Polícia procura por adolescentes de 12 e 15 anos desaparecidos em Santa Cruz

procurados
A polícia investiga o desaparecimento de um casal de adolescentes na cidade de Santa Cruz, interior do Rio Grande do Norte. Os dois saíram de suas casas na noite do domingo (3) e não foram mais vistos.
De acordo com o sargento da Polícia Militar Juvanildo Camarão de Oliveira, Luiz José de Pontes Neto, de 15 anos, e Jéssica Lorrany, de 12, são namorados. “Eles saíram de casa e, como ficou tarde e não voltaram, os pais foram procurá-los”, conta o policial.
Ainda segundo o sargento, em um sítio de propriedade da família do rapaz foi encontrada a moto que era utilizada por ele estacionada. Dentro da casa do sítio, os móveis estavam revirados e havia uma mensagem direcionada ao pai da moça pintada na parede.

Em depoimento, Odebrecht diz que Lula sabia de conta de propina

Marcelo Odebrecht
O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht prestou depoimento ao juiz Sergio Moro nesta segunda-feira (4), disse que o ex-presidente Lula foi beneficiário de pagamentos em espécie da empreiteira e afirmou que o petista sabia da existência de uma planilha com uma “conta” que a empresa possuía com o PT.
Marcelo Odebrecht foi ouvido em ação penal sobre o suposto favorecimento ao ex-presidente pela empreiteira com a compra de um terreno para o Instituto Lula, em São Paulo, e de um apartamento vizinho ao que mora, em São Bernardo do Campo (SP). Esse é o segundo processo do ex-presidente sob responsabilidade de Moro.
Em mais de três horas de depoimento, ele falou sobre a relação da empreiteira com os governos do PT e disse que um dos motivos para os pagamentos a Lula era manter a influência sobre Dilma Rousseff, considerada uma “incógnita” pela empresa quando assumiu o governo, em 2011.

Kelps questiona instalação de câmeras de monitoramento de trânsito em Natal

A instalação de câmeras de
monitoramento pela Prefeitura de Natal para fiscalização do trânsito na
capital, pautou o pronunciamento do deputado Kelps Lima (Solidariedade) nesta
terça-feira (12), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa. O
parlamentar questionou o uso dos dispositivos eletrônicos para o monitoramento
das vias e defendeu a promoção de campanhas educativas.
“A implantação das câmeras tem um
único objetivo: meter a mão no bolso do cidadão para cobrir o rombo no caixa da
gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves, que já não consegue administrar os
problemas da cidade. É uma medida que não possui caráter educativo algum”,
disse Kelps.
O deputado lembrou o período em
que foi gestor da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal quando, à época,
diminuiu o número de aplicação de multas aos motoristas. “Fui secretário e,
modéstia à parte, recebi prêmios nacionais por minha atuação. É óbvio que a
aplicação de multas deve existir, mas é ainda mais necessário investir em uma
cultura de mudança de comportamento dos condutores. A multa, por si só, não
educa. Ao meu ver, a atual gestão de Natal não tem interesse em educar os
motoristas para aumentar a arrecadação”, falou ele.

Ao final do pronunciamento, o
parlamentar defendeu o uso de tecnologias para modernizar a administração
pública e criticou a postura do prefeito. “Ele não tem visão macroeconômica da
cidade. A gente vê que o mito em torno do prefeito está derretendo. Os seus
anos de administração são gestões de maquiagem que não valorizam a cultura
local, a imprensa e as instituições”, afirmou Kelps.

Dison defende empréstimo para que governo regularize pagamento dos servidores

Em pronunciamento durante a
sessão plenária desta terça-feira (12), o deputado Dison Lisboa (PSD) afirmou
que o Governo do Estado está buscando soluções para o problema financeiro do
Rio Grande do Norte. O parlamentar, que é líder governista na Casa, defendeu a
aprovação do empréstimo solicitado à Caixa Econômica Federal (CEF), da ordem de
quase R$ 700 milhões, para que o pagamento dos servidores seja colocado em dia
e que problemas em outros setores sejam sanados.
Dison afirmou que se posicionar
contra a aprovação do empréstimo ou de qualquer medida do governador Robinson
Faria que tenha a finalidade de equilibrar as finanças do Estado é ficar contra
os mais de 100 mil servidores públicos, que, somados aos seus familiares,
representam cerca de 500 mil pessoas que dependem desse salário para viver.
“Ser contra é se posicionar
contrário às milhares de pessoas indiretamente afetadas por este problema, os
comerciantes e seus empregados, em cujos negócios circulam os quase 400 milhões
de reais aplicados pelo Estado todo mês na folha de salários”, defendeu o
parlamentar. Dison disse que o Estado brasileiro vive uma das maiores crises
financeiras, talvez a maior da história e o Governo do Estado está buscando um
conjunto de soluções na esfera federal, junto a instituições financeiras
oficiais para reequilibrar a situação financeira do Rio Grande do Norte.

