressaltou a importância da visita das representantes de Santo Antônio do Salto da Onça. “Estão recebendo informações para enriquecer ainda mais a cultura da cidade. Xico Santeiro ainda é um nome pouco conhecido na terra onde nasceu e com isso se poder, por exemplo, criar um equipamento turístico para enaltecer este filho ilustre”, destacou. 

A exposição conta com 23 peças de Xico Santeiro (1898-1966), e é a primeira a apontar o artista como um divisor de águas para a arte popular. Ao todo, são mais de 80 objetivos expostos, produzidos por mais de 30 artistas catalogados. São peças raras da pré-era Xico Santeiro datadas entre os séculos XVIII e XIX.

Ezequiel Ferreira solicita investimentos para municípios da região Agreste

O deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, apresentou requerimentos com o objetivo de buscar investimentos para municípios localizados na região Agreste potiguar. Nos ofícios, o parlamentar reivindica melhorias em saúde, habitação, segurança e infraestrutura para as cidades de Canguaretama, Espírito Santo e Lagoa D’Anta.

Para Canguaretama, o deputado solicita inicialmente a construção de casas populares destinadas a população carente da região. O parlamentar também requer o aumento do efetivo policial da cidade. Com quase 30 mil habitantes, o município tem muitas pessoas que ainda não têm acesso a casa própria e que continuam sofrendo com o avanço da criminalidade.

Ezequiel também reivindica para Canguaretama o envio de carros fumacê para combater o mosquito aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Para o mesmo município ainda solicita a recuperação da RN-269, no trecho que liga a cidade à praia de Barra do Cunhaú, que está bastante deteriorada devido a falta de manutenção nos útimos anos, e que tem forte importância para o turismo da região. 

Já para o município de Espírito Santo, o presidente da Assembleia sugere primeiro que sejam realizadas obras de pavimentação e drenagem das ruas do distrito de Barão de Serra Branca. Também requer para a cidade o aumento do efetivo policial e  a realização de um estudo de viabilidade para a execução do saneamento básico de diversas ruas.

Em relação a cidade de Lagoa D’Anta, Ezequiel também solicita o envio de um carro fumacê e de uma ambulância, destinada a atender as demandas em saúde pública da região. O parlamentar também requer a execução do saneamento básico e calçamento das ruas da Comunidade de Carnaúba, no mesmo município. 

Por fim, ainda para Lagoa D’Anta, o deputado sugere a realização de obras de pavimentação e saneamento básico em diversas ruas, assim como solicita a reforma das escolas estaduais Antônia Guedes Martins e Antônio Pinheiro Bezerril, ambas na cidade. As unidades de ensino estão apresentando rachaduras e goteiras, além de deterioração na parte hidráulica e elétrica.

Neilton destaca conquista do vale alimentação para Bombeiros e premiação dos municípios

Terceiro orador no grande expediente da sessão plenária desta quarta-feira (19), o deputado Neilton Diógenes (PP) se congratulou com os bombeiros militares do RN, pela conquista do vale alimentação, benefício concedido pelo governo estadual. 

“Toda a corporação tem a celebrar. Fico muito feliz porque sei da importância que tem e quero agradecer ao governo e à governadora Fátima Bezerra por essa conquista de grande serventia aos membros da corporação”, afirmou.

Neilton também convidou a população para o espetáculo do Auto de São João Batista, em Apodi. “É um grande momento cultural e religioso da cidade, realizado através da Associação Raimunda Dantas com pessoas da comunidade”, disse. Para contribuir com o espetáculo, o mandato do deputado destinou recursos através de emendas parlamentares no valor de R$ 65 mil. 

O deputado encerrou sua fala destacando o desempenho de Apodi e Mossoró no prêmio Band Cidades. Apodi conquistou o prêmio na categoria Educação, para cidades entre 30 e 100 mil habitantes. Mossoró conquistou o prêmio Cidades Eficientes e outros prêmios disputados com cidades acima de 100 mil habitantes.

