Duas raposas foram capturadas no Centro Administrativo do Rio Grande do Norte, em Natal, durante a manhã desta segunda-feira (14). Os animais foram vistos inicialmente embaixo da rampa da governadoria, prédio onde fica o escritório oficial da governadora do estado.
O Corpo de Bombeiros e a Polícia Ambiental foram acionados e capturaram um dos animais ainda no jardim da governadoria. O outro correu, mas foi pego nas imediações do viaduto da BR-101. De acordo com o biólogo Paulo Gérson, que atua no centro administrativo e acompanhou a operação, as raposas já tinham sido vistas na área da governadoria em outras ocasiões, porém chamou atenção o fato de terem aparecido durante o dia, já que são animais de hábito noturno.
No entanto, o biólogo reforçou que a presença das raposas e outros animais silvestres em ambientes urbanos, como capivaras e jacarés, aponta para um desequilíbrio ambiental.
“As áreas de interior estão mais devastadas e os animais migram para onde tem mais oferta de alimentos. Nos centros urbanos tem mais alimento disponível, sejam gatos, o próprio lixo também é um atrativo. Então, eles vem para cidade. Então, esse conjunto de animais silvestres que estão migrando para os centros urbanos, chamado animais sinantrópicos, eles se estabelecem aqui no centro por ter essa facilidade de alimento”, afirmou o biólogo.
Metade dos proprietários de motocicletas, ciclomotores, motonetas e triciclos no Rio Grande do Norte não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Foi o que apontou um levantamento divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran).
De acordo com o Detran, 49,7% dos proprietários não possuem CNH na categoria A, ou seja, não têm autorização legal para pilotar os próprios veículos. É importante lembrar que a compra do veículo sem a CNH é permitida – o que é proibido é conduzi-lo sem carteira. Segundo o Detran, são 342.296 pessoas nessa situação, de um total de 688.894 veículos que exigem habilitação na categoria A – que permite a condução de veículos motorizados de duas ou três rodas.
O estudo também fez um recorte específico com foco apenas nas motocicletas, que representam 81,6% dos veículos da categoria A no estado. Nesse grupo, 48,2% dos donos de motocicletas não são habilitados para pilotar. Das 562.195 motocicletas registradas, 270.982 proprietários não têm a CNH exigida para condução.
Valorizar a produção literária norte-rio-grandense. Esse foi o foco da Sessão Solene realizada na tarde desta segunda-feira (14), na Assembleia Legislativa, que homenageou o Dia Estadual da Literatura Potiguar, comemorado anualmente no dia 9 de julho. A proposição foi da deputada estadual Divaneide Basílio (PT) e reuniu escritores pesquisadores, representantes do poder público e da sociedade civil para celebrar a riqueza da literatura produzida no estado.
Instituído pela Lei Estadual nº 10.622, de 5 de novembro de 2019, o Dia Estadual da Literatura Potiguar tem como objetivo promover, incentivar e divulgar as obras e os autores locais, fortalecendo a formação cultural do povo potiguar e reafirmando o papel da literatura como instrumento de identidade e preservação da memória coletiva. A deputada Divaneide Basílio fez questão de ressaltar os propositores da comemoração, que foi o ex-deputado Sandro Pimentel e a escritora Michelle Paulista.
“Sou muito grata por dar continuidade a algo que já foi aprovado e nós temos o papel de não deixar nunca a memória morrer. Por isso a literatura é tão importante, porque registra a história e precisamos registrar sempre quem veio antes. Minha gratidão ao deputado Sandro Pimentel, e eu sou apenas a mediadora desse processo que começou antes e eu tenho a honra de abraçar e dar continuidade”, disse DIvaneide Basílio.
A escolha da data 9 de julho não foi por acaso. O dia marca o nascimento de dois importantes nomes da cultura potiguar: o poeta Gilberto Avelino e o folclorista Veríssimo de Melo, este último também fundador do Instituto de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, hoje Museu Câmara Cascudo (MCC/UFRN). Ambos deixaram um legado significativo na preservação da cultura popular e na valorização das manifestações artísticas do estado.
A realização da sessão solene atende ao princípio da efetivação da Lei, que determina a realização de atividades que celebrem a data, e simboliza o compromisso da Assembleia Legislativa em reconhecer, homenagear e dar visibilidade aos autores que enriquecem a literatura potiguar, contribuindo para que novas gerações conheçam, respeitem e se inspirem em sua produção.
Imortal da Academia Macauense de Letras e uma das responsáveis pela sugestão e elaboração da lei que criou o Dia da Literatura Potiguar, a escritora e professora Michelle Paulista disse que solenidade foi importante para comemorar e celebrar a literatura potiguar, homenageando personalidades que contribuíram de maneira significativa para a produção cultural no estado.
