Cabaré em Fortaleza cobrou tarifa de Trump de turista americano

Como de costume, o brasileiro não perde tempo quando o assunto é criar memes e zombar da própria tragédia, e com o tarifaço de Trump não seria diferente. Circula nas redes sociais o recibo de um cabaré de Fortaleza (CE) que teria cobrado uma taxa de 50% de um cliente norte-americano em resposta à sobretaxa anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.

A foto que circula na web é de uma suposta nota fiscal e mostra o adicional a ser pago pelo cliente com a seguinte observação: “Tarifa do Trump +50% – cliente americano”. A possível brincadeira ganhou tanta repercussão que se tornou um dos assuntos mais comentados do X nesta quinta-feira (10). Não há indício de que o estabelecimento exista ou que realmente tenha cobrado a taxa, mas na web diversos internautas aprovaram a atitude e fizeram piada com a situação.

A viralização do recibo ocorre em meio ao impasse diplomático entre Brasil e EUA após o anúncio da medida por Trump. O episódio aconteceu na quarta-feira (09) e ganhou repercussão em todo o mundo.
O percentual aplicado no suposto recibo do cabaré cearense é idêntico ao valor da sobretaxa anunciada para as importações brasileiras.

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Tarifas de 50%: Trump diz que deve conversar com Lula ‘em algum momento, mas não agora’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11) que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as novas tarifas aplicadas ao Brasil “em algum momento, mas não agora”. Na quarta-feira (9), o republicano anunciou, por meio de uma carta enviada a Lula e divulgada em suas redes sociais, que começará a cobrar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.

“Talvez em algum momento, mas não agora”, disse Trump ao ser questionado pela repórter Raquel Krähenbühl, correspondente da TV Globo em Washington, sobre a possibilidade de conversar com o presidente brasileiro a respeito das tarifas.

Em sua carta, Trump alega que um dos motivos para a taxação é o tratamento “muito injusto” recebido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, sugerindo que ele estaria sendo perseguido pela Justiça brasileira. Lula respondeu, também pelas redes sociais, que o Brasil é uma nação soberana e não aceitará ser “tutelado por ninguém”. Os dois presidentes ainda não conversaram, e a expectativa é que a nova tarifa entre em vigor em 1º de agosto.

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‘Guerra de guerrilha em território inimigo’: ex-embaixador em Washington avalia como Brasil pode responder a tarifa de Trump

Para Roberto Abdenur, que atuou por 45 anos no serviço diplomático brasileiro e foi embaixador em Washington, Pequim e em Berlim, o Brasil deve responder com firmeza, mas sem estridência à chantagem tarifária de Donald Trump. Em entrevista ao podcast O Assunto da sexta-feira (11) Abdenur destacou um dos princípios básicos das Nações Unidas, que é o da não intervenção em assuntos internos de outros países.

“Princípio que Trump está desrespeitando grosseiramente, brutalmente. Temos que reagir”.
Em conversa com Julia Duailibi no podcast, o embaixador fala em uma “contraofensiva” que, para ele, seria uma “guerra de guerrilha no território inimigo”. “É hora de nós partirmos, a meu ver, para uma contraofensiva. Nós devemos conduzir uma espécie de guerra de guerrilha no território inimigo, mediante diversas ações. Nós devemos mobilizar os políticos democratas, fazê-los conscientes dessa barbaridade e estimulá-los a se pronunciar contra o que o Trump está fazendo.”

Além de acionar políticos do partido democrata, Abdenur sugere que a Embaixada em Washington elabore uma nota mostrando os abusos da ação de Trump e a realidade dos fatos. Ao anunciar a tarifa de 50% a produtos brasileiros, Trump usou como argumento o fato de o Brasil “não estar sendo bom” para os EUA. Mas, na realidade, o Brasil importa mais do que exporta na relação com os EUA desde 2009.

Abdenur sugere também que empresários que têm relações comerciais com o Brasil sejam acionados. Segundo ele, quem importa produtos brasileiros deve ser mobilizado, já que as tarifas devem aumentar os preços, elevando a inflação nos EUA. E quem exporta para o Brasil pode ficar preocupado, caso o governo brasileiro decida retaliar os EUA com tarifas recíprocas.

