A advogada de um dos
acusados de matar o radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, abandonou
o julgamento do caso, que foi iniciado na manhã desta segunda-feira (5) no
Fórum Amaro Cavalcante, no Centro de Caicó. Maria da Penha Batista de Araújo
fazia a defesa do réu Lailson Lopes, comerciante conhecido como ‘Gordo da
Rodoviária’, apontado como um dos autores intelectuais do crime. Com isso, só
está sendo julgado o réu João Francisco dos Santos, mototaxista conhecido como
‘Dão’, acusado de ser o executor do homicídio. Outras quatro pessoas, também
acusadas de envolvimento na morte do radialista, executado a tiros na noite de
18 de outubro de 2010, não paticipam do júri.
acusados de matar o radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, abandonou
o julgamento do caso, que foi iniciado na manhã desta segunda-feira (5) no
Fórum Amaro Cavalcante, no Centro de Caicó. Maria da Penha Batista de Araújo
fazia a defesa do réu Lailson Lopes, comerciante conhecido como ‘Gordo da
Rodoviária’, apontado como um dos autores intelectuais do crime. Com isso, só
está sendo julgado o réu João Francisco dos Santos, mototaxista conhecido como
‘Dão’, acusado de ser o executor do homicídio. Outras quatro pessoas, também
acusadas de envolvimento na morte do radialista, executado a tiros na noite de
18 de outubro de 2010, não paticipam do júri.
Francisco Gomes de Medeiros,
o F. Gomes, tinha 46 anos e trabalhava na rádio Caicó AM. Foi assassinado na
noite de 18 de outubro de 2010, deixando mulher e três filhos. Ele foi atingido
por três tiros de revólver na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro
Paraíba, em Caicó. Vizinhos ainda o socorreram ao Hospital Regional de Caicó,
mas F. Gomes não resistiu aos ferimentos.
o F. Gomes, tinha 46 anos e trabalhava na rádio Caicó AM. Foi assassinado na
noite de 18 de outubro de 2010, deixando mulher e três filhos. Ele foi atingido
por três tiros de revólver na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro
Paraíba, em Caicó. Vizinhos ainda o socorreram ao Hospital Regional de Caicó,
mas F. Gomes não resistiu aos ferimentos.
Segundo inquérito, concluído
pela delegada Sheila Freitas, a execução do radialista foi encomendada por R$
10 mil. Contudo, R$ 8 mil foram pagos. “Três mil foram pagos pelo pastor para
que Dão pudesse fugir”, disse ela, revelando que o dinheiro pertencia à igreja
onde o o ex-pastor Gilson Neudo pregava. O restante teria sido pago pelo
tenente-coronel Moreira, “que juntou o dinheiro após vender um
triciclo”, acrescentou Sheila. O dinheiro foi rastreado com a quebra do
sigilo telefônico e bancário dos investigados.
pela delegada Sheila Freitas, a execução do radialista foi encomendada por R$
10 mil. Contudo, R$ 8 mil foram pagos. “Três mil foram pagos pelo pastor para
que Dão pudesse fugir”, disse ela, revelando que o dinheiro pertencia à igreja
onde o o ex-pastor Gilson Neudo pregava. O restante teria sido pago pelo
tenente-coronel Moreira, “que juntou o dinheiro após vender um
triciclo”, acrescentou Sheila. O dinheiro foi rastreado com a quebra do
sigilo telefônico e bancário dos investigados.
Além de ser apontado como o
principal financiador do crime, o tenente-coronel Moreira também teria razões
suficientes para querer se vingar de F. Gomes. O promotor Geraldo Rufino
considera que as denúncias feitas com frequência pelo radialista levaram ao
afastamento do oficial quando este dirigiu, em meados de 2010, a Penitenciária
Estadual do Seridó, o Pereirão. As denúncias, enfocando desmandos e atos do
militar à frente da unidade, foram tão graves que levaram o Ministério Público
a instaurar uma investigação contra Moreira.
principal financiador do crime, o tenente-coronel Moreira também teria razões
suficientes para querer se vingar de F. Gomes. O promotor Geraldo Rufino
considera que as denúncias feitas com frequência pelo radialista levaram ao
afastamento do oficial quando este dirigiu, em meados de 2010, a Penitenciária
Estadual do Seridó, o Pereirão. As denúncias, enfocando desmandos e atos do
militar à frente da unidade, foram tão graves que levaram o Ministério Público
a instaurar uma investigação contra Moreira.