O deputado afirmou que o
governador e sua equipe de auxiliares estão focados na busca de soluções e que
os recursos provenientes do empréstimo poderão “desafogar” a Fonte 100 para
ajudar a recompor os recursos para regularizar a folha.

Alteração em empréstimo gera discussão em torno de taxa e multa

Os valores de taxa e multa a
serem cobradas pela Caixa Econômica Federal no contrato de empréstimo no valor
de R$ 234 milhões, que o governo pretende modificar o seu plano de aplicação
foram os pontos mais discutidos na reunião da Comissão de Constituição, Justiça
e Redação (CCJ), realizada na manhã desta terça-feira (12).  Como na documentação encaminhada pelo
Executivo à Comissão, não diz quanto a modificação custará aos cofres públicos,
o deputado Kelps Lima (Solidariedade) pediu vista da matéria.
“Essa taxa e multa podem ser
inviável para o Estado e aprovar o projeto sem essa informação é dar um tiro no
escuro com o dinheiro público. É preciso que o Governo saiba da Caixa qual o
custo dessa modificação”, justificou o deputado Kelps Lima.

Pelo contrato original assinado
em 2013, os recursos eram destinados para as obras na avenida Roberto Freire.
Na modificação pretendida pelo Governo do Estado, os recursos serão aplicados
em obras de saneamento básico em Natal, no acesso Sul do Aeroporto
Internacional Aluizio Alves e reforma do Centro de Convenções de Natal. Para
melhoramento da Roberto Freire serão destinados R$ 27 milhões.

Vereadores visitam recém-inaugurada UPA de Cidade Satélite

Visita UPA Cid. Satélite - Foto ELPÍDIO JÚNIOR (4)
Nesta segunda-feira (05), a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal visitou as instalações da quarta Unidade de Pronto Atendimento da capital potiguar. Situada no conjunto Cidade Satélite, no bairro de Pitimbu, a UPA Sul – Unidade de Pronto Atendimento Dr. Leônidas Ferreira – está situada na Avenida dos Xavantes, e para sua construção, foram investidos cerca de R$ 3,3 milhões.
Inaugurada pela Prefeitura de Natal em 29 de agosto, a UPA Sul atuará com atendimentos à urgências e emergências, como acidentes cardiovasculares, infarto, fraturas, cortes, hipertensão arterial, febres altas com risco de convulsões, entre outros. Classificada pelo Ministério da Saúde como uma unidade de porte II. De acordo com o diretor, Kleiber Rodrigues, a estimativa é que o novo espaço possa realizar até 9 mil atendimentos por mês, com clínica médica adulto e pediátrica e funcionamento 24h.

Instituto Ágora tem sua sede própria inaugurada na UFRN

Autoridades universitárias inauguram prédio do Instituto Ágora. Foto - Cicero Oliveira
Nesta segunda-feira, a noite ficou marcada para muitas pessoas da UFRN como o dia em que um projeto muito bem pensado e planejado chegou ao fim da melhor maneira possível. A sede própria do Instituto Ágora estava sendo entregue numa área de 2.314 m², ao custo final de pouco mais que quatro milhões, financiado pelo FINEP/UFRN, num projeto de Daniel Fernandes de Macêdo, com quatro pavimentos, estrutura que passa atender mais de mil alunos por semestre, em oitenta e quatro turmas, espalhadas em cursos de línguas inglesa, espanhola, francesa, alemã, libras, hebraico, grego clássico, moderno e latim, além de outras modalidades e até cursos para a comunidade externa e português para estrangeiros.
Foi uma noite memorável e de muitas citações e referências literárias. O diretor do Ágora, muito feliz por estar ali naquele momento, agradeceu todos, não esquecendo nem os funcionários da limpeza, que com ele dividiram tarefas e acompanharam a via crucis das obras. Samuel Anderson de Oliveira Lima em consonância com a vice, professora Regina Simon da Silva, falou de alumbramento como moldura para seu texto poético.

