A Amazônia leva a fama de ser um território intocado pelo homem, uma floresta cuja composição foi determinada apenas por fatores naturais. Um estudo publicado nesta quinta-feira (2) pela revista “Science” traz evidências que contrariam essa percepção: a domesticação de árvores e palmeiras por povos indígenas na era pré-colombiana – antes da chegada dos europeus ao continente – teve um forte impacto na composição da floresta, segundo a pesquisa.
O estudo concluiu que espécies que sabidamente foram cultivadas pelos povos indígenas na era pré-colombiana têm cinco vezes mais chance de serem abundantes atualmente do que espécies não-domesticadas. Além disso, a presença das espécies domesticadas foi percebida de forma mais intensa nos arredores de sítios arqueológicos, ou seja, locais onde se encontram evidências de atividades humanas no passado. Esses achados reforçam o papel da atividade humana na composição atual da Floresta Amazônica.


