Sesap identifica primeiro caso de raiva em raposa no RN em 2013

A Secretaria de Estado da
Saúde Pública (Sesap), por meio do Laboratório Central (Lacen), diagnosticou na
última terça-feira (11), o primeiro caso de raposa positiva para a raiva no
estado, neste ano. O animal agrediu uma pessoa e um cão na zona rural de Caicó,
no dia 04 de junho passado e o resultado na prova da Imunofluorescência Direta
foi positivo.
Segundo a subcoordenadora de
Vigilância Ambiental (Suvam), Iraci Nestor de Souza, o diagnóstico foi
informado ao Centro de Controle de Zoonoses de Caicó, que está providenciando
ações de prevenção, como investigação e bloqueio vacinal, através da imunização
de cães e gatos dentro da área de foco.
Iraci Nestor alerta que a
raiva demanda uma maior atenção em relação aos animais silvestres do que no que
se refere aos animais domésticos, sobre os quais já há mais controle por meio
de campanhas de vacinação antirrábica canina e felina. Por isso, animais como guaxinim,
gambá, morcego, macaco, roedores silvestres, raposa e cachorro do mato são
classificados como animais de alto risco para transmissão da raiva, pois
perpetuam o vírus mesmo quando o ciclo urbano, que envolve cão e gato, está
controlado.
Além disso, há o risco de
ocorrer a transmissão entre ciclos interrelacionados, como o urbano e o
silvestre, o que justifica a necessidade de informar às secretarias municipais
de saúde a ocorrência de agressões entre animais silvestres e domésticos.
No Rio Grande do Norte,
desde 2005, já foram diagnosticadas 23 raposas positivas para raiva. Na região
do Seridó, destaca-se a Serra Negra do Norte, onde foram registrados dois casos
em 2012, e Caicó, que apresenta positividade para raiva nessa espécie animal
pelo terceiro ano consecutivo.

O Programa Estadual de
Controle da Raiva da Sesap alerta, ainda, para a importância do envio de
amostras de animais suspeitos de raiva para diagnóstico laboratorial, pois essa
ação é essencial para que medidas de vigilância e controle da raiva sejam
iniciadas em tempo oportuno, como investigação, busca ativa por pessoas
agredidas, notificação de epizootia e trabalhos educativos. Além disso, o
Programa informa ser imprescindível que qualquer pessoa a qual tenha entrado em
contato direto, através de mordidas, arranhões ou lambeduras, com animais
potencialmente transmissores da raiva procure atendimento médico imediatamente.

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