Em uma intervenção contundente durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) nesta quarta-feira (19), o deputado José Dias (PL) não apenas reforçou as críticas à gestão de obras hídricas no estado, mas também celebrou a aprovação da Lei Antifacção na Câmara Federal, classificando-a como uma derrota para o governo.
O parlamentar iniciou seu pronunciamento expressando solidariedade ao discurso do deputado Gustavo Carvalho (PL), que havia contestado as declarações do deputado Francisco do PT sobre as ações no setor hídrico. Dias ampliou o debate, acusando a esquerda, representada pelo PT, de utilizar a “manipulação de fatos” e “mentiras absolutas” como uma técnica política.
Em seguida, o deputado direcionou sua atenção para a votação da Lei Antifacção na Câmara Federal, ocorrida ontem. Ele celebrou a aprovação, descrevendo-a como uma vitória para o país. “O governo trabalhou contra. Gastou dinheiro público contra. Fez todo o tipo de pressão”, afirmou Dias, destacando que a votação registrou 346 votos a favor e apenas 40 contra.
José Dias enfatizou que o resultado não se deu apenas por um “gesto de satisfação da Câmara Federal”, mas sim pela “pressão do povo” e pelas pesquisas que, segundo ele, demonstravam apoio popular unânime ao combate ao terrorismo. O deputado defendeu a adaptação do relatório da lei ao longo das discussões como um processo normal do Parlamento, citando sua própria experiência como relator de projetos na Casa.
Ao detalhar a severidade da nova legislação, o parlamentar ressaltou que a Lei Antifacção prevê penas de até 66 anos para chefes de quadrilhas e grupos terroristas, além da obrigação de cumprir 70% da pena em regime fechado e a prisão automática em presídios federais para os líderes. Dias manifestou sua convicção de que o Senado Federal aprovará a matéria com a mesma maioria e que o Presidente da República “não terá coragem de vetar”, devido à pressão da opinião pública. Ele concluiu seu discurso conclamando à vigilância e ao apoio contínuo a essa “guerra” contra a “mentira institucional” na vida pública brasileira.
A gestão de obras hídricas no Rio Grande do Norte pautou nesta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa, o pronunciamento do deputado Gustavo Carvalho (PL), que ocupou a tribuna para contestar recentes declarações do deputado Francisco do PT e defender a atuação do senador Rogério Marinho no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) durante o governo Bolsonaro.
Carvalho iniciou seu pronunciamento expressando “indignação” com o que classificou como “grosseria” do deputado Francisco do PT, que teria chamado o senador Rogério Marinho de “mentiroso” em relação aos investimentos hídricos. “Eu consigo entender a grosseria do deputado Francisco unicamente pelo extremismo”, afirmou o parlamentar, citando Ariano Suassuna ao dizer que “o extremismo e a inteligência nunca vão morar na mesma casa”. O deputado Gustavo Carvalho enfatizou que sua intenção era rebater as acusações “com dados, números e elegância”.
O primeiro ponto abordado foi a Barragem de Oiticica, obra que, segundo ele, começou em 1990 e foi paralisada em 1993. Ele criticou o Partido dos Trabalhadores por não ter priorizado a retomada da construção durante seus governos federais, apontando que a obra só avançou significativamente após 2016, com cerca de 60% dos pagamentos realizados entre 2016 e 2022, nas gestões Temer e Bolsonaro. “No governo Bolsonaro, a obra avançou e o fechamento da parede da barragem foi iniciado. Em 2022, o empreendimento atingiu 93% da sua execução”, detalhou. O deputado atribuiu a não conclusão à “falta de competência do governo do Estado”, que não teria conseguido remover 13 famílias da área do reservatório, impedindo seu fechamento.
Em seguida, o representante potiguar abordou a Transposição do São Francisco. Ele destacou que, em 2019, apenas 31% do Eixo Norte estava em funcionamento, atribuindo ao PT a “falta de competência” para concluir as estruturas críticas. “Em 2022, o trecho estava 100% operacionalizado”, afirmou, ressaltando que as águas do Velho Chico só chegaram ao Rio Grande do Norte e ao Ceará após 2019.
