Farmacêutico que deixou vacinas contra Covid-19 intencionalmente fora de refrigeração é preso nos EUA

vacinaUm farmacêutico de um hospital em Wisconsin, nos Estados Unidos, foi preso na quinta-feira (31) sob suspeita de sabotar mais de 500 doses da vacina contra o coronavírus removendo-as deliberadamente da refrigeração para estragar, disseram autoridades médicas e policiais.

O farmacêutico era funcionário do Aurora Medical Center em Grafton, Wisconsin, na época em que 57 frascos de vacina foram encontrados fora do armazenamento refrigerado, no início desta semana. Ele já foi demitido, mas não foi publicamente identificado, disseram as autoridades.

Cada frasco contém 10 doses. Quase 60 das doses em questão foram administradas antes que os funcionários do hospital determinassem que o medicamento havia ficado sem refrigeração por tempo suficiente para tornar a vacina ineficaz. As 500 doses restantes foram então descartadas.

OMS concede sua primeira aprovação emergencial para a vacina da Pfizer-BioNTech

VACINAA Organização Mundial da Saúde (OMS) concedeu nesta quinta-feira (31) sua primeira aprovação emergencial para uma vacina desde o início da pandemia de coronavírus. O imunizante da Pfizer-BioNTech foi validado pela entidade com o objetivo de facilitar a aprovação interna em países que ainda não o aprovaram.

“É um passo muito positivo garantir o acesso universal às vacinas contra a Covid-19”, afirmou Mariangela Simão, diretora responsável pelo acesso a medicamentos da OMS. A validação também permite que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) adquiram a vacina para a distribuição a países necessitados.

Anvisa recebe pedido de autorização para testes da vacina Sputnik V

vacina sputnikA Anvisa recebeu, no início da noite desta terça-feira (29), um pedido do laboratório União Química para autorização de pesquisa clínica de fase 3 para a vacina Sputnik V, de origem russa. A resposta deve ser emitida em até 72 horas. A fase 3 é realização de pesquisa clínica, realizada com seres humanos. Embora constem no pedido, a Anvisa não divulgou o número de voluntários nem os locais onde a pesquisa deve ser realizada no país, caso seja aprovada.

A Sputnik V é a mesma vacina que começou a ser aplicada nesta terça-feira na Argentina e em Belarus, e foi a primeira a ser registrada no mundo contra a Covid-19, em agosto. Há cerca de duas semanas, a Rússia divulgou dados com o resultado final da eficácia da vacina, que ficou em cerca de 91%.

Quatro vacinas já receberam autorização para testes de fase 3 no Brasil. A mais recente a obter foi a Ad26.COV2.S, desenvolvida pela Janssen Pharmaceuticals, do grupo Johnson & Johnson, em agosto. Antes receberam a mesma autorização a vacina de Oxford (inglesa); a Coronavac, da Sinovac (chinesa); e a da BioNTech/Pfizer(alemã/americana).

Reino Unido aprova vacina contra a Covid-19 desenvolvida por Oxford e AstraZeneca

O Reino Unido aprovou, nesta quarta-feira (30), a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca para uso na população. O país é o primeiro a conceder a aprovação. A previsão é de que as doses comecem a ser aplicadas na segunda (4) em grupos de risco, que serão prioritários.

Esta é a segunda vacina aprovada pelos britânicos; a primeira foi a da Pfizer, que já começou a ser aplicada em grupos com prioridade no Reino Unido. O país também foi o primeiro a aprovar a vacina. O governo também determinou uma mudança na forma de aplicação das vacinas: agora, a prioridade será aplicar a primeira dose de ambas as vacinas – tanto a de Oxford como a da Pfizer – no máximo de pessoas em grupos de risco.

Com isso, ao invés de dar as duas doses das vacinas com intervalo de 3 semanas, como era feito antes, todos receberão a segunda dose dentro de 12 semanas após a primeira, segundo comunicado oficial. A vacina de Oxford é uma das quatro testadas no Brasil – que tem um contrato de compra e de transferência de tecnologia do imunizante. A vacina será produzida em solo brasileiro pela Fiocruz.

Dezembro tem maior número de mortes por Covid-19 no Brasil desde setembro, indicam secretarias de Saúde

COVID-19O Brasil registrou, em dezembro, o maior número mensal de mortes por Covid-19 desde setembro, mostram dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país. Os dados parciais para o mês – do dia 1º até as 13h desta terça-feira (29) – apontam 18.570 óbitos pela doença. O número é maior que os vistos em outubro e em novembro, e só não supera o de setembro.

Além disso, o número representa, em relação às mortes registradas em novembro, um aumento de 40%. É a primeira vez, desde julho, que a quantidade de mortes em um mês é maior que a vista no mês anterior. As médias móveis diárias calculadas pelo consórcio de imprensa para dezembro também apontaram que, em 21 dos primeiros 28 dias do mês, houve tendência de aumento nos óbitos. Em novembro, foram 12 dias com a mesma tendência no mês inteiro.

