Sesap promove capacitação sobre nova classificação da dengue

A Secretaria de Estado da
Saúde Pública (Sesap) promoveu, na manhã desta segunda-feira (18), uma
capacitação sobre a nova classificação da dengue do Ministério da Saúde (MS),
para os técnicos das Vigilâncias Epidemiológicas e dos Núcleos de Vigilância da
rede hospitalar pública e privada da Grande Natal. Essa é a segunda capacitação
realizada pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), através
do Programa Estadual de Controle da Dengue, e tem por objetivo atualizar todos
os 167 municípios do Estado até o final do ano. 
O primeiro curso aconteceu na sede da II Unidade Regional de Saúde
Pública (II Ursap), sediada em Mossoró, no período de 30 de outubro a 1º de
novembro deste ano, reunindo técnicos da vigilância epidemiológica e dos
Núcleos de Vigilância dos municípios.
Para Stella Leal,
subcoordenadora da Suvige, esse é um momento muito importante para melhorar a
notificação dos casos de dengue no RN. 
“A nova classificação que está sendo implantada pelo Ministério é
resultado de diversos estudos científicos, e não vai trazer alterações à
conduta clínica que já vem sendo aplicada aos pacientes pela assistência
médica. Ela vai facilitar muito a investigação e o encerramento dos casos pelos
serviços de epidemiologia”, ressalta.

A dengue é um dos principais
agravos de notificação compulsória. Em 2013, foram identificados no Rio Grande
do Norte três sorotipos para o vírus que provoca a doença: DENV 1, DENV 2 e
DENV 4, fato que contribui para  a
existência de casos graves e o aumento no número de surtos da doença. A identificação
precoce dos casos de dengue é fundamental para a tomada de decisões e para a
implementação de medidas oportunas, a fim de evitar os óbitos, os quais são a
grande preocupação da Sesap. Segundo Stella Leal, embora a incidência das
formas graves da doença – que incluem febre hemorrágica por dengue (FHD) e
dengue com complicações – seja menor que em 2012, com uma redução de 35,02%,
houve um aumento da letalidade em 62%. A taxa de letalidade em 2012 foi 6,44% e
em 2013 até o momento é de 10,46%. “Mesmo com o decréscimo no número de casos
confirmados, houve um aumento no número de óbitos”, explica Stella Leal.

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