Papel do Estado na defesa dos agentes de segurança é discutido em audiência

Os agentes de segurança pública do Rio Grande do Norte, em especial os policiais militares, sentem-se desamparados pelo Estado quando precisam de amparo jurídico por atos que praticam no exercício da função e que ensejam em processos judiciais contra eles. Preocupado com essa situação e pensando em fortalecer a força policial no combate à criminalidade, o deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade) organizou a audiência pública sobre a autorização para a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte representar judicialmente e extrajudicialmente os policiais civis, policiais militares e agentes penitenciários, que aconteceu nesta segunda-feira (25), no auditório Cortez Pereira, na sede do legislativo potiguar.

O parlamentar propositor da audiência, ao abrir os debates, explicou aos presentes que o evento foi pensado para que o Projeto de Lei de autoria dele sobre o assunto seja levado a plenário com ajuda das sugestões dos envolvidos. “Com o aumento do nível de violência no Brasil e em especial no RN, se abriu uma série de discussões em torno da atividade dos agentes de segurança. Além dos problemas específicos e gerais dos profissionais, eles precisam lidar com demandas judiciais de processos que sofrem por ações no exercício da profissão. Por mais que as associações e sindicatos possam fazer assessoria jurídica, o ideal é que haja um advogado especializado para defendê-los. Não tenho a pretensão de chegar com um projeto acabado. Muitas vezes os projetos não são levados para audiência pública para se discutir e nosso propósito é justamente esse”, explicou.

Uma das discussões que o parlamentar pensou acontecer na ocasião foi em relação à competência para defesa desses profissionais, se seria da Defensoria Pública Estadual ou da Procuradoria-Geral do Estado. Ele destacou ainda que não é o intuito do Projeto proteger o mau agente de segurança. “Essa iniciativa não inibe a ação do Ministério Público, da própria polícia, da Corregedoria da polícia e não inibe o papel do judiciário de julgar”, completou.

A primeira a falar na audiência foi a delegada de Polícia Civil, Dulcinéia Costa, que esteve na ocasião representando a Degepol. Ela chamou atenção para a necessidade de garantir os direitos dos policiais, já que em algumas situações eles acabam desamparados juridicamente. “A gente vê que existe uma lacuna em relação aos policiais que não fazem parte das entidades representativas e que não se encontram nas hipóteses de defesa que são feitas pelo Estado. É um Projeto que precisa ser discutido, porque a gente sabe que a Defensoria é voltada à defesa dos necessitados. Por isso, a Polícia Civil se mostra disponível para participar do aperfeiçoamento desse projeto”, disse.

Ao se pronunciar, o coordenador de Programas de Cidadania da Sesed, Gesaias Ciríaco Nascimento, enfatizou que o Projeto é extremamente simpático à gestão atual. “Sou policial de carreira e sei das necessidades e dificuldades de quem está na profissão, no dia a dia. O policial tem que entender que ele é o Estado quando entra em confronto com alguém que estava a infringir a lei”. Ele chamou atenção ao fato de que é necessário saber com precisão o que seriam esses confrontos abarcados pelo Estado, pois considerou que o policial deve ser amparado não apenas quando está de serviço, já que a atividade policial perpassa isso.
Nilton Cesar Ferreira, presidente do Sinpol/RN, resolveu dar o testemunho de situação que vivenciou durante o exercício da atividade dele como policial. “Antes de assumir o sindicato, fui policial de rua. Trabalhei muitos anos com investigação de campo. Estive em diversos confrontos e sei que esses confrontos tendem a nos tornar seres humanos mais duros. Eu estive em um confronto em 2004, que ocasionou inclusive minha prisão e da minha equipe. Apesar de termos agido no estrito cumprimento do dever, essa situação desgastou muito a equipe”. O participante informou que a arrecadação do sindicato que representa, o Sinpol/RN, é de pouco mais de R$ 100 mil e que quase metade dessa arrecadação é gasta com assessoria jurídica.

No mesmo sentido, o subcomandante da Polícia Militar do RN, Zacarias de Mendonça Neto, acrescentou às sugestões que o Projeto de Lei abarcasse também o policial da reserva.

O pronunciamento do presidente da Apram/RN, Tony Fernandes, foi também no sentido de pedir efetivação de garantias de direitos por parte do Estado. “A gente sabe que discutir segurança pública não se resume a colocar policias na rua, por isso, cada projeto desse temos que aplaudir ou apoiar, porque é algo simbólico para nossa instituição. Como já dito anteriormente, nossas entidades gastam muito com assessoria jurídica, por isso nós queremos direitos e garantias fundamentais efetivadas pelo Estado, inclusive o direito a lutar pelos direitos. Precisamos tratar a segurança pública de forma séria. Não tem como falar em segurança sem valorizar os nossos homens”, falou.