Outra obra mencionada foi a recuperação da Barragem de Passagem das Traíras. Gustavo Carvalho informou que, em 2020, o MDR, sob a gestão de Rogério Marinho, assumiu os trabalhos e executou 70% dos serviços. O parlamentar pontuou que a atuação do Ministério foi além da execução, exigindo uma “completa reformulação do projeto mal feito pelo Estado”, que apresentava inconsistências e poderia levar a sobrepreço. Ele comparou os valores: um contrato de R$ 11 milhões em 2020, metade do projeto original do estado (R$ 22 milhões), e R$ 17,5 milhões após readequações, dos quais R$ 16,5 milhões foram assegurados na gestão de Marinho. O deputado criticou o PT por ter paralisado a obra por seis meses em 2023 por atraso de pagamento.
A Adutora do Agreste Potiguar também foi pauta do discurso. Carvalho explicou que o MDR contratou o projeto básico via Codevasf por R$ 4,5 milhões. Ele criticou a inclusão da obra no PAC em 2023 pelo PT, qualificando a ação como “só pra inglês ver”, e creditou à bancada federal do RN a garantia de R$ 45,8 milhões no orçamento, o que permitiu a contratação das obras no final de 2024.
O parlamentar concluiu sua fala reiterando que as obras hídricas sob gestão do PT seguiram um “padrão conhecido: longos intervalos, sem priorização, com paralisações, falha de projeto, cronogramas descumpridos, sempre exigindo retomadas posteriores para garantir o avanço real”. Ele afirmou que os avanços foram dados “com o Ministro Rogério Marinho no MDR”, a quem chamou de “senador da República que orgulha o Rio Grande do Norte”.
Em um aparte, o deputado Nelter Queiroz (PSDB) manifestou solidariedade a Gustavo Carvalho e ao senador Rogério Marinho. O parlamentar classificou a postura do deputado Francisco do PT como “infeliz” em relação ao senador, destacando que Rogério Marinho “viabilizou muitas obras para o estado”.
O deputado Nelter Queiroz (PSDB) foi o segundo orador da sessão plenária desta quarta-feira (19) e voltou a cobrar da Caern a extensão da rede de abastecimento para duas comunidades de Jucurutu: Pedra do Navio e Vila do Velame. Segundo o parlamentar, o pleito é antigo e já motivou diversas audiências, recomendações do Ministério Público Estadual e ações judiciais.
No pronunciamento, Nelter afirmou que tem mantido diálogo frequente com o diretor-presidente da Caern na tentativa de garantir o atendimento à população das duas localidades. “Há anos venho solicitando essa extensão de água para Jucurutu. Tivemos recomendação judicial, recomendação do MPE ao governo Fátima, compromissos assumidos, e mesmo assim continuo cobrando”, declarou.
O deputado também agradeceu ao diretor da Caern pela visita técnica realizada recentemente nas comunidades, destacando que a inspeção reforça a expectativa de que o compromisso seja cumprido ainda este ano. Ele também registrou agradecimentos ao prefeito de Jucurutu, Dr. Fábio, e ao vereador Francinildo, que acompanharam as tratativas.
Além da pauta hídrica, Nelter levou ao plenário uma preocupação enviada por empresários de Serra Negra do Norte. Segundo o parlamentar, o município — que concentra fábricas de bonelaria e outros segmentos industriais importantes para a economia local — vem enfrentando sucessivas quedas de energia que comprometem a produção e afetam a produção. “Ontem foram três ou quatro interrupções, e isso para máquinas, atrasa encomendas e causa prejuízos”, relatou.
O deputado solicitou providências urgentes, enviando uma equipe técnica ao município para avaliar a situação e buscar uma solução junto à concessionária de energia. “Os empresários me pediram para fazer esse apelo, e faço com o objetivo de que haja bom senso e as medidas necessárias sejam tomadas”, concluiu.
O deputado Coronel Azevedo (PL) falou na sessão plenária desta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa, sobre o cenário nacional de enfrentamento ao crime organizado e os desdobramentos políticos após a votação do Projeto de Lei 55, ocorrida na noite anterior na Câmara dos Deputados. Para o parlamentar, o debate expôs tensões já presentes no país e trouxe à tona a necessidade de estratégias mais amplas de segurança pública.
