O concurso público realizado para o cargo de técnico operacional júnior da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), em 2003, pode ter sido fraudado. De acordo com denúncia feita no dia 30 de abril pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), seis pessoas teriam alterado o resultado final do certame. Entre os acusados está o diretor presidente do Serviço Nacional de Seleção Pública (Senasp), empresa organizadora da seleção, e cinco candidatos que conseguiram ser aprovados nas primeiras colocações.
A própria ECT acionou o ministério quando percebeu indícios de erros entre o relatório geral de notas apresentado pela Senasp e as notas divulgadas pelo Diário Oficial da União. Segundo o documento, os cinco denunciados não obtiveram a pontuação mínima para classificação, e os cartões de resposta apresentavam gabaritos idênticos, inclusive com os mesmos erros.
O concurso foi anulado pelos Correios em 2005, porém as investigações apontaram que quatro dos candidatos denunciados ainda estavam empregados na empresa e que três deles eram alunos de uma instituição de ensino superior presidida pelo diretor presidente do Senasp. Segundo o procurador da República André Batista Neves, se as denúncias forem comprovadas, os acusados devem perder a função pública e ser condenados por falsidade ideológica, com pena de multa e reclusão de um a cinco anos.

