A auditora fiscal aposentada Selma Cavalcante, 73, sofre com dores há mais de trinta anos, quando foi diagnosticada com fibromialgia. Mesmo tomando medicamentos, não conseguiu se livrar do problema que afetou diretamente sua qualidade de vida. Era uma pessoa ativa, gostava de dançar e caminhar; depois que contraiu a enfermidade, tem dias que sente até dificuldades para levantar da cama. Recusa convites das amigas para sair e fica em casa, triste, se questionando pelo próprio sofrimento.
Selma faz parte de um universo de 37% dos brasileiros que sentem dor crônica, de acordo com pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) durante o 4º Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (Sobramid), realizado em julho passado, em Campinas, no interior paulista.


