Ossadas encontradas no interior do RN pertencem a mãe e filhos desaparecidos, confirma ITEP

O Instituto Técnico-Científico de Perícia do RN (ITEP-RN) confirmou que três das quatro ossadas encontradas em Lagoa Salgada, município da região Agreste potiguar, pertecem a mãe e filhos que estavam desaparecidos. A informação veio nesta quinta-feira (27), em divulgação do resultado dos exames de DNA e laudo antropológico do caso.

Segundo o ITEP, através de exame de DNA, foi constatada as identidades de Evanikele Francisca Costa de Rocha, 36 anos; Eloísa Rocha da Silva, três anos; e João Vitor Costa Rocha, seis anos (as idades citadas são de acordo com a época do desaparecimento, que ocorreu no final de julho de 2022). 

A última ossada ainda está em processo de identificação. “Utilizamos as mesmas técnicas que são usadas em todo o Brasil. Dessa pessoa que falta, recebemos agora um fragmento do osso do fêmur e acredito que em até 15 dias podemos ter uma resposta”, destacou Fabrício Fernandes, perito oficial e chefe do Laboratório de Genética Forense do Itep.

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Reservas Hídricas do RN chegam a 63% da sua capacidade total

Os últimos dados do Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do Estado, divulgado, nesta quinta-feira (27), pelo Governo do RN, através do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), indicam as reservas hídricas superficiais totais do estado já somam 2,709 bilhões de metros cúbicos, percentualmente, 63,01% da sua capacidade total, que é de 4,36 bilhões de m³.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula 1,605 bilhões de m³, correspondentes a 67,67% da sua capacidade total, que é de 2,373 bilhões de m³. A barragem Santa Cruz do Apodi, segundo maior manancial do RN, acumula 378,20 milhões de m³, equivalentes a 63,06% da sua capacidade total, que é de 599,71 milhões de m³. 

O açude público de Marcelino Vieira acumula 10,65 milhões de m³, percentualmente, 95,09% da sua capacidade total, que é de 11,20 milhões de metros cúbicos. Outros 04 mananciais, além do já citado, açude público de Marcelino Vieira, permanecem com volumes superiores a 90% da sua capacidade: Rodeador, em Umarizal, com 99,63%; Morcego, em Campo Grande, com 99,40%; Malhada Vermelha, em Severiano Melo, com 98,67%; e Santa Cruz do Trairi, com 96,51%.  

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Governo Central registra maior déficit para meses de março em 3 anos

Ao arrecadar menos por causa de desonerações concedidas pelo governo passado e com gastos de programas sociais em alta, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou o maior déficit primário para meses de março em três anos. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 7,085 bilhões, déficit de 10,4% maior que o resultado negativo de R$ 6,418 bilhões obtido em março de 2022.

Ao descontar a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conta mais usada pelos analistas, o déficit é 5,5% maior que o de março do ano passado. Tanto em valores nominais como reais (corrigidos pela inflação), o resultado de março foi o pior para o mês desde março de 2020, quando houve déficit primário de R$ 21,131 bilhões após o início da pandemia da covid-19.

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ABC leva gol no fim, empata contra o Grêmio e está eliminado na Copa do Brasil

O ABC está eliminado da Terceira Fase da Copa do Brasil após empatar em 1 a 1 contra o Grêmio, na Arena do Grêmio, na noite dessa quinta-feira (27). No primeiro jogo, o mais querido perdeu por 2 a 0, no Frasqueirão. O próximo compromisso do alvinegro será contra o Ceará, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, às 18h.

Apesar de estar com um time mais forte, com Luis Suárez de titular, o Grêmio pouco produziu e não assustou a meta do goleiro Simão. O tricolor sempre pecava no último passe e na boa posição da defensiva alvinegra.

Já o ABC só restava jogar nos contra-ataques. Por meio dessa estratégia foi que o primeiro gol saiu após bom passe de Daniel, que encontrou Matheus Anjos livre para marcar e diminuir a vantagem diante do Grêmio. O próximo compromisso do ABC será contra o Ceará, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, às 18h.

