Justiça pode decretar ilegalidade da greve da saúde em 72 horas

O Tribunal de Justiça do
Estado emitiu despacho na manhã de hoje (26) dando um prazo de 72 horas para
que o Sindicato dos Servidores da Saúde Pública do Estado (Sindsaúde) se
manifeste sobre a legalidade da greve dos servidores, iniciada no dia 01 de
agosto. Após o pronunciamento do Sindicato, a Justiça decidirá sobre a ação da
Procuradoria Geral do Estado (PGE) que “requer a imediata suspensão da greve e
o retorno ao trabalho de todos os servidores que aderiram ao movimento
paredista”.
A solicitação da PGE ainda
pede que “o sindicato se abstenha de incitar os sindicalizados a agirem de
forma contrária aos seus deveres funcionais, conclamando a todos os integrantes
da categoria que permaneçam em suas atribuições de serviço, tendo em vista a
ilegalidade e abusividade da greve”.  Por
critério de sorteio, o processo foi distribuído ao desembargador Amaury Moura
Sobrinho na ação da Procuradoria Geral do Estado (PGE)
A greve dos servidores da
Saúde chega aos 25 dias ainda sem uma solução, apesar da Secretaria de Estado
da Saúde Pública (Sesap) ter realizado, até o momento, nove reuniões com os
representantes dos servidores nos últimos quatro meses. De acordo com o secretário-adjunto
da Secretaria de Estado da Saúde Pública, Marcelo Bessa, o Governo tem
reiterado respeito ao direito de greve, pois sempre manteve a abertura ao
diálogo com os servidores da Saúde.

O Governo encaminhou
ao SindSaúde, na última sexta-feira (23/8), ofício em que registra sua
disposição para atender de imediato a quatro das cinco reivindicações
apresentadas pela direção do Sindicato, e a discutir o quinto ponto por meio de
uma Comissão Paritária. “Atender de imediato quatro dos cinco itens de
reivindicações é uma demonstração inequívoca de compromisso com o diálogo e o
entendimento, é uma ação clara e evidente de que o Governo tem se mostrado
disposto a negociar sobre a remuneração dos servidores da Saúde”, justificou
Marcelo Bessa.

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