Frio aumenta risco de infarto e AVC em até 30% no inverno
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das maiores urgências médicas do país — e uma das principais causas de morte entre os brasileiros. Ao lado do infarto, integra o grupo das doenças cardiovasculares, que respondem por cerca de 30% dos óbitos anuais, segundo o Ministério da Saúde.
De janeiro a outubro deste ano, 64.471 pessoas morreram em decorrência do AVC, o equivalente a uma vida perdida a cada seis minutos. No ano passado, foram 85.457 mortes, segundo dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, número que mantém o Brasil entre os países com maior carga da doença.
O custo da doença também é alto. Entre 2019 e setembro de 2024, o tratamento de pacientes com AVC consumiu R$ 910 milhões do sistema hospitalar, segundo a consultoria Planisa. Foram mais de 85 mil internações, e um em cada quatro pacientes precisou de leito de UTI.
Neste 29 de outubro, Dia Mundial do AVC, especialistas reforçam o alerta: oito em cada dez casos poderiam ser evitados com controle da pressão arterial, prática regular de exercícios e abandono do cigarro.
A manhã desta quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, foi marcada pela sessão solene em homenagem ao Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro. A iniciativa foi proposta pela Mesa Diretora da Casa e teve como objetivo reconhecer o trabalho dos servidores que integram o Parlamento Estadual, contribuindo para o funcionamento da instituição e para o desenvolvimento da sociedade potiguar.
Ao abrir a solenidade, o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, afirmou que o Parlamento é “o coração da democracia potiguar” e destacou o papel dos servidores no fortalecimento das instituições. Em seu discurso, afirmou que o servidor público é “a espinha dorsal do Estado, engrenagem silenciosa que faz a máquina administrativa avançar”. Para ele, o servidor não é apenas cumpridor de deveres, mas “o primeiro acolhimento na saúde, a luz no caminho da educação e a segurança na porta das cidades”.
Ao nomear todos os homenageados e contar um pouco da trajetória de cada um, citou: “cada história narrada é um fio de ouro tecido na tapeçaria do serviço público do Estado. São pessoas que fazem do trabalho uma extensão da própria vida. Reconhecer o servidor público significa reafirmar o valor de um trabalho realizado com ética, técnica e dedicação”.
Em nome dos homenageados, o servidor Stone Sam, médico concursado atuando desde 2023, reforçou o sentimento de pertencimento entre os profissionais da Casa. “Aqui nós participamos, nós pertencemos, e isso faz diferença”. Disse ainda ter orgulho de trabalhar em um espaço onde se sente visto. “Esse momento é um exemplo disso”, destacou.
Stone Sam lembrou que o trabalho dos servidores está presente no dia a dia e agradeceu o reconhecimento prestado pela Casa Legislativa. Afirmou que o gesto não é apenas simbólico, mas expressão direta do que a política deve ser. Citando Aristóteles, ele disse que “a política não é arte de dominar, mas de fazer justiça, é reconhecer o mérito, honrar o esforço, dar nome ao rosto que tantas vezes se perde no anonimato da rotina”, encerrou.
Lista homenageados Dep. Adjuto Dias – Danielle Melo da Costa Moreira Dep. Coronel Azevedo – Sérgio Alexandre Jacob de Medeiros Dep. Cristiane Dantas – Suely Rodrigues Nóbrega Pimentel Dep. Divaneide Basílio – Marcelo Barroso Dep. Dr. Bernardo – Francisco Osimar da Silva Dep. Dr. Kerginaldo – Cristiane Maria de Araújo e Silva Dep. Eudiane Macêdo – José Edvaldo Guimarães Júnior Dep. Ezequiel Ferreira – Stone Sam Nogueira do Nascimento Dep. Francisco do PT – José Eduardo da Silva Dep. Galeno Torquato – Camila Alves dos Santos Dep. Gustavo Carvalho – Tássio José Gurgel Veras Dep. Hermano Morais – Simone Fernandes de Vasconcelos Dep. Isolda Dantas – Octávio Santiago Neto Dep. Ivanilson Oliveira – Nerialba Nobre Monteiro de Souza Dep. José Dias – Vinicio Almeida de Medeiros Dep. Kleber Rodrigues – Ednaldo Cortez Rocha Siqueira Dep. Luiz Eduardo – Priscilla Queiroga Câmara Dep. Nelter Queiroz – Geiely Rodrigues da Fonsêca Dep. Neilton Diógenes – Pedro Aurélio de Figueiredo Varela Dep. Taveira Júnior – Aline Carla Regina Filgueira Dep. Terezinha Maia – Anna Kamilla Fernandes da Cunha Soares Dep. Tomba Farias – Nilson Augusto de Moura Dep. Ubaldo Fernandes – Brenda Raphaela de Azevedo Mascena França Dep. Vivaldo Costa – Jadson Ribeiro de Paiva Marinho
Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (29), o deputado Coronel Azevedo (PL) fez um pronunciamento contundente, abordando a crise de segurança no Rio de Janeiro, prestando homenagens a policiais falecidos e criticando a postura nacional diante do narcoterrorismo.