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TCE identifica falta de ventiladores, sabão e papel em escolas municipais

Em vistorias a um conjunto de escolas publicas municipais de 19 municípios potiguares, os auditores do Tribunal de Contas do estado (TCE/RN) encontraram deficiências de estrutura. Foram verificadas inadequações em 80% dos banheiros. Cerca de metade (46,6%) deles estava sem portas, ou quebradas; não tinham papel higiênico (53,33%); nem sabão para higienização das mãos (53,3%). Em 56,6% havia problemas nas paredes como rachaduras e/ou trincas, falhas de pintura, infiltrações e/ou mofo, vandalizadas, faltantes ou quebradas.

O relatório, que inclui 30 instituições públicas municipais de ensino, apontou que entre as escolas visitadas, 73,33% das salas de aulas problemas aparentes, como mobiliários, vidros e janelas quebrados, danificados ou vandalizados; iluminação inadequada e ambiente não arejado ou com ventilação insuficiente. Entre as inadequações havia ainda rachaduras, trincas, falhas de pintura, infiltrações ou mofo nas paredes. Todas as escolas visitadas possuem cozinha, mas 83,33% estão sem alvará ou licença de funcionamento emitido pela Vigilância Sanitária.

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Sesap expande telemedicina para serviço de atendimento domiciliar no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) ampliou o alcance do programa de telemedicina no Rio Grande do Norte. As equipes do serviço de atenção domiciliar (SAD) dos hospitais Monsenhor Walfredo Gurgel, Dr. José Pedro Bezerra (Santa Catarina), Giselda Trigueiro e Regional Deoclécio Marques de Lucena receberam cada um eletrocardiograma (ECG) e smartphones para agilizar o atendimento aos pacientes assistidos por meio do sistema de telemedicina.

A ação alcança 251 pacientes que são atendidos pelos SAD’s dos hospitais, sendo 84 do Walfredo Gurgel, 66 do Giselda Trigueiro, 61 do Deoclécio Marques e 40 do Santa Catarina, e agora contam com ECG no acompanhamento clínico. A novidade agrega à assistência um melhor prognóstico dos pacientes, melhorando as condições de traçar uma evolução do tratamento no domicílio.

As equipes passaram por uma capacitação junto ao programa de telemedicina da Sesap para realizar a conexão rápida. O equipamento realiza o ECG, que é transmitido pelo profissional do SAD a central de telemedicina. O resultado é lido pelo médico especialista, que emite o laudo e devolve o exame ao profissional da origem em até 15 minutos. Com o resultado, se necessário ainda é possível requisitar uma segunda opinião médica especializada.

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Justiça determina suspensão do Telegram no Brasil

A Justiça determinou que operadores de telefonia e lojas de aplicativos suspendam aplicativo Telegram imediatamente. A decisão judicial veio após o aplicativo não entregar todos os dados de grupos neonazistas presentes dentro da plataforma.

De acordo com a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, as empresas de telefonia Vivo, Claro, Tim e Oi, além das responsáveis pelas lojas de aplicativo Play Store e App Store, Google e Apple, também irão receber o ofício sobre a suspensão do app ainda na tarde desta quarta-feira (26).

Além de determinar a suspensão da plataforma, cada dia de recusa em fornecer os dados custará caro ao aplicativo. A Justiça ampliou a multa diária (que anteriormente era de R$ 100 mil), para R$ 1 milhão.

Na sexta-feira (21), o Telegram chegou a entregar parte dos dados pedidos pela PF após pedir uma intervenção do judiciário. Porém, a corporação deseja contatos e dados dos integrantes e administradores de um grupo neonazista. O aplicativo não disponibilizou os números de telefone.

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Audiência pública em Assu pede mais informação e menos preconceito acerca do autismo

Marcando o encerramento do “Abril Azul”, mês dedicado à causa do autismo, a Assembleia Legislativa promoveu, nesta sexta-feira (28), na Câmara Municipal de Assu, uma audiência pública para debater a necessidade de se difundir mais conhecimento e combater o preconceito a respeito das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O encontro, proposto pelo deputado Kleber Rodrigues (PSDB), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência e Autismo, reuniu autoridades das secretarias de Saúde e Educação do município, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Executivo municipal, além de representantes de entidades e associações ligadas ao autismo, sediadas no Vale do Açu e em Mossoró.

