lideranças dos movimentos e pastorais sociais do Seridó esteve durante todo o
dia desta sexta-feira, 09 de agosto, fazendo uma visita as mais de 1.200
famílias acampadas nas terras da Chapada do Apodi destinada para o perímetro
irrigado. Esta visita foi uma forma de prestar solidariedade a luta das
comunidades da Chapada do Apodi em resistência ao projeto do DNOCS. Segundo
José Procópio do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários – SEAPAC,
“esse gesto demonstra que a luta de Apodi é uma luta de todos aqueles e aquelas
que acreditam na agricultura familiar camponesa e na reforma agrária e que é
preciso unir as forças para derrotar esse projeto da morte”. A delegação foi
recebida pelas famílias acampadas que agradeceram a visita e a solidariedade do
povo do Seridó. Para Francisco Edilson, presidente do Sindicato dos
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, a visita e a solidariedade
dessas lideranças do Seridó é uma demonstração de que a luta das comunidades da
Chapada vem ganhando força a cada dia. “Essa visita nos dar um novo ânimo e
coragem para continuarmos lutando em defesa da Chapada”, finalizou Edilson
Neto.
Durante a visita
aconteceu uma assembléia onde vários representantes se pronunciaram afirmando o
apoio e a solidariedade. O Diretor da FETARN, Francisco Assis destacou a
determinação do MST e do STTR Apodi em levar a frente essa luta e afirmou que
em breve toda a diretoria da FETARN irá ao acampamento para prestar
solidariedade as famílias. Já o representante da Comissão Pastoral da Terra – CPT,
Nilton Junior, lembrou que desde os anos 90 que na Chapada do Apodi vem se
construindo um modelo de desenvolvimento com base na agroecologia e na
convivência com o semiárido e que esse modelo tem demonstrado a capacidade de
melhoria na qualidade de vida das famílias da região. Afirmou ainda que a luta
das comunidades da Chapada é uma luta justa e pela dignidade no campo. Para o representante
da ASA Potiguar, Paulo Segundo, reafirmou que “é possível viver bem no
semiárido e que a luta das comunidades da Chapada do representa a reafirmação
de um povo que quer permanecer em suas terras”. Já Lidiane que representa a
Marcha Mundial de Mulheres relatou sobre a importância da participação e
organização das mulheres da Chapada do Apodi e região no processo de
resistência ao Projeto da Morte. Por fim a coordenadora do MST Neide agradeceu
pela visita e reafirmou sobre a importância do apoio que tem recebido dos
movimentos sociais de outras regiões do Estado, no caso a região do Seridó.


