Máscara Negra: Ministério Público afirma que contratos tinham valor superfaturado em até 400%

A Operação Máscara Negra,
sob apoio da Polícia Militar do RN, prendeu nove pessoas. A maioria ocupa ou já
ocupou cargos públicos. De um total de dez mandados de prisão, apenas o
ex-prefeito de Guamaré, Emílson de Borba Cunha, conhecido como Lula, agora
considerado foragido. O valor do superfaturamento, de acordo com o Gaeco,
chegava a ser até quatro vezes superior ao normal.
O esquema de supostas
fraudes investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte aponta que
apenas uma empresa lucrou R$ 1,1 milhão no ano de 2012 apenas em contratos
firmados com a Prefeitura de Guamaré.
De acordo com a promotora
Patrícia Antunes, parte das fraudes ocorria principalmente através de
superfaturamento na contratação de bandas, estruturas de som e palco feitos na
modalidade “inexigibilidade de licitação”. Esses contratos, ainda de
acordo com a coordenadora do Gaeco, chegavam a custar até 400% acima do preço
cobrado pelos mesmos serviços e/ou estruturas em outros municípios.
Em alguns casos, ocorria a
emissão de cheques em nomes das bandas, mas que na verdade seriam eram sacados
por servidores das duas prefeituras, e em seguida faziam o rateio entre eles.

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