Nordeste tem 40% do total de usuários de crack em capitais

Um levantamento feito pela
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde em parceria com
a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da
Justiça, revela que cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram
regularmente crack e similares (pasta base, merla e óxi) nas capitais ao longo
de pelo menos seis meses em 2012.
Por “uso regular”,
foi considerado um consumo de pelo menos 25 dias nos seis meses anteriores ao
estudo, de acordo com definição da Organização Panamericana de Saúde (Opas). Esse número de 370 mil
pessoas corresponde a 0,8% da população das capitais do país e a 35% dos
consumidores de drogas ilícitas nessas cidades. Além disso, 14% do total são
crianças e adolescentes, o que equivale a mais de 50 mil usuários.
O estudo foi realizado com
25 mil pessoas de forma domiciliar e indireta, ou seja, cada indivíduo
respondeu a questões sobre suas redes sociais (familiares, amigos e colegas de
trabalho residentes no mesmo município) de forma geral e também especificamente
sobre o uso de crack e outras drogas.
O resultado, portanto, é uma estimativa do que
ocorre nas 26 capitais e no Distrito Federal – em outra pesquisa da Fiocruz,
por exemplo, feita de forma direta com 7 mil entrevistados em 112 municípios
(incluindo capitais e regiões metropolitanas) entre o fim de 2011 e junho de
2013, o total não passou de 48 mil usuários de crack e similares.

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