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Avião faz pouso forçado e bate em cerca ao tentar decolar de fazenda na Grande Natal

Um avião monomotor fez um pouso forçado em uma propriedade rural de Macaíba, na Grande Natal, no fim da tarde de quinta-feira (10). O caso aconteceu por volta das 17h próximo às comunidades conhecidas como Tapará e Ladeira Grande, segundo a Polícia Militar.

Testemunhas informaram à polícia que os ocupantes da aeronave ainda tentaram levantar voo após o pouso, mas não conseguiram. O avião bateu em uma cerca da fazenda e virou. A cena da tentativa de decolagem foi registrada em um vídeo. Veja acima. Sem sucesso na tentativa, os ocupantes deixaram a aeronave no local e pediram informações a moradores da região para chegar à BR-304.

O avião é um monomotor modelo Cessna U206D com matrícula ativa na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e se encontra regular para operação de voo panorâmico, segundo a agência.

A aeronave pertence a uma empresa de paraquedismo. A Força Aérea Brasileira foi procurada pela Inter TV Cabugi, para dizer se o caso será investigado, mas não enviou posicionamento sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

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Cidade do RN tem mais de 90% da população morando em unidade de conservação ambiental, diz IBGE

Mais de 126,6 mil pessoas moram em Unidades de Conservação da Natureza (UC’s) no Rio Grande do Norte, segundo dados inéditos divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento foi feito no Censo 2022.

O número total representa 3,83% da população do estado. No entanto, chama a atenção a realidae do município de Nísia Floresta, na Grande Natal: segundo o IBGE, 91% da população da cidade, mais de 29 mil pessoas, moram dentro de unidade de conservação.

O município fica dentro da Área de Proteção Ambiental Bonfim/Guaraíra, que é a unidade com a maior população no estado. Ao todo, 72.035 pessoas moram nela. Em segundo lugar, está a Área de Proteção Ambiental Piquiri-Uma, com 43.423 residentes.

Segundo o IBGE, as unidades de conservação são espaços territoriais e os seus recursos ambientais com características naturais relevantes, instituídos pelo Poder Público e com regime especial de administração, com limites e objetivos de conservação.

No RN, foram identificados moradores em Áreas de Proteção Ambiental (APP), em florestas, em parques e em uma reserva de desenvolvimento sustentável. De acordo com a superintende estadual do IBGE/RN, Fabiana Fábrega de Oliveira, uma das inovações do Censo 2022 é o fornecimento das primeiras estatísticas oficiais sobre as características sociodemográficas dos grupos populacionais que moram nesses espaços.

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MP pede estudo mais detalhado para poda do maior cajueiro do mundo

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) entrou com um recurso nesta sexta-feira (11) pedindo à Justiça que a sentença que determina a poda do maior cajueiro do mundo, que fica em Parnamirim, na Grande Natal, seja complementada com um estudo técnico mais detalhado antes de qualquer intervenção na árvore.

A poda prevista para o maior cajueiro do mundo ganhou repercussão nesta semana após o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), órgão estadual responsável pela administração do cajueiro, cumprir etapas do processo, como audiências públicas na Câmara Municipal de Parnamirim.

O possível corte da árvore centenária gerou debates entre autoridades, ambientalistas, moradores e comerciantes: há os que defendem o corte como medida preventiva, e aqueles que são contra pelo risco de afetar a saúde e longevidade da árvore, um dos pontos turísticos do litoral potiguar (veja detalhes mais abaixo).

O embargo do MP citou que houve omissão nos termos da sentença e também que o MP não foi intimado da decisão proferida. O MP se ateve ao trecho da decisão que cita que o Idema deve realizar em até 120 dias “um estudo prévio que viabilize a regular poda ou intervenções similares no Cajueiro de Pirangi que possibilite o bom desenvolvimento da formação, bem como compatibilizar o livre trânsito de automóveis, transeuntes e residentes nas proximidades da referida árvore sem pôr em risco a própria saúde do vegetal e dos particulares”.

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Mutirão de cataratas no RN: Pacientes que fecharam acordo não foram indenizados

Pacientes que perderam o olho ou a visão em um mutirão de cataratas no ano passado em Parelhas, na Região Seridó do Rio Grande do Norte, e que haviam fechado acordo para receber indenização da prefeitura não receberam os valores até este mês de julho.

