Os eletrodomésticos passarão a circular no mercado com uma nova etiquetagem de consumo de energia, a partir do próximo ano. Os produtos que hoje são avaliados como E, os menos eficientes, já não podem ser mais fabricados e terão a venda proibida em 2013. Além disso, haverá um maior rigor na concessão do selo A, que indica o menor consumo de energia, e com isso muitos equipamentos serão rebaixados de categoria. Com a mudança na etiquetagem, a diferença de consumo entre os novos selos A e E, após a troca de vários equipamentos do lar, trará uma economia anual na conta de luz em torno de R$ 600.
Todos os produtos que hoje têm etiqueta E serão retirados do mercado. Para se ter ideia, apenas da linha de refrigeradores e congeladores sairão de linha 51 modelos. De uma forma geral, com a nova etiquetagem os equipamentos que eram D serão rebaixados para E, os que eram C para D, B para C e A para B. “A maioria dos equipamentos tinha selo E, com uma média de 70% a 90% por produto, podendo chegar até a 100% no caso das lavadoras. Com a nova etiquetagem, cada eletrodoméstico terá no máximo 40% com selo A”, afirma o técnico do Inmetro, Alexandre Lemos. Dessa forma, a partir de janeiro de 2013, quem comprar um produto com classe A poderá ter uma economia superior a 10%.
O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), um dos coordenadores do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), fez uma projeção do que seria essa economia em reais, após um ano. O cálculo considera uma tarifa média de R$ 0,35 por kWh (esse é o preço cobrado pela Celpe, sem impostos) e uma casa de dois quartos com uma família média entre 3 e 5 pessoas, com refrigerador, dois aparelhos de ar-condicionado, dois ventiladores e 1 fogão, sem considerar os outros eletrodomésticos como lavadoras, televisores, chuveiros, aquecedores a gás e ventiladores de teto.
A geladeira de 1 porta com 250 litros, funcionando 24 horas por dia, terá um consumo mensal de 22 kWh com a nova etiquetagem A. Na classificação E, seria 31kWh por mês. Assim, em um ano, a economia com os gastos de energia seria de R$ 38. Já a troca de um refrigerador combinado de 300 litros do novo selo E para o modelo mais eficiente trará uma redução de consumo mensal de 61 kWh para 37,2 kWh. Após 12 meses, isso significa R$ 100 a menos na conta. Já os fornos e fogões mais eficientes irão demandar dois botijões de gás a menos por ano, em relação aos produtos com a etiqueta de menor eficiência.
Na troca para modelos mais econômico, pelos novos padrões, o consumo mensal do ar-condicionado split de 7,5 mil BTUS, usado 8 horas por dia, cai de 126,4 kWh para 136 kWh, uma redução anual de R$ 40. Já no modelo split de 9 mil BTUS cai de 134,4 kWh para 169,6 kWh, gerando economia de R$ 148. A troca de uma única lâmpada incandescente de 200 W por outra com a mesma luminosidade, do tipo fluorescente de 15 W, para uso de 4 horas por dia, gera em um ano uma economia de R$ 240.
Saiba mais
Veja qual seria a economia anual na conta de luz, a partir da troca de equipamentos de etiquetas E para selo A, em uma casa de dois quartos com uma família média entre 3 e 5 pessoas e considerando uma tarifa de energia de R$ 0,35 por kW/h.
R$ 80 – com um ventilador de mesa mais eficiente
R$ 240 – com a troca de uma lâmpada incandescente pela fluorescente compacta
R$ 38 – no caso de uma geladeira de 1 porta com 250 litros
R$ 100 – se for um refrigerador combinado de 300 litros
R$ 40 – ao substituir o condicionador de ar tipo janela de 7.500 BTUs pelo selo A
R$ 148 – para um ar condicionado do tipo slipt com 9.000 BTUs