“É uma lei importante e valorizar a nossa literatura é fundamental para que esse povo se pertença, se reconheça e saiba que é desse chão. Gostaria de parabenizar cada um dos homenageados e agradecer a Divaneide Basílio e Sandro Pimentel pela proposição”, disse a escritora.
Também participando do evento e entregando parte das placas aos homenageados, Sandro Pimentel enalteceu o papel de Divaneide Basílio na defesa da literatura potiguar. Contudo, o ex-deputado também sugeriu ações em prol do incentivo à leitura no Rio Grande do Norte, com ações concretas.
“A solenidade não pode se encerrar somente com as homenagens, que são importantes, mas ela precisa também ser um chamamento à responsabilidade pública. É preciso inserir autores potiguares nos currículos escolares das escolas, criar mecanismos permanentes para a produção literária local, ´garantir políticas públicas que envolvam editoras independentes, bibliotecas e espaços de leitura. É preciso que tenhamos projetos literários em escolas, universidades, presídios e periferias porque não há cidadania plena sem acesso à palavra escrita, que é instrumento de libertação. A literatura potiguar precisa ser reconhecida como patrimônio imaterial do povo norte-rio-grandense”, cobrou o deputado.
A deputada Divaneide Basílio se comprometeu a seguir atuando na causa e enalteceu o papel de todos os homenageados em prol da literatura potiguar. “Vocês fazem a história do Rio Grande do Norte permanecer viva e ao povo se reconhecer”, disse a parlamentar, encerrando a solenidade que contou também com apresentações culturais.
A criação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal em Caicó será tema de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta terça-feira (15), às 18h, na Câmara Municipal da cidade. O debate foi proposto pelo deputado Adjuto Dias (MDB) e busca reunir autoridades, profissionais da saúde e representantes da sociedade para discutir a viabilidade e a importância do serviço para a região do Seridó.
Com o tema “UTI neonatal para Caicó: possibilidade e perspectivas”, o evento irá discutir soluções concretas diante da ausência de leitos especializados na região. Atualmente, os hospitais de Caicó não dispõem de uma UTI neonatal equipada e preparada para atender recém-nascidos em estado crítico. Isso obriga o deslocamento emergencial de bebês para outras cidades, aumentando os riscos à vida e à saúde dos pacientes.
“A instalação de uma UTI Neonatal em Caicó representa um avanço fundamental na garantia do direito à saúde e na redução da mortalidade infantil no Seridó. Queremos ouvir a população, os gestores e os especialistas para construir, de forma conjunta, caminhos viáveis para concretizar essa demanda urgente”, justifica o deputado Adjuto Dias.
A audiência é aberta ao público e pretende resultar em propostas que possam subsidiar ações legislativas e administrativas voltadas à implantação do serviço especializado no município.
Em carta divulgada neste domingo (13), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que a tarifa de 50% anunciada por Donald Trump sobre as exportações brasileiras se baseia em uma “compreensão imprecisa” dos fatos ocorridos nos últimos anos o Brasil.
“Em 9 de julho último, foram anunciadas sanções que seriam aplicadas ao Brasil, por um tradicional parceiro comercial, fundadas em compreensão imprecisa dos fatos ocorridos no país nos últimos anos”, afirmou Barroso.
O ministro afirmou, ainda, que diferentes visões de mundo “não dão direito a ninguém de torcer a verdade ou negar os fatos concretos que todos viram e viveram”. Barroso termina o texto dizendo que “como as demais instituições do país, o Judiciário está ao lado dos que trabalham a favor do Brasil e está aqui para defendê-lo.”
Esta é a primeira manifestação do STF a respeito do anúncio feito por Donald Trump, que alegou que a tarifa seria aplicada em razão do que chama de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é réu no Supremo por tentativa de golpe de Estado.
Uma motocicleta foi incendiada por vândalos, na tarde deste domingo 13, na avenida Capitão-Mor Gouveia, nas proximidades da Ceasa, em Natal, gerando momentos de tensão para quem trafegava na região. A confusão ocorreu por volta das 14h, horas antes da partida entre América–RN e Central-PE, válida pela Série D do Campeonato Brasileiro.
Segundo informações preliminares, o veículo incendiado pertencia a torcedores rivais que teriam se envolvido em um acidente de trânsito no local. Após a colisão, eles fugiram com medo de serem agredidos, momento em que o grupo adversário ateou fogo na motocicleta.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pediu, neste domingo 13, que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump aplique sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Lei Magnitsky — legislação norte-americana que permite punições econômicas a indivíduos acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo afirma que está sendo perseguido por autoridades brasileiras e que atua nos Estados Unidos para denunciar supostos abusos praticados pelo governo do presidente Lula (PT) e pelo STF. Sem apresentar provas, o parlamentar licenciado acusa Moraes de liderar um “regime de exceção” no país.