O parlamentar iniciou sua fala manifestando pesar pelas mortes registradas na operação policial no Rio de Janeiro e parabenizou a “corajosa megaoperação que a polícia fez contra o narcoterrorismo no Brasil”. Ele destacou a gravidade da situação carioca, citando o uso de “drones-bomba do Comando Vermelho jogados contra policiais em um claro movimento de guerra financiado pelas drogas”, o que representa um “alerta de risco gravíssimo para os pais de família, os heróis da segurança pública”.
Em seu discurso, o legislador potiguar condenou o que chamou de “narrativas mentirosas” que surgem em meio aos confrontos. Ele criticou “elementos de esquerda” que, segundo ele, tentam “tirar o corpo fora do ônus que eles têm sobre o aumento da criminalidade” e “criar a impressão de que a culpa do que aconteceu não é dos criminosos, mas de quem combate ao crime”. Coronel Azevedo enfatizou que “traficantes não são vítimas” e que “a violência no Rio de Janeiro não é culpa da população, não é culpa da polícia. A população e os policiais são vítimas. A violência do Rio de Janeiro é culpa dos traficantes”. Ele ainda declarou que a “inocência dos traficantes só existe em um lugar: na cabeça transtornada da esquerda”, classificando-os como “parasitas que envenenam a nossa sociedade com drogas e violência”, que “transformaram comunidades em campos de batalha”.
O parlamentar também direcionou críticas ao governo federal, afirmando que o governador do Rio de Janeiro teria dito que o governo Lula “assistiu a tudo de braços cruzados, negando apoio ao Estado”. De acordo com o deputado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a esquerda “priorizam a ideologia petista sobre a segurança nacional, temendo estigmatizar os bandidos”. Ele alegou que o governo federal “se recusou a classificar como terrorista as facções que atuam no Brasil, permitindo que cresçam impunemente”, e que Lula, “que prometeu paz, entrega um país sitiado pelo narcotráfico”. O deputado defendeu que “os homens de bem, que pagam impostos, acham que traficantes merecem cadeia perpétua”, e por isso, ele “defende o projeto de lei que classifica facções no Brasil como terroristas, e o apoio irrestrito às polícias”.
Coronel Azevedo trouxe à tona a declaração do General Carvajal, ex-chefe da inteligência da Venezuela, que teria afirmado que a Venezuela “financiou o Lula através de repasses do governo Hugo Chávez e também de Maduro, do narco-país que se transformou a Venezuela através do chefe do cartel de Los Soles que se chama Nicolás Maduro”. Além disso, o deputado mencionou uma pesquisa “recém-publicada na Inglaterra” que indica que “26% do país, do nosso país, está dominado por facções”, tornando-o “o território mais ameaçado das Américas”, enquanto o segundo lugar registra 13% de domínio.
O deputado José Dias (PL) manifestou, durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta quarta-feira (29), pesar pelas mortes registradas em uma recente operação policial no Rio de Janeiro e direcionou severas críticas à abordagem nacional diante do crime organizado.