“Nós realizamos no Legislativo inúmeras audiências públicas sobre diversos temas, mas esta bandeira tem um significado especial, porque, como representante público, minha maior alegria é saber que, através de momentos como este, surgem várias ideias. E eu digo sempre que só quem pode falar com muita propriedade sobre as dificuldades do dia a dia são vocês mesmos”, iniciou o deputado Kleber.

Segundo o parlamentar, “a visibilidade do assunto está muito longe do esperado, mas é em momentos como este que se fortalece a causa, para que, com união, se possa alcançar novas conquistas”, complementou.

Em seguida, Kleber Rodrigues mostrou que não há um censo no Brasil acerca do tema, então não há como precisar a quantidade de pessoas com TEA no País. “Esta é uma luta minha – e eu espero que seja de todos. Nós precisamos realizar um censo, para que possamos saber o número exato de pessoas que necessitam de apoio e, a partir daí, saber de quantos profissionais precisaremos, de quantos equipamentos, prédios etc. Isso tudo dificulta diagnóstico e tratamento, já que não conseguimos mensurar nada”, lamentou.

A respeito das legislações aprovadas em defesa do assunto, o deputado citou a Lei n. 24/2023, que criou o adesivo para carros com identificação da pessoa com TEA e promove campanhas de conscientização no trânsito; a Lei n. 10801/2020, que dispõe sobre a prioridade de matrícula em escolas públicas para alunos com deficiência; e a Lei n. 11121/2022, que instituiu o selo “Empresa Amiga dos Autistas”.

Acerca das suas emendas parlamentares destinadas à causa, Kleber citou a verba para a associação AMOR, de Mossoró; os recursos para o Itep, a fim de viabilizar a abertura de salas de atendimento especial para pessoas com deficiência intelectual e TEA em todas as Centrais do Cidadão; além da emenda destinada à realização de cursos profissionalizantes para pessoas com TEA em quatro regiões do RN: Metropolitana, Agreste, Oeste e Mato Grande.

Para o deputado Neilton Diógenes (PL), o momento em que a Política realmente existe e é efetiva é este, quando escuta a população. “E esta população hoje precisa ser ouvida, dentro dos aspectos de propagação e de cumprimento da lei. E nós não temos apenas o papel de formular essas leis, mas também de cobrar o seu cumprimento, a fim de proteger os direitos dos cidadãos que representamos”, frisou, acrescentando que “Kleber Rodrigues já fez história na defesa dos autistas dentro do Estado”.

De acordo com Kécia Maia, representante da Secretaria de Saúde de Assu, “quanto mais propagarmos conteúdos para conhecimento acerca do TEA, mais conseguiremos alcançar a igualdade para essa parcela da nossa população”. Ela destacou ainda que a secretaria tem dado toda assistência e prioridade às dificuldades das pessoas com autismo, a fim de prestá-las um serviço público com qualidade e eficiência.

“Para isso, a Administração Pública municipal tem sido parceira nas ações que destinam atenção especial às pessoas com TEA, com os CRIs, CRAs e centros clínicos, além de equipamentos necessários e diversos profissionais qualificados à disposição”, concluiu.

De acordo com Gabriela Cabral, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Assu e também mãe de uma criança autista, a AMAAVA (Associação de Mães e Amigos dos Autistas do Vale do Açu) “surgiu do sonho de treze mães que, por amor, resolveram lutar pelos seus filhos”.

“A associação só existe há três anos, mas já é tão necessária para os nossos filhos quanto o ar que respiramos. Se não fosse pela AMAAVA os nossos filhos não teriam oportunidade de se desenvolver. Além disso, quantas vezes nós precisamos desabafar e somos tão bem acolhidas pela equipe de Psicologia da instituição?”, indagou.