Pensando na diferença que é a atuação do policial militar, já que é ele o agente de segurança que está diretamente nas ruas, enfrentando a criminalidade, Eliabe Marques da Silva, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos, Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN (SPMBM/RN) falou sobre a questão desse agente ter que ir cumprir obrigações judiciais dos processos contra ele e esse tempo que gasta se deslocando a audiências, por exemplo, não ser contabilizado como hora de trabalho. Outra sugestão que achou pertinente foi a de que o policial seja ressarcido ao final do processo pelas custas judiciais e também pediu que essa assistência jurídica se estendesse aos familiares de policiais que morrem no exercício da profissão, já que essas famílias ficam desamparadas.

A participação da defensora Pública do Estado, Anna Karina Freitas de Oliveira, buscou esclarecer aos presentes que não há barreiras na Defensoria estadual para a defesa desses agentes de segurança. “A defensoria vem esclarecer que existe um limite de dois salários mínimos para a atuação da instituição na defesa dos que a procuram e ainda assim esse valor é relativizado, mas isso é no âmbito cível. No âmbito criminal, a atuação da Defensoria é diferenciada. Como a Constituição Federal de 1988 garante a todos o acesso ao contraditório e à ampla defesa, todo aquele que precisar de assistência jurídica ele será assistido, independentemente de ter boas condições financeiras ou não”, explicou a defensora. A convidada acrescentou ao que foi explicado, que a única barreira que a Defensoria tem no amparo aos que buscam a instituição é a estrutural. “Todo policial que quiser se defender ele vai ser abarcado pela Defensoria se assim desejar, mas destaco que esbarramos no óbice estrutural, já que contamos apenas com treze comarcas para atender todo o Estado”.

O deputado estadual Coronel Azevedo (PSL) também quis contribuir com a discussão e parabenizou o deputado Kelps pela iniciativa. Falou também que o gabinete dele está à disposição dos agentes de segurança.

Legislativo propõe ações de prevenção ao abuso sexual em transportes coletivos

Para incentivar denúncias de violência sexual e prevenir novas ocorrências, o deputado Ubaldo Fernandes (PTC) apresentou Projeto de Lei instituindo o Programa de Prevenção ao Abuso Sexual e Violência no Transporte Coletivo Público e Privado no Rio Grande do Norte. O objetivo primordial é reduzir os assédios e abusos sexuais no transporte coletivo do nosso estado, dos quais as mulheres são as principais vítimas.

Pelo texto do projeto, as concessionárias de transporte coletivo público ou privado do Rio Grande do Norte serão obrigadas a afixar, no interior dos seus veículos, cartazes que incentivem a denúncia, contendo os números da Polícia Militar (190), da Polícia Civil (197) e da Central de Atendimento à Mulher (180).

“Infelizmente, existe uma cultura de não denunciar esse tipo de ação, principalmente no transporte público. Isso se dá em função da dificuldade de se identificar o agressor, da falta de testemunhas e até desconhecimento do órgão apropriado para efetuar a denúncia”, justificou Ubaldo Fernandes.

Ainda de acordo com o texto do programa, as empresas deverão informar de maneira clara como a vítima deve proceder para dar andamento à denúncia e facilitar o acesso da polícia ao agressor. Além disso, os cartazes deverão instruir as vítimas a guardarem informações para a identificação do agressor, tais como caraterísticas físicas, roupa que ele estava usando, horário e linha do ônibus ou trem.

O projeto estabelece o prazo de 180 dias, contados da data de publicação da Lei, para que as empresas se adaptem às novas regras.

Entre polêmicas e mudanças radicais em como as pessoas se comunicam, WhatsApp completa 10 anos

WhatsAppLembra quando era normal comprar pacotes de SMS para mandar mensagens aos amigos e familiares? Esses dias ficaram para trás, muito por causa do WhatsApp, que conquistou o Brasil com a premissa de “mandar mensagem de graça” em uma época que elas eram pagas por envio. O aplicativo completa 10 anos neste domingo (24) como um dos mais usados pelos brasileiros. Nesse período, ele mudou completamente a maneira como nos comunicamos e até a dinâmica do mercado de telecomunicações.

Com a chegada do smartphone e da internet móvel, foi o uso de aplicativos de mensagem como o WhatsApp que consagrou o consumo de dados em detrimento de minutos de ligação e democratizou as comunicações. Números da consultoria especializada Teleco mostram que a venda de serviços de dados corresponde a 71,4% do faturamento das operadoras de telefonia no país.

Esse número reflete a relação que o usuário tem com a internet móvel. Segundo o IBGE divulgou no final do ano passado, o país tinha 126,4 milhões de usuários de internet em 2017, o que representava 69,8% da população com 10 anos ou mais. Os dados mostram que 98% dos usuários usa o celular para acessar a internet e a principal finalidade de acesso é usar mandar e receber mensagens.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 43 milhões

mega senaNinguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena, no concurso 2.127, neste sábado (24), e o prêmio acumulou em R$ 43 milhões. Os números sorteados foram: 01, 07, 28, 30, 44 e 46.

Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em uma das mais 13 mil casas lotéricas do país.

Também é possível jogar pela internet, no site da Caixa Econômica Federal, mas para isso é preciso ter mais de 18 anos. Pelo site, a compra mínima de apostas é de R$ 30.

Presidente do Flamengo diz que quer negociar em separado com famílias

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landin, disse que o clube quer negociar em separado com cada família o valor das indenizações pela morte dos dez atletas no incêndio no Centro de Treinamento George Helal, o Ninho do Urubu, no último dia 8.

“ A gente entende que deve conversar em separado com cada família. A gente não abre mão disto”, disse Landin em entrevista coletiva no início da tarde de hoje (24), na sede do clube na Gávea, zona sul do Rio.

Landin informou que, na última sexta-feira, iniciou conversas em separado com as famílias dos jovens e que tem outras marcadas para esta semana. “Não posso garantir que todas vão seguir este caminho. Esta é a nossa vontade”, disse, referindo-se aos acordos.

Colômbia fecha parte da fronteira com a Venezuela por 2 dias para ‘avaliar danos’

fronteiraO diretor-geral da agência alfandegária da Colômbia, Christian Krüger Sarmiento, anunciou neste sábado (23) o fechamento de todas as passagens fronteiriças com a Venezuela no departamento de Norte de Santander, nos dias 24 e 25 de fevereiro, para avaliar os danos causados durante o envio de ajuda humanitária.

Norte de Santander é um dos 32 departamentos (o equivalente a estado no Brasil) no nordeste da Colômbia. A capital do departamento é Cúcuta, que fica a cerca de 550 km de Bogotá.

“A medida, que foi tomada pelo presidente da República, Iván Duque Márquez, obedece à necessidade de avaliar os danos causados às instalações governamentais estabelecidas na região de fronteira de Norte de Santander”, afirmou Krüger em comunicado.

Governo estuda instalar placas solares nos canais do São Francisco

PISF - TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCOO governo federal estuda instalar placas solares ao longo dos canais de integração do Rio São Francisco para que a energia solar possa ser utilizada no bombeamento da água. A informação é do presidente Jair Bolsonaro, em postagem de hoje (24) na sua conta no Twitter.

O consumo de energia elétrica do sistema corresponde a cerca de 80% dos custos da operação do empreendimento. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, a demanda anual nas fases pré-operacional e operacional do Projeto gira em torno de 746 mil MW.

A instalação de placas sobre espelho d’água também possibilita que a evaporação seja bastante reduzida, já que os painéis solares montados em canais bloqueiam a radiação do sol. De acordo com estimativas, uma planta fotovoltaica (painéis) de um megawatt pode economizar nove milhões de litros de água por ano.

Quem tem direito adquirido não precisa antecipar aposentadoria

previdenciaA cada anúncio de reforma da Previdência, a situação se repete: tanto no setor público como na iniciativa privada, trabalhadores que ultrapassaram o tempo mínimo de contribuição correm para antecipar a aposentadoria. Essa movimentação, no entanto, é arriscada e pode prejudicar o segurado se feita de maneira precipitada.

Quem cumpriu os requisitos para se aposentar pelas regras atuais está preservado pelo direito adquirido e não será afetado pela reforma da Previdência. Nesses casos, o trabalhador mantém o direito a aposentar-se pelos critérios presentes, mesmo que uma emenda à Constituição entre em vigor.

O direito adquirido vale independentemente se o trabalhador entrar com pedido de aposentadoria antes ou depois de uma reforma da Constituição. A situação, na verdade, vale para qualquer direito. Isso porque a legislação, em tese, não pode retroagir, apenas ser aplicada a partir do momento em que passar a vigorar.

Governo Bolsonaro defenderá em reunião do Grupo de Lima mais pressão sobre regime Maduro

BOLSONAROO Brasil vai defender nesta segunda-feira (25), em reunião do Grupo de Lima que será realizada na Colômbia, que a comunidade internacional aumente a pressão diplomática e econômica contra o regime do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Representantes dos 13 países que integram o grupo vão se reunir em Bogotá para voltar a discutir a situação política e social da Venezuela. O governo brasileiro será representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Eles embarcam na tarde deste domingo (24) para a capital colombiana.

Exército da Venezuela entra em confronto com manifestantes na fronteira com o Brasil

venezuelaO exército da Venezuela entrou em confronto com venezuelanos na fronteira com o Brasil na região de Pacaraima (RR) na tarde deste domingo (24). Os venezuelanos jogam pedras contra o exército, que revida atirando e com bomba de gás. A guarda nacional da Não há confirmação se a guarda nacional usa balas de borracha ou de outro material.

Militares brasileiros no local, ainda dentro do território brasileiro, orientam os venezuelanos a saírem da área de confronto. Os venezuelanos também gritam palavras de ordem contra o governo Maduro e tentaram atear fogo em pneus. “Não disparem contra o povo venezuelano que quer a libertação de seu país!” grita uma manifestante.