De acordo com a procuradora da cidade, Angélica Sena, após os acordos serem firmados, o Ministério Público do RN teria se manifestado para que esses pagamentos virassem precatórios, obecedendo, então, a esse calendário. Dessa forma, os pagamentos poderiam ocorrer em 2027, por exemplo. O MP não se manifestou sobre o caso.

O mutirão foi realizado pela prefeitura de Parelhas – em parceria com uma empresa de saúde ocular – nos dias 27 e 28 de setembro de 2024, perto das eleições municipais. Ao todo, 15 dos 20 pacientes que fizeram a cirurgia no primeiro dia sofreram infecção bacteriana – e 10 deles perderam o olho afetado. Segundo a procuradora, os acordos fechados tinham previsão de serem pagos em até 30 dias.

“Foram fechados acordos que previam um pagamento em até 30 dias após a homologação judicial. Houve um posicionamento do MP para que o acordo fosse alterado em relação ao prazo de pagamento, indicando a necessidade de que esses virassem precatórios e obedecesse a ordem cronológica de precatórios para pagamento”, explicou.

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Audiência em Parnamirim debate hiperconectividade e reforça campanha da ALRN

A Câmara Municipal de Parnamirim recebeu, nesta sexta-feira (11), uma audiência pública sobre os impactos da hiperconectividade na vida dos adolescentes, com plenário lotado por estudantes da Escola Estadual em Tempo Integral Dr. Antônio de Souza. O debate foi proposto pelo vereador Professor Ítalo, mas ganhou amplitude ao reforçar a campanha institucional da Assembleia Legislativa do RN, que em 2025 foca na adolescência como tema prioritário de conscientização e políticas públicas.

A campanha “Adolescência: acompanhe, compreenda e acolha”, lançada pela Assembleia no início do mês de junho, tem como objetivo ampliar o diálogo entre gerações e chamar a atenção da sociedade para os desafios enfrentados pelos jovens em uma era dominada pelas redes sociais e pelo uso excessivo de telas. A participação da ALRN na construção desse debate foi destacada por diversas falas durante o encontro em Parnamirim.

A diretora administrativa da ALRN, Dulcinéa Brandão, destacou a iniciativa da Assembleia Legislativa e do presidente Ezequiel Ferreira ao dar luz a esse tema, enfatizando a necessidade de atenção e olhar diferenciado para essa fase da vida. “Temos uma sociedade que precisa dessa atenção e eles precisam de políticas públicas e um olhar diferenciado”, disse.

Abrindo os trabalhos, o vereador Professor Ítalo ressaltou que o objetivo não é combater a tecnologia, mas aprender a usá-la com equilíbrio. “Vivemos conectados, mas precisamos ensinar os jovens a se conectarem com consciência. O uso excessivo pode gerar problemas sérios de saúde mental e afetar o desenvolvimento”, afirmou.

O psicólogo Michel Macedo reforçou essa ideia ao dizer que os adolescentes estão sendo mal compreendidos pela sociedade. “As transformações sociais profundas e a hiperconectividade são os maiores impulsionadores das queixas emocionais. Precisamos proteger esses jovens com urgência”, alertou.

O hebiatra Genner Barbosa explicou que a exposição intensa às telas atua como um mecanismo de vício, provocando picos de dopamina semelhantes aos causados por substâncias químicas. “É como uma droga. A recompensa é fácil, mas rasa. Isso impacta o desenvolvimento cerebral e emocional dos adolescentes”, destacou.

Durante a audiência, a psicóloga Débora Sampaio, apresentou a palestra “Acompanhe, Compreenda, Acolha” – título que sintetiza a essência da proposta institucional. Ela falou sobre os altos índices de transtornos mentais entre adolescentes e a urgência de escuta ativa e apoio emocional por parte da família e da escola.

O presidente do Conselho Tutelar I de Parnamirim, Mathaus Richardson, sugeriu a implementação da educação digital nas escolas como caminho para enfrentar o problema. “O excesso de telas está afetando o crescimento cognitivo das crianças. Precisamos também ampliar o acesso ao atendimento psicológico na rede pública”, defendeu.

A professora Maricele, representando o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condica), e a educadora Dinamene Rego, docente de sociologia e do componente Projeto de Vida, elogiaram a participação dos estudantes no debate. “Eles são críticos, questionadores e conscientes. A gente veio de uma geração em que não era ouvido. Agora é nossa vez de ouvir, acolher e garantir espaço para essas vozes”, disse Dinamene.

