Audiência na Assembleia discute Política Estadual de Negócios de Impacto Social

O cenário atual, os desafios e as
oportunidades geradas pela Política Estadual de Investimentos e Negócios de
Impacto Social foram discutidos em audiência pública, na tarde desta
terça-feira (27), na Assembleia Legislativa. Proposto pelo deputado Hermano
Morais (MDB), o debate fez parte do programa de ações da Frente Parlamentar em
Defesa do Comércio, Indústria, Turismo, Serviços e Empreendedorismo.
“Nosso objetivo hoje é pensar em
maneiras de criar condições para capacitar e estimular as pessoas que buscam
trabalho a montarem seu próprio negócio, a fim de que tenham sucesso como
empreendedoras e possam viver com dignidade”, explicou Hermano.
Para Mona Paula da Nóbrega,
gestora de projetos de negócios de impacto social do Sebrae (Serviço Brasileiro
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), “os problemas sociais e ambientais
estão em todos os lugares e a intenção é que os empreendimentos olhem para
essas dificuldades e tentem achar soluções práticas para elas”. Ainda segundo a
gestora, uma empresa desse modelo precisa ser autossustentável e lucrativa ao
mesmo tempo.
Sobre as iniciativas do Sebrae em
relação a esses negócios, Mona Paula da Nóbrega explicou que são ministrados
cursos de capacitação para empresas, consultores, colaboradores e clientes; que
o Sebrae possui projetos de extensão em nove universidades do Estado; e que a
instituição ainda conta com eventos promovidos por parceiros do projeto,
ajudando a disseminar os conhecimentos.
Ainda de acordo com a gestora, ao
fazer o mapeamento do Rio Grande do Norte, foram identificadas cerca de 33
empresas no Estado com esse perfil de impacto social. Ela destacou também a
realidade atual do mercado, em que muitas empresas querem investir, mas há
poucos projetos qualificados para receber esses investimentos.
Já o empresário potiguar Afrânio
Miranda, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio
Grande do Norte (FCDL), falou da importância do apoio estatal e da
sustentabilidade.
“O Estado do Rio Grande do Norte e o País precisam de políticas
para que a pessoa possa produzir e ao mesmo tempo se sustentar. E também não
basta empreender. É preciso fazer isso de maneira responsável, olhando o social
e o ambiental. O empreendedor deve olhar para todos os lados e para as futuras
gerações”, frisou o empresário.
A gerente executiva do Inova Metrópole, Parque
Tecnológico pertencente ao Instituto Metrópole Digital (IMD) da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Iris Gurgel, destacou a importância de
projetos como esse para a sociedade potiguar.

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