Alpargatas fecha fábrica e encerra atividades no RN

Alpargatas
O Alpargatas S.A. fechou a sua última fábrica no Rio Grande do Norte. A unidade de produção ficava na cidade de Nova Cruz, a 116 quilômetros de Natal, e tinha 375 funcionários contratados.
No dia do anúncio do fechamento do posto de costura, na quinta-feira (31), os funcionários trabalharam normalmente. No fim do expediente chegou o comunicado que surpreendeu as mais de 300 pessoas demitidas, a maioria de Nova Cruz. Desde o dia seguinte, eles assistem a caminhões entrarem e saírem do galpão onde trabalhavam, recolhendo equipamentos.
Desde 2008 a empresa vem fechando unidades no Rio Grande do Norte, nas cidades de São Paulo do Potengi, Santo Antônio e Natal. A fábrica de Nova Cruz foi a quarta e última unidade de produção da Alpargatas que teve as atividades encerradas no estado.
As quatro fábricas fechadas deixaram de empregar cerca de três mil pessoas. Depois de vinte anos funcionando.

Márcia Maia cobra políticas públicas para portadores de deficiência

O dia nacional de luta das
pessoas com deficiência pautou o pronunciamento da deputada Márcia Maia (PSDB)
durante sessão ordinária nesta terça-feira (12) na Assembleia Legislativa. O
Setembro Verde é um mês dedicado às “pessoas com deficiência” e a parlamentar
cobra do Estado e município políticas públicas. Ela destaca que a cidade que
pensa acessibilidade, não é apenas aquela que comemora uma data no calendário,
mas que pensa nos cidadãos.
“A cidadania deve ser garantida,
a todos, o ano inteiro. As cidades e as prefeituras, precisam se unir ao Estado
para promover políticas públicas articuladas para que a realidade possa ser
transformada. É fundamental que promovamos a reflexão sobre o quanto ainda
precisamos avançar na articulação e construção de um caminho para conquistar a
inclusão social e a participação plena dessas pessoas na sociedade”, disse
Márcia.
Para a deputada, a
acessibilidade, para a pessoa com deficiência, tem um sentido muito mais amplo
do que o físico, propriamente dito. “Ela significa dignidade e cidadania. É a
justiça social com o respeito às diferenças”.
Márcia Maia aponta alguns fatores
que, superados, podem transformar a realidade dessas pessoas, entre eles a
falta de compromisso político, gestão e fiscalização ineficientes. “Não bastassem
as barreiras arquitetônicas, ofensa ao direito inalienável de ir e vir, também
precisamos propor uma sociedade acessível para que todos possam ascender a um
nível econômico e social digno”, salientou.

A deputada ressaltou ainda a
necessidade de assegurar uma educação inclusiva e oportunidades reais para o
mercado de trabalho, além disso é importante conciliar justiça social e
eficiência econômica, pois existe uma relação direta entre a pobreza e a
predisposição a adquirir algum tipo de deficiência.

Adécio comenta denúncia sobre arena e diz que sempre foi contra estádio

O deputado estadual José Adécio
(DEM) comentou, na sessão desta terça-feira (12), na Assembleia Legislativa, a
reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, veiculada no domingo (10),
apontando para desvio de recursos públicos e pouco uso do equipamento. Adécio
lembrou que no período em que se discutia o projeto, ele sempre se mostrou
contrário à derrubada do estádio Machadão.
“Eu fiquei sozinho na luta.
Apareceram vários pais e várias mães desse elefante branco”, afirmou Adécio,
justificando que uma reforma no antigo estádio, no valor do que pode ter sido
desviado, seria suficiente para Natal sediar jogos da Copa. “Uma obra que nada
trouxe para o Rio Grande do Norte. Para que hoje serve a Arena das Dunas?”, questionou
o deputado.

No seu discurso, José Adécio
reforçou que é engenheiro civil, e que por ter conhecimento no assunto sempre
se posicionou contrário ao projeto do novo estádio. “Naquela época eu perdi
votos por isso, mas hoje eu vejo que eu estava certo”, disse o parlamentar,
afirmando que o poder público gastou, mas a conta ficou para ser paga pelo
contribuinte, referindo-se à conta que supera 
R$ 1,2 bilhão a ser quitada pelo Governo do Rio Grande do Norte.