
Com o avanço da astronomia no século XIX, a ciência estava cada vez mais próxima de decifrar o cosmos: tudo o que os telescópios eram capazes de observar parecia obedecer às leis da física. Contudo, ao analisar o movimento de estrelas e galáxias, os pesquisadores perceberam que nem tudo podia ser explicado pela matéria conhecida – existia uma força invisível afetando a gravidade e desafiando a nossa compreensão do universo.
Assim, surgia um dos maiores mistérios da física moderna: a matéria escura. Apesar de representar cerca de 27% de toda a massa do universo, essa forma de matéria, composta por partículas de natureza desconhecida, não pode ser observada por métodos tradicionais. Tudo o que a ciência sabe sobre ela é deduzido a partir de sinais indiretos, como sua influência na rotação de galáxias e na radiação cósmica de fundo.
No dia 3 de janeiro, partindo das limitações enfrentadas pelos principais experimentos da atualidade, pesquisadores do Instituto Internacional de Física (IIF/UFRN) e do Departamento de Física Teórica e Experimental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DFTE/UFRN) publicaram um estudo que propõe um novo método para captar sinais dessas partículas, que não refletem nem absorvem luz.
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