Ao final da sua fala, ela agradeceu aos terapeutas, à diretoria e a toda equipe de profissionais da entidade. “Tenho muita gratidão por toda dedicação aos nossos filhos. Muito além de emprego, ajudar essas crianças a se desenvolverem é uma tarefa árdua, em que vocês precisam sempre se reinventar. E nós, mães, também precisamos fazer a nossa parte, pedindo ajuda aos vereadores, deputados, senadores, para que destinem mais emendas em prol da nossa causa. Muitas mães aqui têm seus filhos segregados, mas não deixem isso acontecer, porque a inclusão é um direito de vocês. Não aceitem, denunciem, busquem o Ministério Público, a OAB. E lembrem-se: direito não é favor; desistir não é opção”, desabafou, emocionando a todos.

Na sequência, Thaís Patrícia, presidente da AMAAVA, enfatizou que a luta nunca vai ter fim. “Mas se antes eu chorava bem mais, hoje eu consigo conter um pouco as lágrimas para agradecer o que temos. As parcerias que firmamos nesses três anos enchem meu coração de gratidão, mas sabemos que isso não é suficiente. E a gente vai buscar os direitos dos nossos filhos, custe o que custar, seja pelo diálogo, seja pela luta”, contou.

Thaís desabafou ainda sobre a luta pessoal com sua filha de 14 anos. “Hoje a minha filha já me pergunta como será sua vida na faculdade. Vocês têm dimensão de que isso nunca passará na nossa vida? Então eu agradeço aos vereadores que destinaram emendas e aos deputados aqui presentes. Foram R$ 450 mil em emendas e com esse recurso eu pude contratar 16 profissionais. Então eu agradeço a todos mais uma vez e peço que continuemos juntos e firmes na nossa luta, sempre”, conclamou, emocionada.

A representante da APAE Brasil no RN, Tâmara Soares, ressaltou a importância do respeito, da empatia e da inclusão. “Eu quero reforçar também para as autoridades presentes o quanto é importante termos voz. Hoje nós ainda encontramos dificuldades na aceitação e na busca pelos nossos direitos. Então, que a partir de hoje, possamos juntos promover inclusão e dar oportunidade a todos. Tenham certeza que vocês terão, nacionalmente, uma voz que falará por vocês e estará ao seu lado nesta luta incansável”, garantiu.

A vereadora e presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Assu, Lucianny Guerra, pediu união entre agentes políticos, entidades e familiares, em prol da melhoria na qualidade de vida das pessoas com TEA.

“Esta é uma bandeira minha desde a campanha. Eu tenho um projeto com recursos próprios, em que trabalho reabilitando vidas, disponibilizando equipamentos, como cadeiras de roda e de banho. E a luta é grande, por isso a gente tem que se unir para lutar pela nossa população, independente de partido”, finalizou.

Concluindo os discursos da Mesa dos Trabalhos, a vice-prefeita de Assu, Fabielle Bezerra, falou um pouco da sua história com as necessidades e a luta das pessoas com espectro autista na vida pública. “Nós trouxemos para esta Casa a primeira lei em favor da pessoa com autismo, com o símbolo da placa prioritária. Além disso, propusemos a lei que instituiu a Semana de Conscientização do Autismo”, citou.

Ela destacou também a importância da informação, do amor, da empatia e da vontade de ajudar as mães que enfrentam a luta ao lado dos filhos.

“Nós temos que pensar em quem está na ponta, ou seja, nas crianças que precisam de auxílio. Hoje eu estive com os deputados e eles puderam ver aonde a AMAAVA chegou em tão pouco tempo. Portanto, é preciso levar cada vez mais políticas públicas para essas pessoas e suas mães que tanto precisam. Precisamos tirar esses direitos do papel”, concluiu.

Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O Transtorno do Espectro Autista é caracterizado por algum grau de dificuldade na interação social e na comunicação. Nem todos os autistas têm a necessidade de apoio constante, e vários podem ter uma vida independente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada 100 crianças no mundo tem o transtorno. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as oportunidades de desenvolvimento.