Ubaldo Fernandes alerta sobre aumento da violência contra idosos no RN

O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB), presidente da Frente Parlamentar do Idoso, usou o horário destinado às lideranças na Assembleia Legislativa do RN para abordar o preocupante aumento da violência contra idosos. Durante pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (19), ele destacou dados divulgados pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, que mostram um crescimento significativo nas denúncias de violência contra idosos em todo o país, incluindo o Rio Grande do Norte.

“Nos cinco primeiros meses deste ano, foram registradas 74.239 denúncias, o que representa um aumento de 38% em comparação ao mesmo período de 2023. Isso significa que, em média, 500 idosos por dia são vítimas de agressão, maus-tratos e até mesmo tortura”, pontuou Ubaldo Fernandes. No Rio Grande do Norte, 1.297 casos foram registrados apenas este ano.

“Esses números são alarmantes e exigem ação imediata e efetiva por parte de todos nós. É inaceitável que nossos idosos estejam sendo submetidos a tamanha violação de seus direitos. Precisamos agir com firmeza para combater essa realidade dolorosa e injusta”, afirmou o deputado.

Ubaldo Fernandes destacou a importância de reforçar os canais de denúncia, como o Disque 100, que opera 24 horas por dia e garante o sigilo dos denunciantes. Ele também enfatizou a necessidade de investir em políticas públicas que promovam respeito e proteção aos idosos, criando redes de apoio e assistência em todo o RN.

“A violência contra os idosos é uma questão que nos convoca a todos, independentemente de ideologia política”, concluiu o deputado.

Durante seu discurso, a deputada Cristiane Dantas (SDD) aparteou para apoiar as palavras de Ubaldo Fernandes e ressaltar a importância de ações conjuntas para enfrentar essa grave questão social.

Nelter Queiroz retoma alertas sobre condições das estradas no RN

Os trechos danificados das estradas de várias regiões do RN foram novamente comentados pelo deputado Nelter Queiroz (PSDB). O parlamentar discursou sobre o assunto na sessão plenária da Assembleia Legislativa (ALRN) desta quarta-feira (19).

“Já fiz várias falas, outros deputados também, sobre nossa sonhada recuperação de estradas, como por exemplo, a RN 116 e a RN 404, entre Carnaubais e Porto do Mangue. A região é grande produtora de fruticultura, sal, turismo. São estradas importantes”, afirmou o deputado.

Nelter destacou ainda as más condições de tráfego da estrada entre Currais Novos e Lagoa Nova, bastante movimentada. 

O deputado citou que a direção do DER comunicou sobre os trechos que seriam recuperados neste ano, no valor de R$ 408 milhões oriundos de empréstimo do governo federal. “Mas ficaram de fora estradas de Currais Novos, Lagoa Nova, São Rafael, Jucurutu. A estrada de Jardim do Seridó a Ouro Branco não há mais como trafegar”, disse. 

Nelter afirmou que está solicitando ao Ministério Público que cobre ao governo estadual a conclusão de obras ainda este ano.

ALRN debate Ações do  DNIT e Melhoramento da  Malha Rodoviária  no  RN

A retomada de ações e obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pelo governo federal, no RN, são os temas da próxima audiência pública da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O debate é iniciativa do mandato da deputada Divaneide Basílio (PT) e vai ser realizado nesta quinta-feira (20), no auditório Cortez Pereira, sede da ALRN.

“A autarquia vem sendo referência de competência institucional e técnica, promovendo, sempre, o compromisso com a integridade do órgão para com a sociedade. Neste debate o DNIT irá explanar sobre as obras que estão sendo realizadas no RN, seu andamento e prazos”, justificou a deputada.

Confirmaram presença o diretor executivo do DNIT, Carlos Barros, o superintendente regional Getúlio Batista e o deputado federal Fernando Mineiro (PT), além de outros gestores. Divaneide exemplificou com obras como a implementação de um sistema avançado de fiscalização em tempo real e automatizado dos veículos pesados, a manutenção na BR-304, o novo asfalto da rotatória do Thermas em Mossoró. 

Outras obras são a recuperação total do pavimento da BR-405, reabilitação da Ponte de Igapó na BR-101, dentre tantas outras ações. “Queremos que a Assembleia Legislativa contribua com esse debate de extrema relevância  para  o  RN e o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária”, disse Divaneide.