Secretaria da Educação retoma diálogo com o Sinte

A Secretaria de Estado da
Educação retomou o diálogo com os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da
Educação, na manhã desta segunda-feira (26). Apesar da pequena adesão de
professores à greve e do mérito da ilegalidade ainda não ter sido julgado pela
Justiça, a secretária Betania Ramalho preferiu dar continuidade às conversas
que vinham ocorrendo antes mesmo da paralisação, para que houvesse um
entendimento.
“Mesmo sendo um grupo
pequeno, segundo os nossos relatórios, a ausência desses professores grevistas
não deixa de causar prejuízos para os alunos das escolas a que eles pertencem.
Por esse motivo, resolvemos conversar, até porque reconhecemos a importância do
diálogo com o sindicato para as conquistas de uma categoria”, ressaltou Betania
Ramalho.
Na reunião, foi anunciado
que até outubro o governo encaminhará para a Assembleia Legislativa o projeto
de lei que altera o porte das escolas, aumentando o valor da gratificação dos
diretores e vice-diretores, assim como o projeto de lei das promoções
horizontais, que autoriza o governo a conceder uma letra aos professores.
Outro ponto discutido foi a
alteração de dois artigos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários do
Magistério Estadual. Esses artigos tratam de regras para promoção e mudanças na
jornada de trabalho, devido à implantação do terço da hora atividade para planejamento.
A proposta de alteração também deve ser enviada para a Assembleia. De maneira
geral, houve entendimento entre os que participaram da reunião e a expectativa
é que o fim da greve seja oficializado na próxima assembleia sindical.

Sobre o corte de
ponto dos grevistas, o Sinte solicitou a suspensão da medida, mas a secretária
ficou de avaliar a decisão, caso a greve seja oficialmente encerrada. “Se vier
a acontecer, iremos cobrar a reposição imediata das aulas que não foram
ministradas. Mas esse é um ponto que ainda estamos estudando e discutindo, até
porque, segundo a Procuradoria Geral do Estado, temos legitimidade para cortar
o ponto de quem não trabalha.”

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