Um dos momentos mais marcantes da audiência foi a participação dos adolescentes. Como o depoimento do estudante Adriano Campos de Lima Júnior, de 17 anos, que criticou o debate restrito à proibição de celulares sem que antes se discuta a falta de alfabetização digital. “Pulamos uma etapa essencial. A população precisa ser informada e saber diferenciar o que é real do que é fake”, afirmou. Ao ler um texto preparado para o momento, a estudante Ana Beatriz Viana, reforçou o posicionamento. “A educação básica no Brasil tem qualidade baixa desde sempre e isso vem prejudicando nossas gerações cada vez. Deixando elas propícias a serem dependentes das informações rápidas, como as de IA’s”, completou. Além do tema central proposto, eles trouxeram ao debate questionamentos que saem do ambiente digital e encontram o mundo analógico, como problemas estruturais no ambiente escolar que vivem e o excesso de cobranças.

Ao longo dos últimos 10 anos, a Assembleia Legislativa do RN já abordou temas como Adoção (2015), Doação de Órgãos (2017), conscientização aos temas relacionados aos Idosos (2018), Combate ao Abuso Infantil (2018); Conscientização do Autismo (2018); Alienação Parental (2019); Violência Doméstica (2020); Doação de Sangue (2021); Conscientização do Alzheimer (2022); Feminicídio (2023); Paz nas Escolas (2023); Capacitismo (2024) e agora Adolescência.

Debate sobre exploração de energia eólica em Serra do Mel movimenta ALRN

Tentando equilibrar as discussões em torno da operação de empresa de energias renováveis no município de Serra do Mel, o deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB), como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, reuniu envolvidos no tema para uma audiência pública nesta sexta-feira (11) na Assembleia Legislativa. A audiência contou com a participação da deputada Divaneide Basílio (PT), titular da Comissão, do deputado federal Fernando Mineiro (PT), dos deputados estaduais Coronel Azevedo (PL) e Nelter Queiroz (PSDB).

“Nosso objetivo é ouvir, com equilíbrio e imparcialidade, os diversos pontos de vista sobre a implantação de projetos de energia renovável no município de Serra do Mel, região estratégica para o desenvolvimento energético do nosso estado.

Na pauta das discussões, uma ação judicial impetrada pela Fetarn (Federação dos Trabalhadores Rurais), CUT e SAU (Serviço de Assistência Urbana), que questionam o percentual de repasses pela empresa multinacional francesa Voltália, que explora a área onde mais de 80 torres de energia eólica. A ação, que cobra uma indenização de mais de R$ 100 milhões, com recursos a serem geridos pelas 3 entidades, é questionada por donos de terras que são beneficiadas e que, durante a audiência, acompanharam das galerias através de telões que foram disponibilizados pela Casa.

“Esta comissão está sendo isenta”, disse o deputado Ubaldo, afirmando que recebeu todos os lados do movimento, que convidou todos os deputados da Casa, e que a intenção era realizar a audiência em Serra do Mel, portanto foi impedido pelo fato da Câmara local não estar disponível.

Representante da multinacional, a diretora Ariana Machado explicou que há 13 anos a empresa opera e nunca foi acionada para nenhuma discussão em torno do que hoje incomoda o grupo que acionou a justiça. Ex-prefeito de Serra do Mel, proprietário de terra e defensor da ação judicial, desafiou a empresa a retirar os equipamentos caso a ação siga na justiça. Representantes das instituições defenderam as mudanças recomendadas pelo Ministério Público, e comentaram sobre problemas de saúde registrados em moradores por causa da exploração desordenada.

O prefeito de Serra do Mel, Hudson Azevedo, disse não concordar com a retiradas das eólicas e que vai trabalhar para que isso não aconteça. Ele dividiu o tempo de fala com o ex-prefeito Bibiano “Que pena que nossos produtores não estão nesse plenário”, disse o ex-prefeito, lembrando como o projeto de eólicas chegou ao município, quando todos os envolvidos leram contratos. “Não podemos esconder e temos que reconhecer o impacto econômico nesses 12 anos”, disse o ex-prefeito. “Nunca vou estar contra os meus produtores, vou estar sempre do lado deles, e sou contra a ação civil pública pelas coisas absurdas que colocaram”, disse, fazendo um apelo às instituições que assinam a ação judicial. “Em nome de todos os produtores: retirem a ação e vamos discutir melhorias”, disse, para que o povo não seja prejudicado.