Segundo o parlamentar, a oposição partiu majoritariamente de partidos de esquerda, como PT e PSOL, que argumentaram que o texto final poderia enfraquecer o Congresso. “A votação revelou uma divisão clara no Brasil. De um lado, a maioria do parlamento buscando medidas contra o crime organizado e, de outro, um bloco que, apesar da gravidade do tema, adotou posição contrária”, declarou.
No pronunciamento, o deputado afirmou que considera o crime organizado “o maior problema do Brasil”, defendendo que suas ramificações alcançam setores econômicos e políticos. Ele classificou como preocupante o resultado da votação do PL 55, destacando que 110 deputados se posicionaram contra a matéria.
O deputado avaliou que o momento político exige cautela e planejamento, argumentando que o país enfrenta um desafio complexo que demanda ações estruturadas e contínuas. Para ele, a atual conjuntura nacional expõe conflitos que já vinham se acumulando nos últimos anos e reforça a necessidade de revisão de estratégias no âmbito da segurança pública.
Coronel Azevedo também fez críticas ao governo federal, afirmando que enxerga uma “responsabilidade direta” da atual gestão na conjuntura política que, na visão dele, facilita o avanço do crime organizado. O parlamentar citou nominalmente os deputados federais do Rio Grande do Norte ligados à base do governo, reforçando sua posição contrária ao presidente da República. Segundo ele, mudanças no comando do país seriam necessárias para “reorientar o enfrentamento ao problema”.
Ao concluir a fala, o parlamentar apelou para que a população acompanhe atentamente os debates sobre segurança pública e sobre os projetos que tramitam no Congresso Nacional. Ele afirmou acreditar que o Brasil precisa “retomar um caminho de proteção à sociedade” e disse esperar que o país supere o que classificou como um momento de “profunda divisão política”.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promoveu, na tarde desta terça-feira (18), uma audiência pública dedicada a discutir o fortalecimento da apicultura e da meliponicultura no Estado. Proposta pelo deputado Francisco do PT e pela deputada Divaneide Basílio (PT), a discussão reuniu produtores, pesquisadores, ambientalistas, representantes de órgãos públicos e entidades da sociedade civil, com ênfase no impacto social, econômico e ambiental da atividade.
Para o deputado, o cultivo de abelhas — tanto as com ferrão (apis) quanto as espécies nativas sem ferrão — ocupa um papel estratégico no desenvolvimento do semiárido potiguar. Além de gerar renda para agricultores familiares, pequenos produtores e cooperativas, a cadeia produtiva contribui diretamente para a segurança alimentar, a preservação da biodiversidade e a manutenção dos serviços ecossistêmicos essenciais à produção agrícola.
“É necessário que o Estado avance na valorização dos saberes tradicionais, no respeito ao meio ambiente e na inclusão socioeconômica de quem depende da atividade”, afirmou Francisco. Ele destacou que o tema já é debatido pelo seu mandato “com um conjunto de proposições que viraram leis”, como a inclusão do mel na merenda escolar da rede estadual, o apoio ao cooperativismo e a lei de turismo rural na agricultura familiar. “Nossa luta é para que essas leis possam se concretizar no dia a dia de vocês”, reforçou.
O parlamentar lembrou que a Lei nº 12.039/2025, que determina o uso do mel da agricultura familiar na alimentação escolar, é fruto de um processo de discussão “que vem desde 2006” e precisa ser efetivamente implementada. Segundo ele, os desafios incluem também o cumprimento da Política Estadual de Desenvolvimento da Apicultura (Lei nº 11.290/2022), a regulamentação da criação e comercialização de abelhas sem ferrão — prevista na Lei nº 10.479/2019 e regulamentada pelo Decreto nº 30.860/2021 — e a atualização da lista de espécies nativas com base em estudos científicos recentes.
Durante o debate, representantes do setor reforçaram a necessidade de que o Estado avance na proteção ambiental e na criação de condições adequadas para o desenvolvimento sustentável da atividade. Entre as reivindicações estão a exigência de responsabilidades ambientais de empresas que realizam supressão vegetal, medidas compensatórias, aprimoramento dos termos de referência do Idema e inclusão de especialistas em abelhas na elaboração de estudos ambientais. Produtores também pediram a presença de representantes da apicultura e meliponicultura no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema/RN).