No Rio Grande do Norte, diversas leis apresentadas pelo deputado Kleber Rodrigues garantem educação multidisciplinar, além da prioridade a serviços públicos e privados às pessoas com autismo.

Abril Laranja: audiência pública debate encaminhamentos importantes sobre a Causa Animal em Caicó

A causa animal foi debatida em audiência pública na noite desta quinta-feira (27), na Câmara de Vereadores de Caicó, dentro da perspectiva do Abril Laranja. Proposta pelo vereador Diogo Silva, o debate contou com a participação dos secretários Gedson Santos (Saúde), Mateus Costa (Infraestrutura), Joseane (Meio Ambiente), além de representantes das ONGS Ampara e ACAPAM, protetores de animais, Polícia Ambiental, o promotor do Ministério Público Geraldo Rufino, além de outros convidados.

Caicó hoje tem atualmente 9.541 cães e 8.683 gatos. A audiência foi aberta com a explanação da jornalista Andrea Pilar que faz parte da produtora Okearo e da série SOS Animal que desenvolve um projeto de suma importância em várias cidades do Brasil e que se colocou à disposição para ajudar no processo de implantação do projeto em Caicó.

Representando a ACAPAM a Isabel Larissa sugeriu que a Prefeitura de Caicó crie um abrigo transitório para se recuperar da castração. O mestre em zootecnia Dilermano Simoes falou sobre o trabalho que é desenvolvido no Abrigo Municipal e os encaminhamentos que são feitos por lá.

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Combate à violência nas escolas é tema de audiência na Assembleia Legislativa

“O futuro da segurança nas escolas do RN: debate da humanização da Educação”. Esse foi o tema abordado pela audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (27), na Assembleia Legislativa. Proposto pelo deputado Ubaldo Fernandes (PSDB), o encontro contou com a participação de representantes das secretarias de Educação do Estado e de Natal; da Segurança Pública; da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional RN; além de entidades de ensino, sindicatos e grêmios estudantis.

Iniciando os discursos. o deputado Ubaldo Fernandes destacou que o debate acontece num momento de angústia, incerteza e medo, diante de ataques em escolas de todo o Brasil.

“A segurança nas escolas engloba diversos fatores, que – isolados ou não – vêm tornando a nossa sociedade muito adoecida e, consequentemente, os ambientes estudantis insalubres. O tema sobre o qual nos debruçamos hoje é bastante complexo, porque abrange fatores socioeconômicos, psicológicos, afetivos, relações familiares, violência (física e psicológica), além do acesso indiscriminado desses jovens a certas redes sociais que estimulam atitudes negativas”, frisou.

Segundo o parlamentar, são necessárias políticas públicas educativas e de conscientização.

“Precisamos de projetos que incluam a comunidade escolar em ações sobre bullying, inclusão, respeito à diversidade, enfim, numa cultura de paz. Além disso, é necessário entender que a família também é uma instituição e que ela deve caminhar junto à escola”, acrescentou.

De acordo com Ubaldo, o governo federal anunciou recentemente, de forma emergencial, o investimento de R$ 3,1 bilhões, sendo mais de R$ 3 milhões para o RN.

“Esse montante deve ser revertido em projetos de incentivo à infraestrutura, à paz nas escolas e para iniciativas de desenvolvimento psicológico”, explicou.

Em seguida, o deputado convocou todos a refletir se seria positivo dotar as escolas de agentes e equipamentos de segurança; ou como evitar a transformação do ambiente escolar num local “militarizado”.

“Será que é preciso um treinamento especial, como existe nos Estados Unidos? Infelizmente, lá os ataques em escolas seguem em alta, apesar de um investimento contínuo e bilionário nas instituições de ensino, tanto dos estados quanto do governo federal”, alertou.

Citando dados estatísticos e pesquisas realizadas no país norte-americano, o parlamentar disse que, dentre as soluções apontadas nos EUA, estão o fortalecimento dos canais de denúncia, a formação de equipes de avaliação de ameaças e o cuidado com a saúde mental de todos os envolvidos no ambiente escolar, começando pelo aumento do número de profissionais de Psicologia.