O parlamentar lamentou as mortes, tanto de policiais — a quem chamou de “nossos defensores” — quanto dos criminosos, cujas vidas, segundo ele, “nós temos que respeitar”. José Dias expressou particular revolta com a perda de quatro soldados, descrevendo o cenário como uma “batalha” na qual a polícia, com equipamentos “já hoje considerados por especialistas obsoletos e insuficientes”, enfrenta o crime organizado, que estaria armado “até com drones”, “usados nas guerras modernas”.
A principal preocupação do deputado, contudo, recaiu sobre o que classificou como a “mentalidade que domina o governo brasileiro, a mídia no Brasil e parte doente da nossa população”. Para José Dias, a prevalência do crime e do terrorismo é um reflexo da incapacidade moral do país em reagir. Ele citou exemplos de nações, incluindo os Estados Unidos, que reverteram cenários de violência extrema com “legislação forte e de disposição, determinação das forças políticas que enfrentaram e estão vencendo”.
O deputado estadual criticou o Presidente da República e reiterou sua solidariedade às forças policiais, defendendo que é “impossível haver excesso diante de tanta violência, de tanto poder de fogo” como o visto no Rio de Janeiro.
Finalizando seu pronunciamento, o deputado expressou a esperança de que o Brasil vença essa “guerra” e se torne um país pacífico. Para isso, apontou o “único caminho” como a remoção da “mentalidade doentia” do governo através do voto nas próximas eleições.
O deputado estadual Vivaldo Costa (PV) utilizou o horário destinado aos oradores, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, para fazer um apelo em defesa da saúde mental da população potiguar. O parlamentar destacou a gravidade do tema e reforçou a necessidade de priorização dessa pauta pelas gestões municipais e estadual.
Com mais de meio século de atuação na área da saúde, Vivaldo lembrou sua trajetória de luta e compromisso com o bem-estar da população. “Há mais de 50 anos luto por essa causa. A saúde mental precisa ser tratada como prioridade total. Precisamos olhar com mais carinho para essa população que está sofrendo com a falta de atendimento e de um cuidado mais assertivo”, destacou.
Entre as ações defendidas pelo parlamentar, estão o aprimoramento e ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a criação de leitos psiquiátricos em hospitais públicos, a formação de equipes multidisciplinares e a implementação de programas permanentes de prevenção. Vivaldo ressaltou ainda o aumento preocupante dos casos de depressão, ansiedade e suicídio, especialmente após o período pandêmico, e enfatizou a urgência de medidas concretas.
O deputado também citou o projeto de lei de sua autoria, “A Vida Fala Mais Alto”, apresentado na Casa Legislativa e voltado à promoção da saúde mental e à valorização da vida. Segundo ele, a proposta precisa ser efetivamente colocada em prática pelos municípios. “Esse projeto é um instrumento de transformação e precisa sair do papel para impactar vidas”, defendeu.
Como exemplo de iniciativa bem-sucedida, Vivaldo mencionou o trabalho desenvolvido pela psicóloga Edna, no município de São José do Seridó, onde um modelo de atendimento foi instituído e permanece ativo até hoje, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da comunidade local.
Ao encerrar seu pronunciamento, o parlamentar reafirmou o compromisso de continuar lutando por políticas públicas que garantam atendimento humanizado e contínuo aos pacientes com transtornos mentais, reforçando que cuidar da mente é também cuidar da vida.
Texto aprovado pelo Parlamento amplia tempo de residência exigido
O Parlamento de Portugal aprovou nesta terça-feira (28) um projeto de lei que endurece as regras para a concessão de cidadania. A medida pode afetar brasileiros que vivem no país e desejam se tornar cidadãos portugueses. O texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente.
Na prática, os parlamentares alteraram a chamada Lei da Nacionalidade, que define quem é ou pode se tornar cidadão português. A norma também estabelece como estrangeiros residentes podem ter acesso à cidadania.
Nos últimos meses, Portugal vem discutindo reformas para restringir e combater a imigração ilegal. No início deste mês, por exemplo, o Parlamento aprovou mudanças na Lei de Estrangeiros, que limitam a regularização de turistas, impõem regras mais rígidas para reagrupamento familiar e endurecem a concessão de vistos, como os de trabalho.