O deputado Nelter Queiroz prestou solidariedade aos produtores que acompanharam a audiência pelos telões nas galerias, e considerou ‘estranha’ a ação que corre na justiça. “A Serra do Mel não é da CUT, não é da Fetarn, é do povo que lá mora”, alertou Nelter.

“Um debate tardio”, disse a defensora pública de Assú, Giovanna Burgos, debatendo sobre os impactos causados por grandes empreendimentos. Ela entende que a ação judicial trouxe, pelo menos, a oportunidade de debater. “Pode ser uma pessoa apenas, mas se essa pessoa se sentir incomodada, ela pode entrar com uma ação na justiça”, ressaltou. Ela sugeriu que a Assembleia siga discutindo sobre o tema.

Representando o Ministério Público, a promotora Kaline defendeu a ação, sugeriu que o Idema fosse ouvido em relação a licenciamento, e afirmou que o MP segue “O Ministério Público sempre estará do lado do meio ambiente, e se houver danos, que esses sejam reparados”. A promotora ressaltou o olhar para a comunidade que convive com os parques eólicos no local.

Representando a bancada federal, o deputado Fernando Mineiro parabenizou a CUT, a Fetarn e o SAL pela luta, afirmando que a luta não é do PT, já que aliados do partido estão na luta em posição contrária à dele. Mineiro questionou os contratos ‘sigilosos’, afirmando que, enquanto os produtores estão brigando, a empresa multinacional está contabilizando os lucros na França. “Ninguém está querendo tirar direitos”, disse Mineiro, afirmando que vai acionar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal para ter acesso aos contratos firmados com a empresa Voltalia, que opera em Serra do Mel. “Sigilo em contrato?”, questionou Mineiro.

O deputado Coronel Azevedo defendeu os produtores de Serra do Mel, justificando que, de acordo com números apresentados pela multinacional francesa, o PIB per capita de Serra do Mel era um dos piores no Rio Grande do Norte antes da chegada do projeto de energias renováveis no município. “Hoje Serra do Mel está entre os 10 PIB per capita no Rio Grande do Norte”, afirmou o deputado, sugerindo a realização de outra audiência para debater o assunto, desta vez no município afetado. “Por que se pede uma indenização de R$ 106 milhões?”, questionou o deputado Azevedo.

A audiência foi concluída com a abertura do espaço para outros debatedores inscritos como o ex-arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira, representando o SAL, o procurador do Estado José Marcelo Costa, e outros presentes que se inscreveram. “Esta audiência não se propõe a julgar ou tomar decisões, mas sim a ouvir todos os lados com equilíbrio, permitindo que autoridades, empresas, especialistas e cidadãos contribuam para a construção de soluções justas e sustentáveis”, encerrou o deputado Ubaldo Fernandes.

Filme sobre André Vicente é lançado dia 14, em Caicó

Resistência, afeto e o encantamento da infância vivida no sertão, marcam a história contada em “Pemba”, um filme com direção de Lourival Andrade, que conta a trajetória do menino André Vicente, desde a vivência no sítio Salgadinho, até tornar-se historiador e renomado artista visual.

A estreia de Pemba, acontece na Mostra de Cinema Trapiá 10 em Anos, dia 14, na próxima segunda-feira, no Cineland de Caicó, às 19h, com entrada gratuita. Além de Pemba, outros filmes, já lançados, serão exibidos no cinema de Caicó: P’S (2018), Fole (2021), Sertão Bruto (2023), e Mariana e Ludovina (2024).

O filme é embalado por aspectos da ancestralidade de André, como Pemba, um giz de bastão usado nos rituais afro-brasileiros. Também o Santuário do Rosário, o Externato de Dona Lourdes, paisagens da caatinga, o subir e descer de árvores, ou a brincadeira com bola, fazem parte do cenário, sempre contando com a presença forte e constante da sua mãe, Maria de Salgadinho.

A realização é da Trapiá Filmes com produção da MAPA Realizações Culturais, através da Lei Paulo Gustavo, Fundação José Augusto, Secretaria Estadual de Cultura, Governo RN, Ministério da Cultura e Governo Federal. O filme é legendado para surdos e ensurdecidos, cumprindo critérios de acessibilidade.

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