“Enfim, estamos aqui hoje para colocar um farol sobre essas e outras ideias que venham a surgir neste debate e apontar caminhos para pactuar políticas de proteção nas escolas do Rio Grande do Norte. Precisamos ressignificar esse ambiente tão importante para as nossas crianças e adolescentes, pois é o primeiro lugar onde eles ingressam, então precisa ser um local de leveza, alegria, brincadeiras, construção, aprendizagens e de boas memórias afetivas, que as acompanharão por toda a vida”, finalizou.

Na sequência, a deputada Eudiane Macedo (PV), que subscreveu a audiência pública, iniciou seu discurso falando que o objetivo do encontro é unir forças de todos os setores do Estado, a fim de desenvolver políticas públicas para transformar as escolas num lugar de paz.

“E por que envolver todas as áreas? Porque a gente não vai conseguir conscientizar os nossos jovens sem uma ação integrada e, principalmente, sem que a família assuma o seu papel, porque ela é a base, é onde tudo começa”, enfatizou.

Para Eudiane, as políticas de Segurança devem passar pelos professores e gestores das instituições de ensino, “afinal, são eles que conhecem a realidade dos alunos”.

Em seguida, ela destacou um projeto de lei apresentado pelo seu mandato, em 2019, que tinha a finalidade de incluir nas escolas profissionais da Psicologia e da Assistência Social.

“Mas o projeto não conseguiu passar nas comissões, porque gerava despesa para o município. Atualmente, existe uma lei federal tratando do tema, e o nosso mandato colocou o indicativo ao Governo do Estado, para que implantasse esse projeto”, contou.

Ainda segundo a deputada, “antigamente, nós éramos apelidados na escola e não levávamos adiante. Mas hoje se sofre calado com o bullying e o cyberbullying. E isso pode gerar consequências muito sérias, como estamos vendo. Por isso deve haver essa equipe interdisciplinar nas escolas. Equipá-las com seguranças armados não vai funcionar. O Estado deve gerir os recursos de maneira prática e eficaz. Portanto, ficam como sugestões o fortalecimento da ronda escolar e do Proerd, além da necessidade de ampliação do debate, envolvendo todos: família, instituição de ensino e Estado”, concluiu.

Dando continuidade aos pronunciamentos, o secretário adjunto de Educação de Natal, Aldo Fernandes, lembrou que o assunto vem sendo debatido há muitos anos no País e, após a pandemia, a problemática se alastrou, surgindo a necessidade de se amplificar as
discussões.

“Essa temática é dever da família, da sociedade e do Estado. E nós não podemos apenas transferir esse dever, mas recebê-lo, enquanto cidadãos, independente do cargo que ocupemos, assumindo a incumbência de sempre olhar de frente essas dificuldades trazidas pela nossa sociedade”, opinou.

De acordo com o secretário adjunto, as Rondas de Proteção Escolar (Rope) têm dois grandes objetivos.

“Primeiro, realizar um tratamento preventivo, conversando com gestores, pais, terceirizados e estudantes, para que possamos amadurecer ideias, como o estímulo ao esporte e à literatura, bem como o aprofundamento da educação. O segundo ponto são as atividades corretivas, e isso nós estamos fazendo a contento em Natal, aumentando o efetivo e dando toda assistência possível”, detalhou.

Além disso, Aldo Fernandes afirmou que é preciso fazer mais investimentos na área. “E eu não chamo de despesa, pois todo e qualquer incremento na Educação é investimento. Dentro disso, abrimos vários processos, dentre os quais, o de videomonitoramento, com um trabalho integrado com as polícias”, disse, levantando a ideia de que seja criado um Grupo de Trabalho para amadurecer ideias, “não só no trato da correção, mas também da prevenção”.

O coordenador do Núcleo Estadual de Educação para a Paz e Direitos Humanos, João Maria Mendonça, disse que é de fundamental importância refletir sobre as causas que proporcionam essa violação de direitos e a cultura de violência que temos na sociedade.

