Irregularidades nos postos prejudicam o consumidor no RN

O Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem/RN) constatou irregularidade em quase 70% dos equipamentos usados para injetar combustíveis nos tanques dos veículos no estado – os chamados bicos de abastecimento – em 2011. Dos cerca de 3,3 mil bicos que o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN calcula haver nos postos, 2,2 mil apresentavam problemas no ano passado, mas, segundo o Ipem, já foram regularizados. Um total de 72 postos potiguares foram autuados em 2011 por repassar menos combustível do que indicava as bombas. O Ipem/RN não calculou o prejuízo causado aos consumidores.
A irregularidade, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), é antiga. O esquema, entretanto, tem ficado cada vez mais sofisticado. Matéria veiculada pelo Fantástico no último domingo mostrou postos fraudando bombas de combustível com controle remoto. Com a fraude, donos de carros populares chegam a perder até seis litros cada vez que enchem o tanque. A mesma fraude já havia sido denunciada pela Band no ano passado. O número de bicos irregulares no estado é alto, segundo Carlson Gomes, diretor do Ipem.
O órgão pretende intensificar a fiscalização no setor. Segundo Gomes, o consumidor acaba levando menos combustível para casa por três razões: “erro na medição; vazamento ou irregularidade no dispositivo que zera a contagem”. Neste último caso, a bomba continua registrando mesmo após o cliente ter ido embora. Assim, o próximo cliente pagará por ele e pelo primeiro. “Se o primeiro abastece R$10 e o dispositivo não zera a contagem, o valor será descontado do segundo cliente. Ele pedirá para abastecer R$50, mas só levará R$40”. Esta irregularidade, segundo Carlson, foi constatada em mais de 50% dos bicos de abastecimento do RN.

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