Assessor parlamentar da deputada Divaneide Basílio, Dedé Luz destacou o desequilíbrio histórico entre a visibilidade dada à produção de mel das abelhas apis e a pouca atenção às espécies nativas. “A apicultura sempre esteve mais evidenciada, e as nativas ficaram em segundo plano, tendo que enfrentar imposições e legislações voltadas a grandes produtores. Uma produção de apis rende 12 quilos, enquanto na mesma proporção as nativas produzem 800 ml. Não existe parâmetro que permita competir em igualdade”, observou.
A presidente da Associação de Meliponicultores e Meliponicultoras Potiguar (Amep), Erione Ribeiro, alertou para os impactos das ações urbanas e de saúde pública sobre as colônias. Ela relatou a perda de produção por fumacê e falta de floração, especialmente em Mossoró.
“Quero pedir aos deputados que criem meios que protejam abelhas e meio ambiente. Não é só sobre as pessoas comuns, é também sobre o Poder Público”, afirmou. “Abelha precisa de flor, e flor está difícil. Quando aparece, a Prefeitura manda passar a roçadeira em maio. Mato é alimento para as abelhas. Que se faça um trabalho de sensibilização junto à sociedade.”
A professora da Ufersa Kátia Gramacho, que também é criadora de abelhas, reforçou que apicultura e meliponicultura são atividades complementares e fundamentais para o equilíbrio do ecossistema. “Embora sejam espécies diferentes, temos que cuidar das abelhas e dos territórios. O maior produto não é o mel, é a polinização. As duas culturas somam, não precisam se separar”, disse a professora.
Ao encerrar a audiência, Francisco do PT agradeceu as contribuições e reafirmou o compromisso do mandato com o setor. “O debate se encerra por hoje, mas estamos à inteira disposição para receber a colaboração de vocês e dar sequência a ações legislativas que contribuam com a atividade”, disse.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta terça-feira (18), a 2ª reunião extraordinária da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Socioeconômico, Meio Ambiente e Turismo (CECTDSMAT). A convocação excepcional se deu em razão do feriado nacional da próxima quinta-feira (20). Estiveram presentes os deputados Francisco do PT, Eudiane Macedo (PV) e Hermano Morais (PV), que conduziu os trabalhos.
Entre os projetos aprovados, destacam-se iniciativas como o Programa estadual quintais produtivos agroecológicos, de autoria da deputada Divaneide Basílio (PT), voltado ao estímulo de práticas sustentáveis de produção de alimentos. Também de autoria da parlamentar, foram aprovadas proposições instituindo o Dia estadual do capoeirista, o Programa do Procon mirim e a Semana Estadual de Alfabetização Digital e Segurança Online da Pessoa Idosa, medidas que fortalecem a valorização cultural, a cidadania e o acesso à informação.
Projetos apresentados pela deputada Isolda Dantas também receberam aprovação. Entre eles, o reconhecimento da Igreja Matriz de São Francisco de Assis, em Pedro Velho, e da Gruta de Poço Feio, em Felipe Guerra, como patrimônios do Rio Grande do Norte, além da instituição da Semana estadual de conscientização dos direitos dos animais e o reconhecimento da árvore centenária Samaumeira (Pau Grande), também em Pedro Velho, como patrimônio natural e paisagístico.
Outras matérias apreciadas abordaram temas como turismo, bem-estar estudantil, cultura popular e responsabilidade social. Entre elas, a instituição da “Semana da Escuta Empática” nas escolas públicas estaduais e o reconhecimento da Feirinha de Frutas de Pium e do evento Mega Brega de Macau como patrimônios culturais, além da criação do Programa PopCiência Potiguar, que busca popularizar a ciência e a tecnologia entre as novas gerações.
Também foram aprovados projetos voltados à proteção ao consumidor, acessibilidade e segurança jurídica, como a obrigatoriedade de disponibilização do Código de defesa do consumidor em braile nos estabelecimentos comerciais e a definição das divisas territoriais entre os municípios de Extremoz e Ceará-Mirim.
Os projetos seguem nas comissões da Casa até chegarem ao plenário para apreciação e votação dos deputados.
