Deficiências encontradas no serviço e na cobertura veterinária prestados pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn) deverão render ao estado restrições quanto ao trânsito de animais e consequências à comercialização de produtos pecuários, a partir do dia 15 de maio, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As restrições serão impostas porque o RN – em razão das falhas encontradas – foi excluído do grupo de estados que serão investigados pelo Ministério com o objetivo de saltar da condição de áreas de risco médio para áreas livres de febre aftosa com vacinação.
A avaliação para mudança de nível será feita nos estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e parte do Pará, por meio do inquérito de soroepidemiologia. Além do RN, Paraíba, parte do Pará, Roraima, Amapá e Amazonas (exceto parte dos municípios de Lábrea e de Canutama e as cidades de Boca do Acre e Guajará) – não foram incluídos no inquérito e sofrerão restrições. No caso do RN, o Mapa já havia apontado, inclusive, o risco de o estado ser rebaixado de área de risco médio para risco desconhecido de febre aftosa. O alerta foi emitido em fevereiro.
As “barreiras”, explica o coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da febre Aftosa (Pnefa), do Mapa, Plínio Leite Lopes, devem se estender até que o Estado saia da área de risco médio. “Essas restrições poderão ser ampliadas inclusive”, frisa.