Argentina começa vacinação contra a Covid-19

000-8xq4xmA Argentina começou, nesta terça-feira (29), a vacinar a população contra a Covid-19. Os primeiros imunizados serão profissionais de saúde. O país vai usar a Sputnik V, vacina desenvolvida por cientistas russos contra a doença. As primeiras 300 mil doses da vacina foram entregues na semana passada. Desse total, 123 mil – o equivalente a 41% – foram para a província de Buenos Aires, vizinha à capital, segundo o jornal argentino “La Nación”.

A cidade de Buenos Aires recebeu 23,1 mil doses. As outras foram divididas entre Santa Fe (24,1 mil), Córdoba (21,9 mil), Tucumán (11,5 mil), Mendoza (11 mil), Entre Ríos (10,1 mil) e Salta (8,3 mil). De acordo com o “La Nación”, ao longo de janeiro e fevereiro, mais 20 milhões de doses chegarão ao país para completar a vacinação das equipes de saúde e das forças de segurança. O acordo argentino com a Rússia prevê a entrega de 25 milhões de doses da Sputnik V, que precisa ser aplicada em duas doses.

Vacina tem impacto que precisa ser bem esclarecido, diz Bolsonaro

Vacina, vacinação,seringa, covid 19O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (27) por meio de redes sociais que existem quatro laboratórios desenvolvendo estudos clínicos de vacinas no Brasil. O post, no entanto, ressalta que nenhum deles apresentou o pedido de uso emergencial ou de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Temos pressa em obter uma vacina, segura, eficaz e com qualidade, fabricada por laboratórios devidamente certificados. Mas a questão da responsabilidade por reações adversas de suas vacinas é um tema de grande impacto, e que precisa ser muito bem esclarecido”, afirma o presidente.

Bolsonaro afirmou ainda que, caso exercesse pressões pela vacina, seria acusado de interferência e irresponsabilidade. “Tão logo um laboratório apresente seu pedido de uso emergencial, ou registro junto à Anvisa, e esta proceda a sua análise completa e o acolha, a vacina será ofertada a todos e de forma gratuita e não obrigatória”.

‘Temos que nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave no futuro’, diz OMS sobre pandemia

coronavírusO diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, alertou, nesta segunda-feira (28), que a pandemia de Covid-19 não é, necessariamente, a “grande” pandemia – e que o mundo precisa se preparar para algo que pode ser pior no futuro.

“Essa pandemia foi muito grave. Se espalhou ao redor do mundo extremamente rápido, afetou cada canto do planeta. Mas essa não é necessariamente a “grande” [pandemia]”, alertou Ryan durante coletiva de imprensa em Genebra.

“Esse vírus é muito transmissível, mata, e tirou entes queridos de muitas pessoas. Mas a taxa de letalidade é razoavelmente baixa comparada a outras doenças emergentes. Isso é um alerta. O planeta é frágil. Essas ameaças vão continuar”, afirmou o diretor.

“Se tem uma coisa que precisamos aprender com essa pandemia, com toda a tragédia e perda, é que precisamos nos organizar. Temos que nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave no futuro”, alertou Ryan.

Instituto Butantan recebe mais 500 mil doses da vacina CoronaVac

vacinaO estado de São Paulo recebeu na manhã desta segunda-feira (28) o quinto lote de doses da Coronavac, vacina contra o coronavírus produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. As 500 mil doses prontas chegaram ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O avião, vindo da China, pousou por volta das 11h40. Outro carregamento com mais 1,5 milhão de doses deve chegar na próxima quarta-feira (30), totalizando o recebimento de mais de 10,6 milhões de doses até o fim de dezembro, segundo o Butantan.

O primeiro lote com 120 mil doses chegou ao Brasil no dia 19 de novembro. O segundo carregamento, com 600 litros a granel do insumo, correspondente a um milhão de doses, desembarcou em 3 de dezembro. Já a terceira remessa, com 2 milhões de doses, foi recebida em 18 de dezembro.

União Europeia começa campanha para vacinar seus 450 milhões de moradores

2020-12-27t094822z-1325273569-rc2lvk9ekf5p-rtrmadp-3-health-coronavirus-spain-vaccineOs países da União Europeia começaram neste domingo (27) a campanha de vacinação contra a Covid-19. Moradores de asilos para idosos e profissionais de saúde são os primeiros a receber a injeção. Os europeus estão recebendo a vacina desenvolvida pela Pfizer em conjunto com a BioNTech.

Somados, os 27 países do bloco têm cerca de 450 milhões de habitantes. A União Europeia firmou contrato com diversos fornecedores –com os diferentes acordos, garantiu mais de 2 bilhões de doses. A meta é vacinar todos os adultos em 2021.

Araceli Hidalgo, de 96 anos, uma espanhola, foi uma das que já foram vacinadas. Ela disse aos funcionários do asilo onde ela mora, na cidade de Guadalajara, que não sentiu nenhum efeito adverso. O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, e sua mulher, Mareva, foram vacinados em um hospital de Atenas e as imagens foram registradas ao vivo na TV no país.