No horário destinado a pronunciamentos de lideranças partidárias, na sessão ordinária desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa, o deputado Luiz Eduardo (SDD) comentou sobre o atraso, por parte do Governo do Estado, no repasse de consignados para as instituições financeiras. Segundo o parlamentar, o pagamento “está atrasado há 5 meses”, apesar de o Estado descontar dos salários dos servidores que contraem o empréstimo. De acordo com Luiz Eduardo, as instituições cobram dos servidores o que eles já descontaram. “Com isso os servidores ficam com os nomes negativados e impedidos de fazer novos empréstimos”.
Ainda no horário dos líderes, a deputada Isolda Dantas (PT) comentou sobre o processo de cassação da vereadora de Natal, Brisa Bracchi (PT), que ela define como ‘perseguição política’. Sobre a destinação da emenda parlamentar que rendeu o processo, a parlamentar concluiu que o uso da emenda indicada pelo mandato de Brisa foi analisado juridicamente pela Prefeitura, e que o fiscal da Secretaria Municipal de Cultura compareceu ao evento e não identificou como um evento político. “Nenhuma bandeira partidária, nenhum alô dos artistas para políticos, nenhum pronunciamento”.
Em aparte, o deputado Hermano Morais (PV), que exerceu 4 mandatos na Câmara de Natal, considerou o processo ‘equivocado’, e que um processo de cassação cria na Casa um ‘precedente perigoso’. Para o deputado e ex-vereador, “o adiamento da sessão, pela Justiça, deverá provocar uma reflexão”.
Último orador do bloco, o deputado Francisco do PT subscreveu o discurso de Isolda Dantas em relação ao processo de cassação de Brisa, comparando o processo de ‘perseguição’ com o que aconteceu com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “A direita engana e ludibria porque dá voto”, entendeu o deputado, que ainda comentou uma entrevista do senador Rogério Marinho (PL) em Caicó, afirmando que as obras hídricas que estão sendo entregues pelo Governo Lula no RN, foram obras do governo Bolsonaro. “Muito cara de pau querer se apropriar das obras da transposição do São Francisco”, criticou Francisco do PT.
Um apelo em defesa dos consumidores de energia solar marcou a sessão plenária desta terça-feira (18) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A deputada Cristiane Dantas (SDD) utilizou a tribuna para contestar as novas tarifas impostas pela Neoenergia Cosern, que, segundo a parlamentar, penalizam famílias e pequenos empreendedores que investiram em geração própria de energia, desrespeitando o marco legal da micro e minigeração distribuída.
De acordo com a deputada, a concessionária passou a incluir nas contas de novembro uma nova cobrança sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição e até mesmo sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), atingindo quem gera a própria energia e, na prática, pouco utiliza a rede convencional de distribuição. A Neoenergia Cosern justificou a medida com base na Lei Federal nº 14.300 de 2022, conhecida como o marco legal da micro e minigeração distribuída. No entanto, Cristiane Dantas pontuou que a legislação “nunca autorizou abusos”, estabelecendo regras de transição, gradualidade e transparência que, em sua avaliação, não têm sido respeitadas pela empresa. Ela destacou que o consumidor potiguar, que investiu em média entre R$ 20 mil e R$ 30 mil em energia limpa, está sendo surpreendido com valores que podem até duplicar a conta de luz.
A parlamentar enfatizou que a questão vai além de um debate técnico, tratando-se de “justiça” e “coerência com o esforço que o Brasil e o mundo fazem para incentivar energias renováveis”. Para corroborar sua argumentação, a deputada lembrou que outros estados já enfrentaram discussões semelhantes no Judiciário. Em Goiás, o Tribunal de Justiça decidiu pela inconstitucionalidade da cobrança sobre consumidores com energia solar, e na Paraíba, decisões têm reconhecido o caráter abusivo e desproporcional da tarifação, inclusive contra empresas do próprio grupo Neoenergia. “Não é apenas uma reclamação do consumidor potiguar. É uma cobrança inconstitucional”, afirmou Cristiane Dantas.