“Este é um fenômeno complexo que exige soluções complexas. A violência é construída em rede, com fatores econômicos, sociais, ideológicos etc. E ela se reflete na intolerância, xenofobia, misoginia, violência contra crianças e idosos. O antídoto para isso é a cultura da paz. O melhor e único caminho é a prevenção, e ela começa na família, com os pais, continua na escola e termina na comunidade como um todo”, afirmou.

Sobre as ações da sua entidade, o coordenador explicou que as 16 diretorias regionais de Educação estão criando seus próprios núcleos para a paz e direitos humanos nas escolas, tendo Parnamirim como referencial.

“Além disso, temos feito um trabalho de capacitação dos gestores e educadores; estamos firmando parcerias com batalhões de proteção e institutos de outros estados; e, no próximo dia 2, estaremos firmando parceria com o Ministério Público”, explicou, acrescentando que recentemente foi instituído o Comitê Estadual Intersetorial, com a presença da Assembleia Legislativa, sindicatos, secretarias e Tribunal de Justiça, para formatar um conjunto de ações a curto, médio e longo prazo, além da política estadual relacionada à cultura de paz”.

Já o presidente da Comissão de Fiscalização do Exercício Profissional da OAB/RN, Kennedy Diógenes, falou que a paz se constrói nas pequenas ações, diariamente.

“Quer um futuro de paz? Transforme o próximo segundo de paz. E como isso pode ser feito? No dia a dia, cuidando do presente. Nós precisamos ter uma atitude muito forte na direção do que queremos para a nossa sociedade. Eu falo como pai e avô de crianças que começam agora sua jornada escolar. E eu confesso que estou com o coração aflito, sem saber o que acontecerá no futuro”, desabafou.

Kennedy Diógenes disse ainda que está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê a inclusão da OAB nas escolas, através de seus advogados, para agirem como difusores de conhecimento na área de violência contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes, principalmente como mediadores.

“Portanto, nós estamos aqui para contribuir com as atitudes do Poder Executivo. Violência nas escolas não se combate com mais violência, e sim, com inteligência. A OAB é contra qualquer autoridade dentro da sala de aula que não seja o professor; qualquer arma que não seja o livro; e qualquer pensamento que não seja o da construção de uma sociedade justa, solidaria e fraterna”, finalizou.

Presidente do Sindicato das Escolas Particulares do RN, Alexandre Marinho, frisou que o tema é de violência “nas” escolas, e não provocada pelas escolas.

“Eu estou participando de um grupo de gestão no Estado, e nós já tivemos várias reuniões. Isso significa que está havendo um somatório de pessoas e autoridades com um único objetivo: trazer a paz nas escolas. Porque, hoje em dia, esse ainda é o único lugar de paz que a sociedade tem. E no dia que isso acabar, não existirá mais sociedade”, garantiu.

De acordo com o presidente do sindicato, os pais precisam cumprir o seu papel dentro da sociedade, prestando atenção às necessidades e aos conteúdos acessados pelos seus filhos.

“Onde estão os pais nessa história? Antigamente, a escola era a segunda casa, e os pais eram a primeira. Hoje a escola é a primeira e a segunda. Os pais precisam arranjar tempo para saber o que seus filhos estão fazendo, quais filmes estão assistindo, o que estão acessando na internet etc. Eu digo isso porque sou pai e avô. É necessário dar limites aos nossos filhos, porque quando eles chegam na escola, ali também há limites. E, atualmente, a gente sente que os pais estão mais inseguros que os próprios filhos”, enfatizou.

A representante da Segurança Pública, Tenente-coronel PM Soraia, fez uma explanação acerca das atividades do Batalhão de Policiamento Escolar e Prevenção ao Uso de Drogas e à Violência.

“Nós trabalhamos com as viaturas do policiamento escolar fora da escola, com os policiais do Proerd dentro das salas de aula e com a Patrulha Maria da Penha, que está presente na visita às mulheres vítimas de violência e ainda fazendo palestras sobre a violência dentro dos lares, que é refletida na escola”, explicou.