Dia Nacional do Livro é comemorado nesta quarta (29)
O Dia Nacional do Livro, comemorado no Brasil na próxima quarta-feira (29), pode ser uma oportunidade para estimular a leitura já a partir da infância, contribuindo para o desenvolvimento da pessoa. É o que afirma o presidente da Biblioteca Nacional (BN), Marco Lucchesi.
“Sem dúvida alguma, a infância que começa com esse impacto de leitura acaba lendo o mundo dos livros e lê o livro do mundo. São duas descobertas que se complementam mutuamente. A criança vai criando dentro dela viagens para outros mundos, possibilidades de exercício de liberdade, de imaginação, de criatividade, e, particularmente também, de empatia”.
“A criança começa a compreender que existem outras formas de vida, outras organizações de mundo, outras formas de afeto distintas ou que recuperam como espelho o que aquela criança vive em sua casa. Mas, sobretudo, ela dá essa empatia”.
Casal consegue na Justiça o direito colocar nome da filha em homenagem ao papa
Após dois meses sem certidão de nascimento da filha, a família da pequena Mariana Leão conseguiu registrar a bebê em Juiz de Fora. Os pais escolheram “Leão” em homenagem ao papa, mas o cartório alegou que o nome poderia expor a criança ao ridículo por se referir a um animal.
O cartório também alegou que “Leão” não seria um nome próprio nem feminino, no entanto, a Justiça alegou que a recusa do cartório não tinha base legal e que a “mera associação de um nome a um elemento da natureza, seja flora ou fauna, não o torna, por si só, vexatório”.
O registro de Mariana foi feito em 20 de outubro, quando a bebê completou dois meses. Conforme a família, o nome é uma expressão da fé católica, religião seguida por eles. De janeiro a outubro deste ano, foram registrados 4.440 nascimentos em Juiz de Fora, segundo dados de cartórios locais.
Preço do garrafão de 20 litros poderá variar de R$ 9 a R$ 15 no estado
O preço do garrafão de 20 litros de água vai ficar mais caro em todo o Rio Grande do Norte a partir do próximo sábado (1º). O reajuste foi anunciado pelo Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn), como uma medida necessária diante do aumento dos custos de produção.
De acordo com o consultor executivo do Sicramirn, Daniel Penteado, o reajuste é “uma medida de sobrevivência de toda uma cadeia produtiva”. A entidade estima que o aumento deve variar de 10% e 20%. Com isso, os preços ao consumidor poderão ficar entre R$ 9 e R$ 15, a depender da cidade e bairro.
Segundo Penteado, o aumento atinge tanto a água mineral quanto a água adicionada de sais, que compõem a categoria de águas envasadas. O consultor explicou que o reajuste reflete o impacto de fatores como a inflação acumulada e o aumento dos custos de insumos.
“A inflação do ano, acumulada, é de 5%. Tem custo de matéria-prima — do garrafão, plásticos, lacre, tampa, rótulo — que são derivados de petróleo, são resinas termoplásticas. Existe o custo de importação, que o dólar oscila, o custo da resina em si, do transporte marítimo, da energia elétrica, da mão de obra”, detalhou.
O governo do RJ tinha afirmado nesta terça-feira (28) que 60 criminosos foram mortos durante a megaoperação
Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 55 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), o dia seguinte à operação mais letal da história do RJ.
O governo do RJ tinha afirmado nesta terça-feira (28) que 60 criminosos foram mortos durante a megaoperação na Penha e no Alemão — outros 4 policiais também morreram. Nesta quarta, o secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, informou que, a princípio, os corpos da praça não constam dessa contabilidade.
Haverá uma perícia para confirmar se há relação entre essas mortes e a operação. Se realmente se tratar de novos óbitos, o total de mortes pode ultrapassar 100. Depois, a Polícia Civil informou que o atendimento às famílias para o reconhecimento oficial ocorrerá no prédio do Detran localizado ao lado do Instituto Médico-Legal (IML), a partir das 8h. Nesse período, o acesso ao IML será restrito à Polícia Civil e ao Ministério Público, que realizam os exames necessários. As demais necropsias, sem relação com a operação, serão feitas no IML de Niterói.