Confusão no concurso do Senado acaba com provas anuladas

Uma troca de provas em quatro salas de um dos  locais de realização do concorrido concurso do Senado, a Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (Facitec), em Taguatinga, obrigou a Fundação Getulio Vargas (FGV), organizadora da seleção, a anular as avaliações de, ao menos, três  cargos em todo o país. São eles: de analista legislativo para as duas especializações previstas da área de informática — análise de sistemas e análise de suporte de sistemas (que oferecem sete e três vagas, respectivamente) e para enfermagem (com cinco oportunidades). São, no total, 10.056 candidatos que farão novas provas na disputa pelas 15 vagas. Em nota, a FGV alegou que “foi detectada insuficiência de caderno de provas em algumas salas” no período da tarde.
A instituição chegou a informar que os novos exames seriam em 29 de abril, mas voltou atrás logo depois, esclarecendo que a data ainda será definida. Mais de 20 inscritos registraram  ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia.  O servidor público Ricardo Roriz, 27 anos, foi um deles. Na sala 503, ele e outros candidatos receberam um caderno referente à especialização analista de sistema. Mas ele se inscreveu para a outra, de suporte de sistemas. “Avisamos imediatamente o fiscal da sala, que continuou distribuindo as provas. Ao perceber o erro, o funcionário avisou a coordenação”, disse.
Segundo ele, os candidatos foram orientados a permanecer na sala, pois seriam providenciados cadernos com as questões de outro local, a Universidade Católica. Uma hora depois, os candidatos foram avisados de que a prova não seria aplicada a eles e que deveriam deixar o local. “Saímos com a promessa de que a FGV entraria em contato para fazermos um novo exame”, afirmou.

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