Segundo a Tenente-coronel, há seis viaturas operacionais em Natal voltadas ao policiamento escolar.

“Nós implementamos o policiamento a pé, geralmente com três a quatro policiais, de forma extraordinária. Temos também a banda ‘Geração Proerd’, que vai a uma escola diferente cada sexta-feira, levando palestras e ministrando o currículo regular. Então, nós estamos fazendo o que podemos com o que temos, a fim de minimizar os danos. É claro que atuamos na prevenção, mas o policiamento escolar quando vai é porque já existe um problema, infelizmente. Nós não iremos substituir a família nem a escola, mas estamos sempre disponíveis para contribuir com a formação dessas crianças e jovens”, concluiu.

Por fim, discursando em nome das entidades estudantis, Luana da Silva destacou a importância do diálogo, dentro e fora das escolas, na contribuição para a cultura da paz.

“Estamos passando por uma situação muito delicada nas nossas escolas. Alguns estudantes já presenciaram ameaças dentro das suas instituições, e nós, enquanto entidades estudantis, recebemos muitas mensagens dos estudantes, que estão sem saber o que fazer”, iniciou.

Na sequência, Luana falou da importância do Grupo de Trabalho em prol da paz nas escolas, criado pelo governo estadual.

“Essa iniciativa é muito importante, nós já tivemos várias reuniões e estamos avançando, mas eu quero frisar que só iremos combater esse mal com educação e diálogo dentro do ambiente escolar. Não é com policiamento armado que vamos conseguir solucionar o problema, e sim, com métodos reforçados, intervenções culturais, presença do Proerd e atuação de psicólogos dentro das escolas”, disse.

Ainda segundo a estudante, hoje muito alunos estão passando por problemas psicológicos e não conseguem se expressar por não serem ouvidos dentro de casa.

“Então o diálogo dentro da escola, seja com um professor, através do grêmio estudantil ou com a gestão escolar, é muito importante”, finalizou.

Ao final da audiência, o deputado Ubaldo destacou a apresentação de projetos de lei protocolados no Legislativo Estadual com o intuito de combater a violência dentro das escolas.

“Desde a semana passada para cá, foram apresentados diversos projetos de lei sobre essa temática, como a questão do videomonitoramento, da porta giratória e da vigilância armada. Mas foi consenso na discussão de hoje que só isso não resolve. Essas iniciativas são preventivas e momentâneas. A solução é muito maior e envolve toda a sociedade, os três Poderes, a família e a escola. Então, nós vamos produzir um documento com as diversas propostas que surgiram e vamos enviar para as instituições aqui presentes e para o Governo do Estado. Agora é partir para a execução, inclusive cobrando a aplicação dos recursos federais que estão sendo enviados para o Rio Grande do Norte”, disse o parlamentar.

Como encaminhamentos, o parlamentar elencou uma série de medidas de combate à violência no ambiente escolar do Estado.

“O fortalecimento da ronda escolar por meio de projeto de integração entre os atores da Segurança Pública e a comunidade escolar e a família; melhor estruturação do Proerd na temática da violência e uso de drogas; ampliação do debate sobre prevenção da violência na comunidade escolar, com família, instituição e Estado; estímulo à prática de esporte e da literatura; ronda de proteção escolar municipal; discussão em torno da necessidade ou não de implementação de tecnologias de segurança rígidas no ambiente escolar; instituição de Grupo de Trabalho nas Casas Legislativas, como objetivo de aprimoramento, criação e correção de ideias focadas no desenvolvimento do ensino; discussões conjuntas entre as secretarias de Educação e de Segurança; compreender que o melhor caminho de combate é a política preventiva, tendo a família como estrutura basilar de formação cidadã, primando sempre pela importância da cultura da paz na comunidade escolar; inserir no PPP (Projeto político-pedagógico) das escolas programas que tragam os pilares da cultura de paz, não violência e solidariedade, empatia e preservação do meio ambiente; criação de projetos de mediação de conflitos no ambiente escolar; participação dos grêmios estudantis nos projetos educativos; monitoramento pela família das redes sociais dos filhos”, finalizou o deputado.