A denúncia de recebimento de propina de R$ 10 milhões pelo governador Robinson Faria(PSD) recebida junto com o filho, deputado federal Fábio Faria(PSD) deverá ser julgada pelo Superior Tribunal de Justiça. O STJ é o foro específico para examinar casos envolvendo governadores quando são acusados formalmente pela Procuradoria-Geral da República.
Segundo o ex-diretor do Departamento de Relações Institucionais da empresa JBS, Ricardo Saud, em delação ao Ministério Público Federal, Robinson Faria e o filho Fábio Faria procuraram a empresa com insistência até ser concluída a negociação da falcatrua em jantar “cas(com) as esposas”, oferecido pelo dono do frigorífico, Joesley Batista. O dinheiro foi repassado, afirma o delator, em troca de favorecimento para a JBS na privatização da Caern(Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte), acertada no encontro, segundo Ricardo Saud.
Em vídeo de 8 minutos e 45 minutos, Ricardo Saud detalha a negociata e chega a dizer que Robinson Faria “não era confiável” e que Fábio Faria “praticamente passou a morar dentro da JBS” em busca de dinheiro.


