Obras do Dnit ficam quase R$ 1 bilhão mais caras

Usados para favorecer empreiteiras no suposto esquema de corrupção que derrubou quase toda a cúpula do Ministério dos Transportes e permanece sob investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), os aditivos contratuais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) custaram caro ao contribuinte. Levantamento do Estado de Minas em 866 contratos concluídos desde 2007 – primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Lula – revela que pelo menos R$ 933 milhões foram acrescidos ao valor das obras, pago às construtoras. A cifra pode ser bem maior, já que nem todos os custos de aditivos são informados no site do Dnit.
Não por acaso, a presidente Dilma Rousseff (PT) reclamou aos ex-dirigentes do setor que os acréscimos contratuais estavam inviabilizando seu governo. A profusão dos aditivos é um dos principais ingredientes da crise nos Transportes, que já derrubou o ministro Alfredo Nascimento e mais de 20 integrantes da pasta em apenas um mês. Investigados frequentemente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeita de irregularidades, os aditivos são usados para corrigir falhas em projetos sem detalhamento. Dessa maneira, para que a obra seja concluída, o governo paga valores adicionais, que não são objetos de novas licitações. O novo ministro, Paulo Passos, admitiu o problema e afirmou que, para conter a sangria, as novas empreitadas só serão licitadas com projeto executivo concluído, sendo bem mais detalhado.

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