Facções seridoenses recebem relatórios do Modelo SESI de Sustentabilidade

O número de empresas
faccionistas vem crescendo cada vez mais no interior do Rio Grande do Norte,
especialmente no Seridó, região com vocação para a economia têxtil. Depois do
destaque para a produção de chapéus e bonés, alcançando o título de segundo
maior polo produtor do país, agora a região observa o avanço das facções,
empresas especializadas em terceirizar serviços do setor de vestuário.
Atualmente a grande parceira
das facções seridoenses é a Hering, porém, a expectativa de expansão do setor
aumenta com o investimento anunciado pela Guararapes, a partir do lançamento do
programa Pró-sertão. É o que relata Leonardo Ferreira de Azevedo, presidente da
Associação Seridoense de Confecções. Em cinco anos o número de empresas passou
de vinte para sessenta, das quais quarenta e seis facções estão associadas.
Na última quinta-feira (08),
o grupo de faccionistas participou de reunião com equipe do SESI-RN. A
instituição iniciou um trabalho com as empresas alertando para a necessidade da
sustentabilidade da gestão e da qualidade de vida no trabalho. Durante a
reunião que aconteceu em Acari/RN foram apresentados os relatórios do Modelo
SESI de Sustentabilidade no Trabalho.
Anteriormente, foram
aplicados questionários em cada facção para avaliar o colaborador e a empresa.
Entre os quesitos pesquisados estiveram: qualidade de vida, satisfação sobre
condições e ambientes de trabalho, gestão de pessoas, cultura organizacional,
elevação da escolaridade e qualificação profissional.
Após a apresentação da
síntese dos resultados, cada empresa recebeu o seu relatório e agendou a visita
individual do consultor do SESI, que fará detalhamento do relatório e dará
orientações acerca dos indicadores que apresentaram os índices de prática e
desempenho abaixo do ideal, auxiliando na elaboração do plano de ação.
O Superintendente do SESI,
Marcos Lael, parabenizou os empresários pela dedicação e participação. “É uma
alegria para o sistema FIERN participar de uma reunião com 35 empresas
pioneiras que irão transformar o Seridó em um pólo de confecção e facções do
Brasil. Essa acolhida gerará bons frutos para os próximos anos”, comentou Lael.
Segundo o superintendente, o
SESI conseguiu ser reconhecido como um parceiro importante pelas indústrias.
“Queremos contribuir decisivamente para a profissionalização dos trabalhadores
e desenvolvimento sustentável das indústrias”, reforçou.

O modelo SESI de
Sustentabilidade no Trabalho é uma ferramenta de diagnóstico e autoavaliação
que propõe às indústrias brasileiras uma reflexão sobre a relação entre os
investimentos em qualidade de vida no trabalho e a produtividade e
competitividade do negócio.

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