No discurso, Eduardo diz que renunciou à vida pública no Brasil para lutar contra o que chama de “tirania”. Ele insinua que há perseguição política a opositores do governo e menciona supostos “calabouços de tortura política”. Em tom de enfrentamento, o deputado afirma estar disposto a “ir até as últimas consequências” e exige a soltura dos chamados “presos políticos”, além da renúncia de Moraes.
O presidente Lula (PT) ironizou a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, em vídeo publicado nas redes sociais pela primeira-dama Janja da Silva neste domingo 13. Na gravação, o petista aparece colhendo jabuticabas e afirma que vai enviar a fruta ao presidente norte-americano Donald Trump, responsável pela medida.
“Eu vim chupar jabuticaba de manhã, porque eu duvido que alguém que chupe jabuticaba fique de mau humor. Eu vou levar jabuticaba para você, Trump”, disse Lula, sorrindo. Logo depois, ele comentou sobre a relação comercial entre os dois países: “O cara que come jabuticaba de manhã, num país que só ele dá jabuticaba, não precisa de briga tarifária. Precisa de muita união, e de muita relação diplomática”, completou.
A fala ocorre poucos dias após Trump anunciar a sobretaxa de 50%, que deve entrar em vigor no dia 1º de agosto. A justificativa da medida, feita em carta oficial enviada a Lula, foi o que o norte-americano chamou de “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
Ainda neste domingo, Lula se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin para ajustar o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade, aprovada neste ano pelo Congresso. A norma permite que o Brasil adote sanções comerciais equivalentes às impostas por outros países.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu, neste domingo 13, que a anistia geral e irrestrita aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, inclusive a ele próprio, réu no Supremo Tribunal Federal (STF), seria o caminho para “restabelecer a paz” no país e solucionar a crise com os Estados Unidos, após a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
“O tempo urge, as sanções entram em vigor no dia 1º de agosto. A solução está nas mãos das autoridades brasileiras. Em havendo harmonia e independência entre os Poderes, nasce o perdão entre irmãos e, com a anistia, também a paz para a economia”, afirmou Bolsonaro nas redes sociais.
A sobretaxa foi anunciada pelo presidente americano Donald Trump e está prevista para entrar em vigor no próximo mês. A decisão foi comunicada formalmente ao governo brasileiro por meio de carta, na qual Trump também critica o julgamento de Bolsonaro pelo STF, classificando-o como uma “vergonha internacional”.
Bolsonaro insiste que a medida tem motivações ideológicas, e não econômicas. “Tem muito mais, ou quase tudo, a ver com valores e liberdade, do que com economia”, escreveu. Ele ainda declarou que não se alegra com sanções contra o Brasil, mas reforçou que os poderes precisam agir: “Não me alegra ver nossos produtores do campo ou da cidade, bem como o povo, sofrer com essa tarifa de 50%”.
Segundo o ex-presidente, a carta de Trump tem o objetivo de pressionar o governo brasileiro quanto à sua condução política e judicial. “Todos conhecem a forma como o chefe da maior potência do mundo negocia”, disse.
A agricultura do Rio Grande do Norte recebeu R$ 685,3 milhões em investimentos do Plano Safra 2024/2025, segundo dados divulgados pelo Banco do Nordeste (BNB). O valor foi aplicado entre julho de 2024 e junho de 2025 e representa crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior.
Do total investido, R$ 500,6 milhões foram destinados à agricultura familiar e R$ 184,7 milhões à agricultura empresarial. Os recursos financiaram projetos voltados à convivência com o semiárido, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável em todas as regiões do Estado.
“Quase metade de todo crédito rural na nossa área de atuação passa pelo Banco do Nordeste. Estamos ajudando produtores de todos os portes, especialmente os pequenos, a investirem em inovação e sustentabilidade”, destacou o superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do BNB, Luiz Sérgio Farias Machado.
Na área total de atuação da instituição — que abrange os nove estados do Nordeste e parte de Minas Gerais e Espírito Santo — o valor aplicado chegou a R$ 22,8 bilhões, com destaque para a agricultura empresarial, que recebeu R$ 13,3 bilhões, e a familiar, R$ 9,5 bilhões.
No caso potiguar, o superintendente do banco no RN, Jeová Lins, atribuiu os bons resultados à presença ativa da instituição no interior: “Estamos em todas as regiões, atendendo desde o agricultor familiar até o grande produtor. Também participamos das feiras agropecuárias e das ações do governo e de entidades rurais”.