Outro acusado que teve
participação decisiva na articulação do crime, ainda segundo a delegada, foi o
advogado Rivaldo Dantas, considerado o principal elo de ligação entre os
envolvidos. “O advogado foi o elo entre o Gordo da Rodoviária, o pastor e o mototaxista
Dão, além de também ter forte amizade com o tenente-coronel Moreira. A partir
daí, eles resolveram matar F. Gomes”, afirmou.
participação decisiva na articulação do crime, ainda segundo a delegada, foi o
advogado Rivaldo Dantas, considerado o principal elo de ligação entre os
envolvidos. “O advogado foi o elo entre o Gordo da Rodoviária, o pastor e o mototaxista
Dão, além de também ter forte amizade com o tenente-coronel Moreira. A partir
daí, eles resolveram matar F. Gomes”, afirmou.
Ainda de acordo com Sheila,
foi também pela forte influência e domínio que Rivaldo tinha sobre Dão que o
mototaxista foi contratado para executar o serviço. “Dão é um sociopata. Para
ele, matar é a coisa mais comum do mundo. Ele viu a mãe se morta pelo padrasto
quando criança. Daí essa frieza dele”, emendou a delegada.
foi também pela forte influência e domínio que Rivaldo tinha sobre Dão que o
mototaxista foi contratado para executar o serviço. “Dão é um sociopata. Para
ele, matar é a coisa mais comum do mundo. Ele viu a mãe se morta pelo padrasto
quando criança. Daí essa frieza dele”, emendou a delegada.
A advogada alegou foro
íntimo para deixar o fórum. Por ter abandonado o processo, ela foi multada em
50 salários mínimos, que devem ser pagos em 20 dias. O júri está sendo
presidido pelo juiz Luiz Cândido de Andrade Villaça. O ‘Gordo da Rodoviária’ e
‘Dão’ foram denunciados, respectivamente, por autoria intelectual e material do
homicídio. O mototaxista é réu confesso. Ele admitiu ter puxado o gatilho. Já o
comerciante, nega ter qualquer envolvimento no crime.
íntimo para deixar o fórum. Por ter abandonado o processo, ela foi multada em
50 salários mínimos, que devem ser pagos em 20 dias. O júri está sendo
presidido pelo juiz Luiz Cândido de Andrade Villaça. O ‘Gordo da Rodoviária’ e
‘Dão’ foram denunciados, respectivamente, por autoria intelectual e material do
homicídio. O mototaxista é réu confesso. Ele admitiu ter puxado o gatilho. Já o
comerciante, nega ter qualquer envolvimento no crime.
Os demais acusados – o
advogado Rivaldo Dantas de Farias, o ex-pastor evangélico Gilson Neudo Soares
do Amaral, o tenente-coronel Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da PM
Evandro Medeiros – ainda aguardam sentença de pronúncia, procedimento em que o
juiz decidirá se eles também sentarão no banco dos réus ou não. Todos negam.
advogado Rivaldo Dantas de Farias, o ex-pastor evangélico Gilson Neudo Soares
do Amaral, o tenente-coronel Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da PM
Evandro Medeiros – ainda aguardam sentença de pronúncia, procedimento em que o
juiz decidirá se eles também sentarão no banco dos réus ou não. Todos negam.
O tenente-coronel, o soldado
e o advogado aguardam a sentença de pronúncia em liberdade. O único que está
preso é o ex-pastor, que cumpre pena por tráfico de drogas em Pau dos Ferros.
e o advogado aguardam a sentença de pronúncia em liberdade. O único que está
preso é o ex-pastor, que cumpre pena por tráfico de drogas em Pau dos Ferros.
O soldado Evandro foi o
único denunciado por homicídio simples – já que ele foi apontado apenas como o
guardião da arma usada para matar o radialista. Se for levado a júri popular e
condenado, sua pena pena pode variar de 6 a 20 anos de cadeia. Para os outros
(todos denunciados por homicídio triplamente qualificado) a pena é mais rígida
e vai de 12 a 30 anos de prisão. Segundo o promotor criminal Geraldo Rufino,
foram levados em consideração três
agravantes: motivo fútil, emboscada e morte mediante promessa de
recompensa.
único denunciado por homicídio simples – já que ele foi apontado apenas como o
guardião da arma usada para matar o radialista. Se for levado a júri popular e
condenado, sua pena pena pode variar de 6 a 20 anos de cadeia. Para os outros
(todos denunciados por homicídio triplamente qualificado) a pena é mais rígida
e vai de 12 a 30 anos de prisão. Segundo o promotor criminal Geraldo Rufino,
foram levados em consideração três
agravantes: motivo fútil, emboscada e morte mediante promessa de
recompensa.


