Após ter assumido a responsabilidade das obras da Barragem de Oiticica, em Jucurutu, distante 262 quilômetros de Natal, o Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (Dnocs) – Regional Rio Grande do Norte – alterou o projeto inicial e incluiu a construção de nove comportas para controle do fluxo da vazão da água que ficará reservada na estrutura. Com isto, a futura barragem que terá capacidade para reservar até 600 milhões de metros cúbicos de água, custará R$ 320 milhões. Em relação ao primeiro projeto, o empreendimento sofreu um aporte orçamentário de R$ 60 milhões. A construção do reservatório será viabilizada com recursos federais através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
O diretor-geral do Dnocs/RN, Elias Fernandes, foi a Brasília no início desta semana para apresentar um estudo técnico detalhando a necessidade da inserção das comportas no projeto executivo do empreendimento. Ele apresentou, ao ministro da Integração, Fernando Bezerra, além de representantes da coordenação do PAC, fotografias dos municípios atingidos pelas enchentes ocorridas em 2008 e 2009. Somente em 2009, os prejuízos com a inundação de fazendas de camarão, salineiras e plantações de frutas na região do Vale do Açu, chegou a R$ 100 milhões.
“Além das fotografias das cidades atingidas pelas enchentes, eu argumentei que os prejuízos de apenas um dos anos das inundações correspondem a um terço do valor da barragem”, destacou Elias Fernandes. Em relação ao atraso do início das obras do reservatório – as discussões acerca da necessidade deste empreendimento se estendem há aproximadamente 20 anos – ele comentou que a morosidade acabou sendo benéfica para a população dos municípios que serão beneficiados com o complexo. “A grande vantagem do atraso foi que o projeto voltou para o Dnocs. Foi possível incluir o sistema de comportas que irão regular a vazão de água e impedir que ocorram inundações em pelo menos seis municípios da região do Vale do Açu”, afirmou Elias Fernandes.