Diante do cenário, a deputada cobrou diretamente que a Neoenergia Cosern suspenda a cobrança até que haja “clareza, transparência e respeito” ao que determina a Lei nº 14.300 de 2022. Cristiane Dantas também informou que o Procon Estadual e o Procon Municipal de Natal já estão cientes da “cobrança abusiva” e atuaram para a suspensão temporária dos valores.
Outro ponto levantado por ela foi a cobrança da bandeira vermelha nas contas de clientes de energia solar, mesmo quando não utilizam a geração de energia elétrica distribuída pelo operador nacional, algo que, para ela, “também precisa ser revisto”. Em uma perspectiva mais ampla, a parlamentar sugeriu que o Rio Grande do Norte reavalie seu modelo de concessão de energia, atualmente nas mãos exclusivas de uma única empresa.
Em sessão plenária da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (18), o deputado Luiz Eduardo (SDD) manifestou preocupação com os desafios na saúde e segurança pública do Rio Grande do Norte, ressaltando a importância de atenção contínua da administração estadual.
No setor da saúde, o deputado mencionou que o Conselho Regional de Medicina acionou a Justiça Federal por questões relacionadas a repasses de pagamentos a médicos e prestadores de serviços. Ele pontuou a importância de pagamentos em dia e uma gestão eficiente para assegurar a qualidade do atendimento.
Em segurança pública, Luiz Eduardo destacou a complexidade da situação em áreas como o bairro de Mãe Luíza, onde foram relatados fechamentos de escolas e postos de saúde, e a população convive com a tensão de confrontos. Mencionou ainda incidentes como disparos contra um helicóptero da Polícia Militar.
O parlamentar citou ainda ocorrências recentes, como um motorista de aplicativo baleado e uma família feita refém. Ele enfatizou a necessidade de medidas efetivas por parte do governo estadual para restabelecer a segurança, especialmente em bairros como Mãe Luíza.
Em um pronunciamento na sessão plenária desta terça-feira (18) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), a deputada estadual Eudiane Macedo (PV) utilizou a tribuna para rebater publicamente as críticas tecidas por um blogueiro de Natal. A parlamentar defendeu sua trajetória política e a representatividade de suas origens, refutando as tentativas de descredibilizar seu trabalho.
A deputada expressou gratidão ao povo que a apoia e fez questão de enfatizar que sua atuação é guiada pela simplicidade e pelo desejo sincero de servir ao Rio Grande do Norte. Ela destacou a importância de sua origem na Zona Norte de Natal, afirmando que sua caminhada serve de exemplo:
“Nunca foi sobre vaidade. Sempre foi sobre representatividade, sobre abrir portas e mostrar que o lugar de onde a gente vem não determina até onde podemos chegar.”
Eudiane Macedo revelou que enfrenta preconceitos, perseguições e “ataques gratuitos de alguns blogueiros que insistem em diminuir minha caminhada.” A deputada relembrou as tentativas de desacreditar sua força desde sua primeira vitória como vereadora em 2012, quando foi alvo por ser “mulher, simples, de origem humilde.” Ela contrapôs as críticas com a trajetória de crescimento de sua votação, que passou de 2.078 votos em 2012 para mais de 36.027 mil votos para deputada em 2022.
“Nenhum número desses é só um número. Cada um representa histórias, abraços, mãos estendidas, carinho e a força de um povo que acredita no trabalho sério,” afirmou.
A parlamentar ressaltou que sua presença e sua voz no Parlamento potiguar são uma conquista coletiva. “Essa conquista não é minha. Ela é do povo da Zona Norte. É das mulheres que lutam todos os dias. É das famílias simples que enfrentam batalha após batalha. É do povo que acredita que a política pode, sim, ser instrumento de mudança, de transformação!”
No mesmo discurso, a deputada destacou uma iniciativa em andamento: o projeto Assembleia e Você, que ocorre nos dias 18 e 19 no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte. “Esse é o tipo de ação que me emociona porque mostra, na prática, o sentido do nosso trabalho. Meu mandato é para o desenvolvimento do RN, e projetos como esse provam que estamos no caminho certo”, concluiu a deputada.
Eudiane Macedo finalizou expressando orgulho da mulher que se tornou e reafirmando seu compromisso de seguir firme, guiada por valores como respeito, honestidade e determinação, atuando como uma servidora do povo.